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​​​​​​​Sindicatos e conselhos denunciam falta de condições de trabalho de profissionais da saúde

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso recebeu, nesta segunda-feira (29), denúncias que apontam a precariedade das condições de trabalho ofertadas a profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus (Covid-19), a baixa qualidade e quantidade dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) disponibilizados e até mesmo casos de coação e ameaças a trabalhadores.

As denúncias foram apresentadas por representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), Sindicato dos Médicos (Sindimed), Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) e Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), durante reunião extraordinária da comissão.

Presidente interina do Sisma-MT, Ana Cláudia de Oliveira afirmou que os profissionais da saúde estão enfrentando inúmeras dificuldades e que o sindicato já apresentou 24 notificações administrativas à Secretaria de Estado de Saúde (SES), 10 denúncias ao Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público do Trabalho (MPT) e 13 ações civis públicas.

Segundo ela, estão sendo disponibilizados poucos EPIs e de qualidade ruim em todo o estado, o que acaba facilitando a contaminação de profissionais de saúde. Cada trabalhador está recebendo dois kits para um turno de 12 horas. “Não estamos sendo heróis, estamos sendo mártires. É isso o que está acontecendo”, relatou.

A representante do Sisma também contou que os profissionais não estão recebendo qualquer tipo de atendimento psicossocial e muitos que integram o grupo de risco não estão sendo afastados. Há ainda denúncias de ameaças aos se manifestam contrários às condições impostas.

O presidente do Coren, Antonio César Ribeiro, salientou que o número reduzido de profissionais para atender uma grande quantidade de pacientes durante uma extensa jornada de trabalho acarreta mais cansaço e maior risco de acidentes e contaminação. Apontou ainda as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de enfermagem devido à disponibilização de apenas dois kits de EPIs por plantão de 12 horas.

“Se eu tiver que ir ao banheiro, tomar água, se tiver que me alimentar eu tenho que me trocar. Eu não posso sair do ambiente onde o paciente está e depois voltar com a mesma proteção. Como há apenas dois kits, os trabalhadores têm se obrigado a tomar água da torneira dentro das unidades, porque não podem sair dali. Há recomendação, inclusive, de uso de fraldão para urinar na roupa porque não tem EPI. Isso é desumano”, declarou Ribeiro.

Ribeiro afirmou que a categoria foi alvo de acusações levianas por parte da administração municipal e não teve direito ao contraditório e à ampla defesa. Denunciou ainda a ocorrência de ameaças e coação de profissionais que atuam principalmente no Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.

Hildenete Fortes, presidente do CRM, apontou a quantidade insuficiente de profissionais, a falta de equipamentos nas UTIs e os EPIs de má qualidade distribuídos aos médicos como algumas das questões que preocupam o Conselho.

O presidente do Sindimed, Adeildo Lucena, destacou a falta de condições de trabalho e de qualidade dos equipamentos disponíveis e o número insuficiente de profissionais para os atendimentos. Em Várzea Grande, segundo ele, as escalas contam com um ou, no máximo, dois médicos.

“Os médicos trabalham sobrecarregados. A pressão é muito grande e o aumento da demanda aumenta o risco de contaminação, além da questão psicológica. Tem colegas com transtorno do pânico na policlínica tendo que segurar plantão sozinho”, relatou.

Lucena também atribuiu parte das dificuldades enfrentadas à falta de entendimento entre os gestores estaduais e municipais. Sobre o assunto, o presidente da Comissão de Saúde, deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), afirmou que a comissão está atuando no sentido de intermediar o diálogo entre as duas esferas.

Presidente do Crefito, Ingrid Farina da Silva informou que o conselho vistoriou todas as UTIs de referência ao tratamento da Covid-19 do estado e elaborou relatórios que apontam condições “bastante complicadas” de trabalho aos fisioterapeutas e reforçam as situações denunciadas pelas demais categorias de profissionais da saúde.

O vice-presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. João (MDB), chamou atenção para o risco de haver um colapso de profissionais da saúde. “Esse vai ser o próximo colapso grave. Daqui a pouco não vamos ter profissionais”.

Protocolo – A presidente do CRM-MT, Hildenete Fortes, reforçou a autonomia de cada médico para prescrição de tratamentos precoces à Covid-19 e informou que não é função do CRM emitir protocolo com relação a isso. Acerca da questão, o deputado Dr. Eugênio lembrou que há um grupo de trabalho, do qual participa, que irá apresentar protocolos orientativos para os atendimentos.

Projetos de lei – Foram aprovados pareceres favoráveis ao Projeto de Decreto Legislativo 5/2020 e aos Projetos de Lei 461/2020, 13/2019, 398/2020, 38/2020, 390/2020, 401/2020, 237/2019, 509/2020, 414/2020, 459/2020, 436/2020, 441/2020, 444/2020, 99/2020, 81/2020, 489/2020 e 428/2020.

Por decisão dos deputados que compõem a comissão, os PLs 327/2020, 340/2020, 461/2020, 471/2020, 544/2020 e 545/2020 serão apreciados em reunião extraordinária na próxima segunda-feira (06).

Fonte: ALMT

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A pedido da AL, Senai produz mais 120 cápsulas de oxigenação para hospitais, policlínicas e Upas

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Foto: JOÃO RIBEIRO / Gabinete do deputado Carlos Avallone

O Observatório Sócioeconômico da Assembleia Legislativa solicitou e o Senai-MT já está produzindo mais 120  cápsulas de oxigenação para isolamento individual de leitos. O objetivo é atender emergencialmente as UPAs e Policlínicas da Grande Cuiabá e municípios do interior. No início do mês, a secretaria de Estado de Saúde recebeu a primeira doação, de 150 cápsulas protetoras.

Os equipamentos, que já vem sendo usados em vários hospitais da Capital e interior, protegem os profissionais de saúde e podem reduzir o tempo de internação de pacientes da covid-19 e a necessidade de encaminhamento à UTIs.

O presidente do Observatório, deputado Carlos Avallone (PSDB) informou que já estão em produção mais 120 cápsulas, das quais 50 vão atender as UPAs e policlínicas de Cuiabá. Reportagens recentes mostraram que na Policlínica do Verdão, por exemplo, pacientes com Covid-19 estariam em contato com pacientes que ainda não tiveram diagnóstico confirmado e pacientes com outras doenças.
 
“Já informei o prefeito de Cuiabá e o secretário municipal de saúde sobre estas doações. Neste caso, as cápsulas permitirão um mínimo de isolamento nas UPAs e policlínicas, protegendo pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde. Em uma semana estes equipamentos devem estar disponíveis”, disse Avallone.

O deputado lembrou que as cápsulas protetoras já estão ajudando a salvar vidas. “O município de Várzea Grande já recebeu 20 cápsulas, dez para cada UPA (Cristo Rei e IPASE). Sorriso recebeu dez cápsulas na semana passada e receberá mais dez.  Sinop recebeu 16 cápsulas e receberá mais cinco. Outras quatro cápsulas serão doadas para Diamantino, quatro para Lucas do Rio Verde e quatro para Nova Mutum, municípios que registram os maiores índices de contaminação pelo coronavírus”, explicou.

A produção destes equipamentos é uma articulação do Observatório Socioeconômico da ALMT, numa parceria envolvendo a Federação das Indústrias, o SENAI-MT (que produz as cápsulas) e empresas locais, que doaram os materiais. Entre os doadores estão a Solar Coca-Cola, atacadistas, Buzetti Pneus, Sindicato das Indústrias de Biodiesel e Cipem.

ISOLAMENTO E PROTEÇÃO

A cabine foi desenvolvida por uma empresa amazonense de equipamentos hospitalares, e produzida pelo Senai-MT. O equipamento proporciona mais rotatividade nas vagas dos hospitais, diminuindo as chances de contaminação entre as pessoas. Na falta de quartos isolados, pacientes em leitos de UTIs podem dividir o mesmo quarto sem que ocorra a transmissão do vírus para pessoas saudáveis.

A cápsula possui uma estrutura de PVC e é equipada com filtro de ar que permanece acoplado à cama do hospital, isolando a parte superior do paciente e evitando que ele acabe contaminando outras pessoas por meio de um mecanismo que retém o vírus. 

Fonte: ALMT

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Dnit viabiliza obras na BR-364 por solicitação do Deputado Claudinei

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS / Assessoria de Gabinete

Os moradores do distrito de Boa Vista, em Rondonópolis (MT), aguardam com expectativa a conclusão da pavimentação asfáltica de vias marginais da BR-364, que interliga o município à capital de Cuiabá. O motivo deve-se ao acesso de motoristas aos estabelecimentos comerciais existentes no trecho da rodovia. Este benefício atende a indicação  n.° 1.745/2020 do deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) à Superintendência Regional de Mato Grosso do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes de Mato Grosso (Dnit).

“A obra, nas vias marginais do distrito de Boa Vista, já está próxima de ser finalizada. Soube que até padrão e iluminação serão inseridos. Antes não tinha um acesso para os veículos poderem ir aos comércios ou entrar dentro do distrito. Só temos que agradecer ao superintendente do Dnit, Orlando Fanaia, e ao senador Wellington Fagundes, que também pediu este apoio. Vai melhorar a vida dos moradores e daqueles que passam por essa rodovia”, conclui Claudinei.

Atraso – Essa obra de duplicação teve início no final de 2013 para 2014, explica o engenheiro e chefe da unidade local de Rondonópolis do Dnit, Antônio Gabriel Oliveira dos Santos. Ele conta que foram várias situações que ocorreram para que houvesse esse longo prazo de atrasos para a conclusão das obras.

“A obra foi paralisada por questões judiciais até a ação ser favorável ao Dnit, aí já tinha se passado um ano. Teve também a falta de recursos da União. Alguns serviços não puderam ser realizados. Se tudo se encaminhar conforme o cronograma previsto, a gente acredita que até o ano que vem será concluída. Acreditamos que, no prazo de 30 a 40 dias, esteja concluído o trecho do distrito de Boa Vista”, explica o chefe do Dnit.

O trecho em construção é de 60 km, entre Rondonópolis e a entrada de Jaciara (MT). O chefe do Dnit fala que já tem vias que já foram entregues e estão operando. “É uma obra praticamente que está quase toda pronta. Estamos trabalhando no contorno dos municípios. Finalizando alguns arremates, como é o caso do distrito de Boa Vista. Uma parte da obra já foi entregue, sendo que se nota um melhor tráfego de veículos, com redução de acidentes e sem vítimas fatais, acho que isso já é algo que mudou o panorama da rodovia”, esclarece Gabriel.

A rodovia BR-364 conta com o tráfego de cerca de 70 a 80% de veículos de transporte de cargas, principalmente devido o estado de Mato Grosso ter como característica o escoamento de produção de grãos.

Fonte: ALMT

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