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Saúde

4 rituais que vão te ajudar a superar o luto

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4 rituais que vão te ajudar a superar o luto
Redação EdiCase

4 rituais que vão te ajudar a superar o luto

Existem 4 etapas que compõem os rituais referente ao Luto. Com elas, conseguimos traduzir a habilidade externa que as pessoas em processo de luto usam para lidar com o mundo e suas dores. Importante ressaltar que os rituais ajudam a processar o luto de modo seguro e por um determinado período. Confira!

1ª etapa: contenção

Precisamos de um espaço contido para processar nossa perda, caso contrário, acabamos em uma montanha-russa sem barras de proteção que nos segurem durante a viagem. A maior parte das pessoas ficam por conta própria na hora de lidar com o luto . Mas, na verdade, elas precisam da orientação solidária de alguém mais sábio.

Essa pessoa irá ajudá-las a definir o que funciona para elas como um lugar seguro enquanto lidam com o caos criado pela perda. Por esse motivo, é importante que um lugar seguro seja criado de forma conjunta pelo facilitador e o cliente para que o processo de luto seja bem-sucedido.

2ª etapa: entrega

Para estar aberto ao ritual, você precisa aceitar o caos. O caos é dizer sim ao luto. Quando dizemos não ao luto, raramente sentimos que o espaço contido é seguro.

3ª etapa: Desconstrução

Simbolicamente, esta etapa refere-se à desconstrução do antigo “eu” que existia antes da perda. Isso inclui desconstruir os antigos desejos… E construir com o cliente um modo de lidar com a morte do seu antigo “eu”. A desconstrução que acontece durante o processo de luto é o desmantelamento do antigo “eu” e dos antigos desejos.

4ª etapa: reconstrução

Essa é uma das etapas mais demoradas, visto que, entre a desconstrução e reconstrução, é necessário reintegrar alguns aspectos importantes como:

  • Papéis em ação;
  • Identificação com pessoas;
  • Identificação com coisas;
  • Hábitos;
  • Atitudes;
  • Sentimentos.

Lembre-se de que os rituais ajudam você a processar o luto de um modo seguro e por um determinado período. O processo de luto, se for prosseguir, requer habilidades e recursos que nos permitem tolerar a ambiguidade que não só é persistente em tantas áreas da nossa vida, mas também no que quer que seja, e que talvez nunca saibamos.

A importância de viver o luto

Viver o luto é fundamental, pois quando o reprimimos, pode se tornar algo patológico. Ou seja, em vez de sofrermos por um período de um ano, podemos enfrentar a angústia por muito mais tempo, desenvolvendo sentimentos profundos de tristeza e até mesmo depressão. Quando a sintomatologia do luto passa a interferir na qualidade de vida e saúde mental, compreende-se que se trata de um luto complicado e deve ser tratado.

“O luto não é a roupa, é tristeza, é a falta da pessoa, de sentir a presença em cada coisa que vai fazer, é algo que vem de dentro, é a saudade”. (ERICKSON, 1998).

Busque ajuda profissional

Busque ajuda caso perceba que seu sofrimento está muito intenso, se prolongando ou mesmo impedindo que consiga manter suas atividades, causando muito impacto na sua vida e em suas relações. Outro sinal de que é preciso buscar suporte emocional pode surgir quando as pessoas a sua volta sinalizam que estão preocupadas com sua saúde mental. 

Esses sinais podem significar que as perdas vivenciadas neste período estejam lhe sobrecarregando e, neste caso, pode ser necessário o auxílio de um profissional qualificado para que não haja agravamento das dificuldades. 

A técnica de Hipnoterapia

Ressignifique o momento da perda com a Hipnoterapia. Este processo visa ajudar o paciente a buscar dentro de si uma maneira de transformar os sentimentos de dor em boas lembranças, por meio de diferentes técnicas que podem ser usadas para o paciente se reconectar com a sua energia vital.

Na hipnoterapia do luto, o compartilhamento dessa dor pode ajudar o paciente a reaprender a viver em uma nova realidade e lidar com os próprios sentimentos, onde uma pessoa importante já não está mais presente fisicamente. O suporte profissional deve contribuir para que uma memória dolorosa não seja tão incapacitante. Não carregue um fardo como esse sem auxílio. 

É claro que seria mais fácil apagar as memórias de momentos que gostaríamos de não ter vivido, mas você não precisa voltar ao passado para ressignificá-lo. Apesar do tema ser a morte, todas as conversas e técnicas utilizadas nas terapias acabam girando em torno da vida.

Fala-se sobre como as pessoas desejam viver mais plenamente, como podem compartilhar seus desejos, medos e escolhas com as pessoas que amam. E tem uma questão que sempre sugiro a partir dessa conversa, que é procurar essas pessoas e falar aquilo que pensou em dizer se só tinha uma hora de vida. “ Muitas vezes a gente pensa que é muito cedo até que é muito tarde ” 

Para concluir, a vida precisa continuar, a aceitação da perda conduz o sujeito a reformular o pensamento de seguir em frente, estabelecendo um conceito pessoal de que a dor é o combustível para que se possa aprender a lidar com o sofrimento.

* Por hipnoterapeuta Débora Diniz

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid: pacientes podem ficar com sintomas neurológicos por 2 anos

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Covid pode deixar pacientes com sintomas neurológicos por mais de 2 anos
Rovena Rosa/Agência Brasil 10.03.2022

Covid pode deixar pacientes com sintomas neurológicos por mais de 2 anos

Um novo estudo realizado com pacientes que contraíram a  Covid-19 indica que os sintomas neurológicos, como psicose, demência, névoa mental e convulsões, podem perdurar por mais de dois anos.

A conclusão veio em uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford publicado na revista “The Lancet Psychiatry”.

“Desde as primeiras fases da pandemia, é conhecido que a Covid-19 está associada a um aumentado risco de muitas sequelas neurológicas e psiquiátricas. Todavia, mais de dois anos do diagnóstico do primeiro caso, três importantes perguntas permanecem sem respostas: primeiro, não sabemos se ou quando os riscos de diversos problemas pós-Covid voltam para os valores padrão; em segundo lugar, o perfil de risco nas diversas faixas etárias; e em terceiro se os perfis de risco mudaram com o aparecimento de tantas variantes”, informam os pesquisadores.

Por isso, os especialistas analisaram os dados de 1,25 milhão de pacientes para verificar se já existe alguma resposta a essas questões principais.

O estudo mostrou que, entre os adultos, 640 pessoas a cada 10 mil ainda relatavam “névoa cerebral” após mais de dois anos de cura. O risco, porém, era mais do que o dobro naqueles que tinham mais de 65 anos – com 1.540 casos a cada 10 mil.

Nos outros problemas apontados, os números também eram o dobro entre os idosos: 450 em cada 10 mil sofriam com demência; e 85 em cada 10 mil relataram surtos psicóticos.

Os pesquisadores relatam que esse tipo de problema também ocorre com outras infecções respiratórias graves, mas que os números pré-pandemia eram muito menores.

Os problemas neurológicos e psiquiátricos da chamada “Covid longa” resultaram muito mais raros nas crianças, mas não ausentes: 260 em cada 10 mil sofriam ainda com convulsões – o dobro do grupo de controle – e 18 em cada 10 mil tinham distúrbios psicóticos (em relação aos 6 a cada 10 mil no controle).

Entre as variantes, o estudo da Oxford confirmou que a variante Delta é muito mais severa para quase todos os sintomas de longo prazo da Alfa, a primeira das mutações. Porém, os especialistas apontam que há indicativos de que a variante Ômicron, que se dissemina de forma intensa desde o fim do ano passado, tenha as mesmas características de longo prazo de sua antecessora – apesar dos sintomas mais leves.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Estudo revela maneira de reduzir consumo de vinho

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Taças de vinho
Redação EdiCase

Taças de vinho


Pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Universidade de Bristol, ambas no Reino Unido, descobriram um truque para ajudar a reduzir o consumo de bebida alcoólica. O achado foi relatado em um estudo publicado esta semana na revista científica Addiction.

Apesar de parecer bem simples e óbvio, o truque se mostrou eficaz na redução do consumo de vinho: reduzir o tamanho da taça ou copo que será usado para ingerir a bebida alcoólica.

Participaram da pesquisa 260 famílias no Reino Unido que consumiam uma quantidade moderada de álcool, bebendo pelo menos duas garrafas de vinho em casa a cada semana. Ao longo de dois períodos de 14 dias, eles foram solicitados a comprar uma quantidade predefinida de vinho para beber em casa: garrafas padrão de 750 ml ou menores de 375 ml. Os voluntários também receberam taças menores (290 ml) ou maiores (350 ml) para beber em ordem aleatória.

No final de cada período de duas semanas, os pesquisadores contaram quanto vinho havia sido ingerido pelas famílias. Os cientistas descobriram que copos menores reduziram a quantidade de vinho consumida em cerca de 6,5% (253 ml em um período de 14 dias) e beber de garrafas menores reduziu a quantidade de vinho consumida em 3,6% (146 ml em duas semanas).

No estudo, os pesquisadores afirmaram que não pretendiam entender o mecanismo por trás da relação entre menor consumo e recipientes com menor capacidade. No entanto, acreditam que tudo está relacionado à percepção de quanto se está bebendo.

Pesquisas sugerem que pratos de comida menores podem ajudar algumas pessoas a comer menos porque isso afeta sua percepção e, por sua vez, a fome que você sente. Talvez algo semelhante aconteça quando você está bebendo taças de vinho.

Um outro estudo feito pela mesma equipe, em 2016, teve um resultado bem parecido. Na época, os pesquisadores analisaram como o tamanho da taça influenciava a quantidade de vinho que as pessoas bebiam em um bar no Reino Unido. Em suma, eles descobriram que as vendas de vinho aumentaram 9,4% quando vendidas em copos maiores em comparação com copos de tamanho padrão, sugerindo que as pessoas bebiam mais quando tinham um copo maior.

Se mais dados apoiarem essa teoria, os pesquisadores dizem que ela pode ser usada para influenciar as políticas públicas destinadas a reduzir o consumo de álcool. Por exemplo, governos e órgãos de saúde pública podem ajudar a regular o tamanho do copo em bares e restaurantes para incentivar a beber menos e mudar as normas sociais sobre o “tamanho padrão” de uma bebida.

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Fonte: IG SAÚDE

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