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2 dias após ser detida por injúria racial, mulher ofende outra pessoa negra

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Em João Pessoa, mulher afirma 'Eu sou a maior racista do planeta'
IG – Último Segundo

Em João Pessoa, mulher afirma ‘Eu sou a maior racista do planeta’

Luzia Sandra de Medeiros , detida na última quarta(14) por injúria racial , voltou a ser flagrada nesta sexta(16) em um vídeo se declarando racista e dizendo que “a raça negra é amaldiçaoda”, em uma loja no centro de João Pessoa, na Paraíba.

Nas imagens, a mulher grita com outra, que era negra, e diz: “Sou racista porque sua raça é ladra”. Após descobrir que estava sendo filmada, ela continua com os ataques: “Sou racista de carteirinha, se eu pudesse escrevia na minha testa, ‘racista’,”.

Luzia ainda se comparou com Adolf Hitler , líder nazista que perseguiu minorias baseado em um pensamento falacioso de que a raça ariana seria superior do que outras.

No caso de quarta, Luzia fez declarações racistas contra um guia turístico dentro de uma agência bancária. A mulher foi detida na central de polícia de João Pessoa e após pagar R$ 350 de fiança , responderá o crime de injúria racial em liberdade.

Contudo, após as imagens divulgadas nesta sexta, o rumo do processo pode ser outro. A Polícia Civil do estado informou que agora ela poderá responder pelo crime de racismo , que é inafiançável .

“Para minha surpresa, tivemos acesso a um novo vídeo. Esse foi gravado em uma loja onde a mulher faz comentários até mais graves que no primeiro dia. Eu já expedi um ofício e a polícia vai instaurar o inquérito”, afirmou o delegado Pedro Ivo Soares Bezerra , da Delegacia Seccional da Polícia Civil da Paraíba.

Segundo a família de Luiza Sandra, a mulher sofre de um transtorno afetivo bipolar, e que esse seria a razão dos ataques racistas. O laudo médico foi apresentado, e é datado de 15 de outubro deste ano, um dia após ela ser detida, mas o laudo indica que ela está em tratamento há 3 anos. O laudo ainda não foi apresentado à polícia.

Pela constituição, o crime de racismo é punível com até cinco anos de prisão e multa. 

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Fachin determina que governo do Rio justifique operações policiais em favelas

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Agência Brasil

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin
Nelson Jr./SCO/STF

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), oficiou hoje (26) o governo do Rio de Janeiro para que apresente, no prazo de cinco dias, as justificativas para a realização de operações em favelas, depois de um aumento recente no número de mortes por intervenção policial no estado .

Fachin determinou que o governo fluminense forneça todas justificativas apresentadas pelas autoridades policiais para realizar ao menos nove operações policiais nos últimos meses.

Ele também ordenou que as autoridades estaduais apresentem os ofícios que detalharam os cuidados tomados na realização das diligências.

Em junho, o ministro concedeu uma liminar (decisão provisória) determinando que, enquanto durar a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), as operações policiais em favelas do Rio de Janeiro sejam realizadas somente em situações excepcionais, devendo para isso ser justificadas por escrito junto ao Ministério Público. A decisão foi confirmada e endurecida pelo plenário do Supremo em agosto.

No despacho desta quinta-feira (26), Fachin determinou ainda que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encaminhe ao Supremo, no prazo de cinco dias, o teor das investigações abertas para a apurar todas as mortes decorrentes de intervenções policiais ocorridas desde a concessão da liminar.

A decisão de Fachin ocorre após uma coalizão de partidos e entidades de combate à violência pedirem providências ao Supremo diante do aumento recente no número de mortos por intervenção policial no Rio.

Na petição, são descritas nove operações policiais que ocorreram mesmo com as restrições do Supremo. Numa delas, no complexo da Maré, uma grávida foi baleada e perdeu o bebê .

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, em julho deste ano, houve 50 mortes por i ntervenção de agentes do Estado , uma queda de 74% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Em setembro, foram 52 mortes, queda de 66%. Em outubro, entretanto, o número subiu para 145 mortes, apenas uma a menos do que no mesmo mês em 2019.

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Homem compra tijolos pensando ser maconha: “Não existe mais traficante honesto”

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policial segurando tijolo
MagaiverTv/divulgação

O homem comprou dois tijolos comuns pensando ser maconha

Nesta quinta-feira (26), em Minas Gerais , um traficante foi preso após comprar tijolos comuns pensando que eram de maconha . A polícia acompanhou o trâmite para a troca do material. Além desse, outros três homens e uma mulher foram presos. As informações são do jornal Correio Braziliense .

O caso aconteceu durante uma operação das Polícias Civil e Militar em quatro cidades do Sul de Minas. Segundo os agentes, o trabalho começou por causa de denúncias anônimas e, além do tráico de drogas, a operação também prendeu pessoas por violência doméstica e roubo.

Durante a operação, também foram apreendidos 35 papelotes de cocaína e duas pedras da mesma droga, que não estavam fracionadas, dois tabletes de maconha, cigarros, balança de precisão, materiais para embalar a droga, dois celulares, um veículo e mais de R$3,5 mil. 

Tijolos 

De acordo com os policiais, uma das pessoas que foram detidas teria comprado um tijolo comum pensando que era de maconha e teria pago cerca de R$ 1,5 mil. O homem de 35 anos foi preso em Bom Jesus da Penha, junto com esposa dele, de 24.

“Durante a investigação, captamos a transação e o homem estava muito bravo com outro traficante, que vendeu o tijolo falso. Ele estava cobrando uma postura ética desse traficante. ‘Não existe mais traficante honesto hoje em dia’. Ele tinha dado o prazo para outro traficante fazer a troca desse tijolo”, ressalta delegado.

Ainda de acordo com a polícia, o homem seria um dos articuladores do tráfico da região. Ele é de Nova Resende e estaria morando em Bom Jesus da Penhas. “Ele achou que estando em uma cidade menor, não seria descoberto”, afirma.

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