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Saúde

11 sinais de que sua dor de cabeça é enxaqueca

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Women's Health

Se você acha que suas “dores de cabeça fortes” não são enxaquecas, talvez você queira dar uma olhada mais de perto nos sintomas – especialmente se você for mulher.

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Sofre com dor de cabeça? Em alguns casos, ela pode ser enxaqueca, mais comum em mulheres do que homens; veja os sinais

Segundo a Migraine Research Foundation (EUA), mais da metade de todos os sofredores de enxaqueca nunca são diagnosticados. E de acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke, as enxaquecas são três vezes mais comuns em mulheres do que em homens.

Aprender sobre enxaquecas pode te ajudar a ter uma ideia se estiver lidando com a condição. Assim, é possível receber um tratamento que realmente lhe trará alívio. Leia abaixo sobre todos os sinais e sintomas, além de sobre por que enxaquecas acontecem.

Então, o que são enxaquecas e por que as pessoas tem?

De acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke, uma enxaqueca é uma doença cerebral que causa vários sintomas desconfortáveis que podem durar de quatro horas a três dias. (Sim, três malditos dias!)

Embora a causa exata seja desconhecida, a Migraine Research Foundation diz que tanto os genes quanto os fatores ambientais provavelmente desempenham um papel nisso. “Também sabemos que os sintomas são causados por uma mudança na atividade química que afeta tanto o sistema nervoso central quanto o periférico”, explica Jessica Ailani, médica diretora do MedStar Georgetown Headache Centre em Washington (EUA).

Como posso saber se estou com dor de cabeça ou enxaqueca?

As enxaquecas podem causar vários sintomas antes, durante e depois da crise. Nem todas as pessoas têm todos os sintomas, e sua enxaqueca pode ser totalmente diferente da de um amigo.

Os sintomas podem aparecer gradualmente ou repentinamente. Às vezes eles começam da noite para o dia, fazendo as pessoas acordarem com dor, observa a Clínica Mayo. Basicamente, toda dor de cabeça da enxaqueca é ligeiramente diferente, e não há uma lista de sintomas que pertençam a todos. Irritante, nós sabemos!

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Bom, uma série de características da enxaqueca se difere das dores de cabeça regulares. Se você tiver algum destes sintomas abaixo, provavelmente está sofrendo de enxaqueca e não algo que desaparecerá com apenas algum remédio.

Sintomas de enxaqueca comuns que você deveria conhecer

1. Cabeça latejando

“Os pacientes costumam dizer: ‘Estou sentindo meu coração batendo na cabeça’, ou sobre tocar a têmpora e sentir a veia latejando. A sensação é de que a cabeça deles vai explodir”, diz Ailani. Uma dor de cabeça comum, no entanto, causa um incômodo doloroso que é mais um aborrecimento do que algo que afeta sua vida cotidiana.

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2. Dor em apenas um lado da sua cabeça

Enquanto algumas enxaquecas podem ser em ambos os lados da cabeça, a dor é tipicamente apenas de um lado. Contudo, uma cefaleia tensional geralmente se apresenta como dor em toda parte, e uma cefaleia sinusal apresenta-se como pressão ao redor das bochechas, olhos e testa.

Ainda não está claro por que as enxaquecas podem se apresentar como unilaterais. Uma teoria tem a ver com os nervos trigêmeos – há um em cada lado do cérebro. No entanto, apenas um pode ser ativado quando uma enxaqueca começa, e como isso continua a acontecer com enxaquecas repetidas ao longo do tempo, esse nervo se torna o “caminho mais rápido e fácil para o cérebro”, explica Ailani.

3. Ver luzes ou flashes

“Quando uma enxaqueca acontece, há uma onda lenta de atividade elétrica de trás para frente no cérebro”, explica Adelene Jann, neurologista da NYU Langone Health (EUA). “Quando isso acontece, há também diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro, e tudo diminui.”

Por sua vez, cerca de 25% dos pacientes vêem um flash antes ou durante a enxaqueca, de acordo com a Migraine Research Foundation.

Essa experiência causa várias formas de visão distorcida, incluindo luzes cintilantes, cores diferentes, visão pixelizada, flashes em um lado do campo visual ou linhas coloridas em zigue-zague. Esses tipos de alterações de visão geralmente não acontecem com uma cefaleia tensional ou sinusal.

4. Fraqueza e formigamento

A visão não é a única coisa impactada pela diminuição da velocidade do cérebro. As enxaquecas também podem apresentar uma aura sensorial, que causa dormência, formigamento ou até mesmo fraqueza em um dos lados do corpo.

Algumas pessoas podem ter dificuldade para encontrar palavras, o que é assustadoramente semelhante ao que acontece durante um derrame.

5. Fortes náuseas

Muitas pessoas que têm enxaquecas sentem náuseas, tonturas ou até vomitam. “Nosso intestino tem um sistema nervoso”, explica Ailani. “Quando você ativa os nervos do cérebro, ele também ativa o intestino.”

Especialistas acreditam que o intestino diminui durante uma enxaqueca, o que pode levar à náusea. Estudos também encontraram uma associação entre enxaquecas e distúrbios gastrointestinais, mas a conexão ainda não está clara.

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6. Aumento do olfato

“Quando você tem enxaqueca, o cérebro fica hiperexcitado”, explica Jann. “Tudo é aumentado, então as pessoas percebem melhor ruídos, luzes e cheiros.”

É por isso que você pode sentir o cheiro do almoço de seu colega de trabalho no corredor ou ouvir a música do seu colega de quarto através de várias portas fechadas, de acordo com um estudo da Therapeutic Advances in Chronic Disease. É também por isso que muitas pessoas que sofrem de enxaqueca procuram refúgio em uma sala escura, silenciosa e fresca, quando a dor é pior.

7. Falta de foco

Tudo desde depressão até irritabilidade e euforia foi relatado antes, durante e depois da enxaqueca, e algumas pessoas relataram dificuldade de concentração, observa um estudo do Journal of Neuroscience. “Antes de uma enxaqueca, você pode perceber que tem dificuldades para ler algum documento e, mesmo durante e depois, pode se sentir assim por um tempo”, diz Jann. “Tem a ver com o abrandamento do cérebro.”

8. Você não consegue fazer mais nada

Uma enxaqueca não é apenas uma dor de cabeça. “Ela é incapacitante. Isso interfere na sua vida”, aponta Jann. A gravidade é muito intensa e você não consegue seguir normalmente seu dia. “Você tenta fazer outras coisas, mas seu cérebro fica como ‘desculpe, não vou deixar você em paz’”, diz Ailani. Uma dor de cabeça típica, por outro lado, não costuma deixá-lo para baixo.

9. Fadiga excessiva

Durante todas as fases de uma enxaqueca, “seu cérebro está ocupado fazendo uma festa, e ela pode ser cansativa”, explica Ailani. A sensação de que nenhuma quantidade de café pode ajudar você a se recuperar pode durar um dia ou dois depois que a enxaqueca passar. “Seu cérebro está tentando limpar a bagunça e é preciso energia para isso”, completa.

10. Pescoço duro

Acredita-se que o nervo trigêmeo desempenha um papel nas enxaquecas. “Quando ativado, ele se comunica com um importante caminho da dor na região superior da medula espinhal”, explica Ailani. “Quando esse centro é ativado, ele envia sinais para o cérebro e, possivelmente, para a parte superior do pescoço, causando dor.”

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11. A dor parece durar para sempre

As enxaquecas podem durar de quatro horas a três dias. “Você pode ter várias por ano, algumas por mês, ou até mesmo durante metade de um mês”, diz Ailani. As dores de cabeça regulares não são tão frequentes.

Fonte: IG Saúde
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Conteúdo muito bom! Se alguém quiser saber mais sobre enxaquecas e quiser complementar essa leitura: https://www.drentrega.com.br/bem-estar/dores-e-sintomas/migraliv-o-remedio-que-promete-acabar-com-a-sua-enxaqueca

Saúde

Tratamento para tuberculose é recorde, mas 3 milhões não têm acesso

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Em 2018, o número de pessoas que receberam tratamento para a tuberculose bateu um recorde histórico em grande parte devido a uma melhor detecção e diagnóstico da doença. Em todo o mundo, sete milhões de pessoas foram diagnosticadas e tratadas, contra 6,4 milhões em 2017. Isso permite que o mundo cumpra com um dos marcos da declaração política das Nações Unidas sobre tuberculose.

O novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que o mundo deve acelerar o progresso para alcançar a meta de acabar com a tuberculose até 2030.

A maior carga da doença em 2018 se concentra em oito países: Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e África do Sul. Brasil, China, Rússia e Zimbábue, todos com altos índices da doença, alcançaram níveis de cobertura de tratamento de mais de 80%.

O novo Relatório Global de Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), lançado nesta quinta-feira (17), também revela que houve uma redução no número de mortes por tuberculose: 1,5 milhão de pessoas morreram da doença em 2018, ante 1,6 milhão em 2017.

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Baixa renda

Além disso, o total de novos casos vem diminuindo nos últimos anos. No entanto, a carga da doença permanece alta entre populações de baixa renda e em situação de vulnerabilidade: cerca de 10 milhões de pessoas desenvolveram a tuberculose em 2018.

“Hoje marcamos a passagem do primeiro marco no esforço de alcançar pessoas que estão perdendo serviços para prevenir e tratar a tuberculose”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde – OMS.

“Isso é uma prova de que podemos alcançar metas globais se unirmos forças, como fizemos por meio da iniciativa conjunta Find.Treat.All.EndTB entre OMS, Stop TB Partnership e Fundo Global de Combate à Aids, TB e Malária”, disse Tedros.

O novo relatório global da OMS destaca que o mundo deve acelerar o progresso para alcançar a meta de desenvolvimento sustentável de acabar com a tuberculose até 2030. O documento também observa que cerca de 3 milhões de pessoas com a doença ainda não estão recebendo os cuidados dos quais precisam.

O papel da cobertura universal

Atualmente, em muitos países, a frágil infraestrutura de saúde e a escassez de força de trabalho no setor dificultam o diagnóstico oportuno e os tratamentos adequados para a tuberculose.

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Sistemas de notificação frágeis são outro problema: prestadores de serviços de saúde podem tratar as pessoas, mas não relatam casos às autoridades, deixando uma imagem incompleta das epidemias e das necessidades de serviços nacionais.

Além disso, até 80% dos pacientes com tuberculose em países de alta carga gastam mais de 20% de sua renda familiar anual no tratamento da doença.

Tedros acrescentou que “o progresso sustentado da doença exigirá sistemas de saúde fortes e um melhor acesso aos serviços. Isso significa um investimento renovado na atenção primária à saúde e um compromisso com a cobertura universal”.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

OMS comemora aprovação da primeira vacina contra o ebola

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) está comemorando a recente aprovação, por reguladores europeus de medicamentos, da primeira vacina contra o vírus ebola. Trata-se de “um triunfo para a saúde pública e um testemunho da colaboração sem precedentes entre dezenas de especialistas em todo o mundo,” segundo a agência das Nações Unidas.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) liberou, pela primeira vez, uma vacina testada contra o ebola na Guiné-Conacri (África), país que tem a maior epidemia da história causada pelo vírus. O produto autorizado pela EMA foi inicialmente desenvolvido com a marca pela empresa norte-americana Merck & Co.

Mais de 236 mil pessoas já foram vacinadas. O número inclui mais de 60 mil profissionais de saúde de linha de frente em território congolês e nos  países vizinhos Uganda, Sudão do Sul, Ruanda e Burundi.

Regulamentos

A nova vacina já é aplicada com as diretrizes de emergência da OMS para proteger as pessoas contra a propagação do vírus ebola, que desde agosto do ano passado já matou mais de 2,1 mil pessoas em território congolês.

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Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, o produto já “salvou muitas vidas no atual surto de ebola, e a decisão do regulador europeu vai, finalmente, ajudar a salvar muitas mais.”

Apoio à pesquisa

O chefe da agência da ONU disse estar orgulhoso do papel que a OMS desempenhou no processo de desenvolvimento da vacina, “desde o apoio dado à pesquisa, até a realização dos testes” na Guiné-Conacri em 2015. O atual surto de ebola é o segundo maior da história, após a epidemia que matou mais de 11,3 mil pessoas na África Ocidental entre 2013 e 2016.

A OMS anunciou que atua com a Aliança Global para as Vacinas e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta área, antevendo que nos próximos anos haverá maior demanda de vacinas contra o ebola durante e entre surtos.

Plano Global de Segurança

A meta é criar um Plano Global de Segurança de Vacinas contra a doença, porque “será necessária uma maior capacidade de oferta e vários fabricantes a curto e médio prazos para atender a essa demanda e garantir a segurança do medicamento”, diz a agência da ONU.

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Atualmente existem oito vacinas contra o ebola em processo de avaliação clínica. A OMS trabalha com parceiros para criar um mecanismo governamental coordenado em nível internacional para garantir o acesso ao produto de acordo com os critérios de risco.

A OMS também deverá gerenciar as reservas “porque o fornecimento permanecerá limitado até que seja criada uma maior capacidade de fabricação ou outras vacinas sejam licenciadas.”

* Com informações da ONU News

Edição: Augusto Queiroz
Tags: ebola vacina ONU

Fonte: EBC Saúde
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