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Opinião

WILSON FUÁH – Os governos e as exposições desnecessárias

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Atualmente os governantes, responsáveis pelo poder executivo estão se expondo  e dispondo a debater diariamente sobre tudo do governo, isso é muito bom para a imprensa e para o público, mas desperdiça muita energias e ao promover desvio do foco da administração.

As secretarias de comunicações foram desaparecendo por falta de finalidade, e deixando de ser importante entre os setores do governo, tanto que nas divulgações das realizações do executivo, e   até as nomeações dos agentes para exercer essa importante função do governo ficou secundária e mesmo sabendo que essas ações são de fundamentais importâncias, porque é nesse setor que dá brilho, divulga e produz todas as propagandas institucionais.

O que vemos é o governo (Federal, Estadual e Municipal), diariamente sendo sabatinado e colocado à parede, e principalmente por não haver um preparo e delimitação dos assuntos, e com isso, ocorre confronto com os repórteres, criando desavenças com aqueles que têm apenas o compromisso com os seus ouvintes e os seus leitores, e quanto maior a possibilidade de perguntar, faz com que as notícias sejam  renovadas, pois esse é o papel da imprensa: informar sempre.

Ser comunicador e saber dominar um debate  é uma arte da espontaneidade e saber manter o equilíbrio é para poucos, porque nesses casos de exposições diárias, não se obedece pauta do dia e os momentos são ampliados e os fatos passados e já explicados são requentados, mas vejam que nem os professores que tem o domínio das suas matérias, e que diariamente se dispõe a preparar para dar a aula do dia seguinte e muitas vezes deixam passar perguntas sem respostas.

Mas, a vaidade que leva a criar necessidade de estar  todos os dias na mídia, com isso, vemos os governos criando dificuldade de relacionamento com “todo mundo”: confrontos com outros poderes, com os seus comandados e com os veículos de comunicações, pois qualquer palavra mal colocada, transforma em combustíveis para confrontos de ideias e desacertos, levando a perda de foco da real necessidade da gestão  e promovendo desgastes emocionais.

Porque as Secretarias de Comunicações ficaram  desprezadas, e em muitos casos transformaram em Coordenadorias?

Porque foram impostos limites de ater apenas em envolver  apenas as burocracias entre as ações do poder executivo e as agências de propagandas e por isso, seguem sem ação efetiva de “porta voz do governo”, e por ficar sem opinião,  estão desaparecendo da essência que é de vender o lado bom do governo e exercer o papel de “para-raios noticiosos” e antecipando contra os possíveis desgastes daquele que deveria focar apenas na execução dos projetos para alimentar a satisfação do povo, mas principalmente para estar desenvolvendo o principal papel da sua gestão que é fiscalizar a si mesmo, e acompanhando e estar ligado a todas as ações do governo e  conhecendo os avanços e entreves da administração, e isso, só se promove com a interação e com o choque de realidade das ações passadas e presentes, por isso, habilitando a estar preparado para cobrar de cada um dos auxiliares, e isso só acontece com a  promoção de reuniões semanais com todos os secretários, só assim, saberá o que acontece no seu governo e com isso, podendo dar um novo salto de qualidade e buscando a satisfação e bem estar do povo, e assim,  responsabilizando-se em cumprir o grande contrato social que fez com o povo, sabendo que  está sem seguido dia a dia, e deixando de lado a possibilidade exposição diária desnecessária para a Secretária de Comunicação.

A melhor propaganda governo é lançar  e entregar obras, confrontos públicos não leva a nada e não constrói a possibilidade de uma gestão tranquila e focada  de futuro promissor para quem acreditou antecipadamente votando num gestor que as vezes era até  desconhecido, o maior compromisso do gestor publico é honrar o voto recebido.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: [email protected]         

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – A CPI pariu um rato

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Fosse hoje vivo, é o que Horácio, o pensador satírico romano diria sobre a CPI da Covid Há mais de 2 mil anos, escreveu ele “a montanha pariu um rato”. Com isso constatava algo que no princípio parecia grandioso e a realidade mostrou ser irrelevante. É exatamente o ocorrido na CPI, que  passou seis meses gritando, mirando o governo e prometendo fantasiosas provas de corrupção na aquisição de  vacinas e interesses escusos na distribuição dos medicamentos para o demonizado tratamento precoce da Covid 19. O relatório, lido nesta quarta-feira (20/10), não apresenta sequer um ato de corrupção identificado e, de forma inconvencional, tenta enredar o presidente, filhos e auxiliares num conjunto de frágeis suposições que não resistem a uma analise mais acurada e, em boa parte, ignoram a legislação vigente. O petardo prometido não passou de um inofensivo e pouco potente traque (conhecido em algumas regiões como bombinha).

A Comissão não cumpriu o objetivo básico de qualquer instrumento apurador. Sem identificar inconformidades ou crimes (conforme prometeram seus integrantes mais afoitos) não conseguiu pugnar no devido tempo por mudanças no enfrentamento da pandemia o que, se tivesse ocorrido, até poderia abreviar fim da mortandade decorrente. Em vez disso, relator e membros escolheram o midiático caminho da polêmica e do grotesco, desafiando e desrespeitando reconhecidos especialistas, servidores e membros do governo e empresários – uns convocados e outros simplesmente convidados – a depor. Bastava não falar no sentido almejado pelos inquiridores para ser alvos da grosseria, coação e outros rompantes que não deveriam estar presentes e nem ser admitidos dentro do Senado, a mais importante cidadela do parlamento brasileiro. Infelizmente aconteceu e aquela casa perdeu excelente oportunidade de ir fundo na questão e propor soluções sustentáveis. A CPI sequer se interessou pelo destino dado por governadores e prefeitos ao dinheiro federal recebido para combater a Covid. Poderia, pelo menos, ter enviado expediente às Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais, pedindo o rastreio do emprego das importâncias, que são elevadas e em alguns casos se sabe, foram desviadas para pagar precatórios, salários e outras despesas correntes dos governos. Sobra, até, a impressão de que a omissão teria sido atitude deliberada de acobertamento.

Os parlamentares tem o direito – e até o dever – de fiscalizar os atos do Executivo. Uma das formas é a CPI, regulada pelo artigo 58 da Constituição e Regimento Interno do Senado Federal (artigos 145 a 153) mais as leis nº 1.579/195210.001/2000 e 10.679/2003. Faz parte da gênese das comissões – tanto as permanentes quanto as temporárias – a proporcionalidade partidária ou de blocos parlamentares na sua composição. Salvo melhor juízo, a CPI da Covid não contempla esse requisito, na medida em que reúne explicitamente oposito res ao governo – midiaticamente denominados G7.

Para desfrutar do respeito da população e suas decisões merecerem crédito, qualquer bloco ou comissão apuradora tem de ser – e se não for, pelo menos parecer – imparcial. Perde desde o início – como ocorreu no presente tema – quando os apuradores ou sua maioria são opositores ou inimigos pessoais do apurado. Fica mais difícil seu trabalho ser levado a sério. Principalmente quando os acontecimentos são tão ácidos e antiparlamentares. Da forma que foi gestada, a CPI da Covid certamente aprovará o relatório proposto, na votação da próxima terça-feira. A grande decisão, no entanto, acontecerá no plenário, se é que dentro das fragilidades, o governo, por seus instrumentos jurídicos, não conseguir travá-la antes de ser pautada.

Se não aparecer algum fato concreto e relevante, além daqueles já conhecidos, o caminho mais lógico para o calhamaço de 1000 páginas apresentado como relatório, é o arquivo. Terá o Senado perdido precioso tempo e os recursos despendidos para custear a desastrada apuração. Haverá o risco de a única consistência restante de toda essa movimentação, estar na indignação do palhaço Pão-de-ló, que se declina membro de numerosa família circense, e, em gravação para as redes sociais, lavrou o seu protesto por não concordar que se chame a CPI de circo e nem seus membros de palhaços. “Se um senador erra, ele não é um palhaço, é senador; e se a CPI está uma bagunça, ela não é circo, mas o Senado Federal” – conclui o palhaço de verdade.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

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Opinião

MARIA DO SOCORRO DE OLIVEIRA – Educação em tempos de pandemia: O ensinar através de tecnologias

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Quando a pandemia da Covid-19 avançou pelo Brasil e mundo afora, no primeiro trimestre do ano passado, a educação à distância não era uma coisa nova, tampouco o papel das mídias sociais, as lives e a utilização das ferramentas digitais eram novidades.

Ocorre, entretanto, que fomos, todos nós, impelidos a nos envolver com os conceitos da interação eletrônica, mesmo porque a necessidade de isolamento e mudanças de hábitos eram, e são, hoje, a única forma efetiva de frear o avanço da contaminação do coronavírus.

Passado o tempo de expectativas, de recuperação do susto pelo avanço da doença – de efeitos devastadores em, todo o mundo, as pessoas passaram, isoladas, a se aprofundar nas práticas que o mundo digital exige. As empresas, profissionais liberais, artistas, juízes, desembargadores, políticos (…) avançaram nos seus projetos e lançaram às lives como forma de continuar crescendo e mantendo-se em atividade. De março para cá, milhares e milhares de eventos digitais tomaram conta do Brasil e do mundo e fizeram as plataformas web’s se multiplicarem.

Na Educação, área onde atuo e acompanho com grande esforço e interesse, a pandemia provocou estragos. Primeiramente, os alunos, acostumados à ‘algazarra’, abraços, correrias nos corredores das escolas nas horas de recreio, tiveram que se isolar em casa, sem o salutar contato com seus amigos. Alunos em idade infantil, principalmente, foram afetados em cheio.

Para a continuidade das atividades do ano letivo, as autoridades criaram mecanismos para o curso do ano, socorrendo-se, e para valer, dos instrumentos digitais – com aplicativos e equipamentos de mídia. Dos professores, veio a parcela de esforço com maior carga, pois, mesmo sem as aulas presenciais, os educadores passaram a transmitir seus conhecimentos, ministrando aulas com auxílio dos telefones celulares, aplicativos, redes e grupos sociais pela internet, enfim, com uma nova modalidade de ensino completamente nova e digital.

Aos poucos, com o avanço da vacinação e com a volta gradual das aulas presenciais, na chamada educação híbrida, a situação está se ajustando. O uso de equipamentos eletrônicos – como os celulares – já é uma condição que alunos de todas as idades tem muito domínio e preferência. Então, com o auxílio dos seus professores, as aulas puderam seguir e o ano letivo não foi perdido. Em Cuiabá, graças ao empenho dos gestores públicos, o que foi necessário ser feito aconteceu e os resultados ‘podem até ser considerados bons, não tão marcantes como nas aulas presenciais 100%, mas com números que justificaram os investimentos das autoridades públicas e o empenho e dedicação e esmero de cada professor.

Assim, com a metodologia de educação híbrida, como ocorre neste momento, a experiências anteriores à pandemia, e todos os fatos que ocorreram após março de 2020, aprendemos que poderemos nos valer das ferramentas digitais, com pandemia ou sem pandemia. A Educação se aprimorou e avançou nestes tempos de profunda crise social e sanitária. Devemos, ter, dessa forma, a consciência de que nada mais será como antes. Ficou provado que podemos aplicar metodologias de ensino em perfeita combinação com a pratica de aulas presenciais e a pratica de ensinamento por via digital.

Um dos segredos da vida, está na nossa capacidade de ter a sensibilidade de que é na crise que se acha grandes soluções. Aprendemos sim: o mundo digital nos auxilia, nos exige esforços, mas nos dá a certeza de que podemos crescer mais e mais. Afinal, uma boa educação e as mídias digitais estão interligadas no presente e futuro.
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Maria do Socorro de Oliveira é Pegagoga, com Graduação em Pedagogia pela UFMT e Especialização em Psicopedagogia. Trabalha como Educadora na Secretaria de Educação de Cuiabá

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