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Senador de MT defende vincular R$ 248 bilhões a liberação integral do Orçamento do MEC

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Em plenário, Wellington Fagundes diz que contingenciar recursos da Educação significa “ferir, de morte, o futuro do país”

A aprovação do pedido do Governo Bolsonaro para suplementação do Orçamento da União, no valor de R$ 248,9 bilhões, por meio de operação de crédito, pode ficar vinculada, por acordo, à liberação integral do Orçamento do Ministério da Educação. A proposta foi defendida em plenário, nesta sexta-feira (17), em pronunciamento feito pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, em aditamento à manifestação do senador Álvaro Dias (PODE-PR).

Manifestaram favoravelmente à vinculação os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Izalci Lucas (PSDB-DF). Este, inclusive, disse que já discute encaminhamento de emenda ao Projeto de Lei do Congresso pelo qual o Governo encaminhou o pedido. Membro da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Fagundes participou da audiência que recebeu o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta semana. O ministro apelou para a aprovação da suplementação.

Os senadores desconfiam que o valor solicitado pelo Governo esteja acima do necessário. Cálculos do Instituto Fiscal Independente, órgão do Senado, apontam que, de fato, existe a necessidade de suplementação, mas que esse valor não chega a R$ 100 bilhões. “São R$ 98,8 bilhões. Portanto, existe um valor significativo de folga no PLN” – explicou o senador Izalci Lucas.

Na semana que vem, uma audiência pública vai discutir o valor de R$ 248,9 bilhões apontado pelo Governo. Já o contingenciamento do Orçamento da Educação, anunciado pelo Governo, é de 30%. Reitores de universidades federais afirmam que os cortes impostos pelo MEC chegam a afetar até 54% dos recursos – caso da Universidade Federal do Sul da Bahia. A Universidade Federal de Mato Grosso contabiliza bloqueio na ordem de R$ 66 milhões.

Fagundes defendeu agilidade nas discussões. “Precisamos debater, mas também sermos objetivos para alcançar a solução em curto prazo de tempo” – disse o republicano. Para ele, os protestos ocorridos esta semana contra o contingenciamento – ou corte – do Orçamento do Ministério da Educação impõe ao Congresso Nacional brasileiro que sejam tomadas ações para garantir que todo o processo educacional não sofra qualquer paralisação.

“Expandir o ensino é uma missão à qual o Governo não pode retroceder sob qualquer aspecto, sob qualquer tipo de debate” – disse. Nesse sentido, Fagundes anunciou a apresentação de um Projeto de Lei que trata da segurança nas escolas e que corre o risco de ficar prejudicado, se mantido o corte orçamentário do MEC. “Essa é uma questão que considero de extrema importância e que tem sido, no campo da educação, alvo de intensos debates” – ponderou

NORMAIS GERAIS – O Projeto de Lei 2.256, de 2019, já em tramitação, segundo ele, tenta dar uma resposta ao que classifica como “violência descontrolada” nas escolas. A proposta cria normas gerais de segurança escolar, tais como: controle de entrada e saída de pessoas, por meio de recursos tecnológicos que a instituição julgar mais convenientes, e desenvolvimento de instruções e procedimentos sobre segurança voltados para toda a comunidade escolar, incluindo dirigentes, docentes, discentes e funcionários.

Ao ressaltar fatos ocorridos em Suzano (SP) e o medo que tomou conta de Cuiabá, no mês passado (por conta de ameaças que não se confirmaram), Fagundes ressaltou que o Governo precisa agir nessa vertente. “Não podemos esperar que mais crianças, adolescentes, professores, funcionários e familiares de alunos morram em outras instituições de ensino do País, para agirmos no sentido de aumentar a segurança. Essa é uma necessidade urgente e a sociedade clama por providências” – frisou.

 

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TCE aponta sobrepreço e Câmara de Cuiabá deve suspender pagamento de serviços para sessão de posse

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Empresa de eventos prestou serviços na posse da atual Mesa Diretora

Diante de indícios de sobrepreço e outras irregularidades, o presidente da Câmara de Cuiabá, Misael Galvão, deve suspender o pagamento da Nota de Empenho nº 437, de 21/12/2018, em favor da empresa Capriata de Souza Lima & Souza Ltda. A nota é referente à Compra Direta nº 036/2018, realizada para contratação de empresa de eventos para a prestação de serviços na sessão solene de posse da Mesa Diretora para o biênio 2019/2020, da Câmara Municipal de Cuiabá, no valor total de R$ 19.997,00.

A decisão é do conselheiro interino do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Luiz Henrique Lima, que determinou ainda a notificação, por meio eletrônico, do presidente da Câmara sobre a decisão, além da citação do ex-gestor, Justino Malheiros Neto; do coordenador de Licitação, Contratos e Compras, Marcelo da Costa Marques; do ex-secretário de Patrimônio e Manutenção, Walter Nei Duarte Ramos; e da ex-coordenadora de Cerimonial e Empresa Capriata de Souza Lima & Souza Ltda., Ana Paula Fernandes, sobre a representação e o julgamento singular. Foi concedido prazo de 15 dias para que eles se manifestem.

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Luiz Henrique Lima concedeu medida cautelar em Representação de Natureza Interna (Processo nº 129780/2019) proposta pela Secretaria de Controle Externo de Administração Municipal em face da Câmara Municipal de Cuiabá, na gestão do ex-presidente Justino Malheiros Neto. A representação foi instaurada após denúncia formalizada na Ouvidoria-Geral do Tribunal de Contas, que levou a equipe técnica a investigar o Processo de Compra Direta nº 036/2018, constatando sobrepreço na contratação.

O conselheiro relator acolheu os argumentos da equipe da Secex de Administração Municipal, acerca da existência de sobrepreço na contratação de tendas. Segundo os auditores, consta no Radar de Controle Público que a média de preço da diária de locação da tenda corresponde a R$ 238,43. No entanto, o equipamento foi contratado, cada um, por R$ 1.500,00, totalizando R$ 6.000,00, valor seis vezes maior que o praticado no mercado.

Também foram apontadas irregularidades na contratação de serviços de rádios receptores sem funcionamento e na contratação de serviços de dois garçons para a solenidade de posse. Segundo a equipe técnica, os serviços não foram realizados pela empresa, já que apenas um garçom da Câmara Municipal trabalhou na sessão. Também foi constatado indício de irregularidade na contratação de serviço de confecção de convites para a sessão de posse, já que o empenho da despesa ocorreu após a execução do seu objeto, colocando em dúvida se o serviço foi prestado pela empresa contratada.

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A Secex também apontou que, até a data de 24/04/2019, a despesa não havia sido atestada e nem paga, mesmo já decorridos mais de três meses da realização do evento objeto da Compra Direta. O Julgamento Singular nº 559/LHL/2019 foi publicado na edição extraordinária nº 1622 do DOC de sexta-feira (17/05). A medida cautelar será apreciada e sua homologação julgada pelo Pleno do Tribunal de Contas.

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PSD projeta lançar candidatos a prefeito em Cuiabá, VG e nos municípios polos do Estado

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O presidente do partido em MT, Carlos Fávaro destaca a estrutura do PSD, que conta com 26 prefeitos, 21 vice-prefeitos e 268 vereadores

O Partido Social Democrático (PSD) de Mato Grosso realiza, neste final de semana, assembleias para escolha dos membros dos diretórios municipais. Atualmente, o partido mantêm nos municípios apenas comissões provisórias em 139 dos 141 municípios mato-grossenses. As assembleias acontecerão na maioria das cidades seguindo determinação da direção nacional da sigla.

Com a composição dos diretórios, o PSD-MT se organiza para a eleição municipal de 2020. Na segunda-feira, (20), ocorrerá a eleição para os dirigentes do diretório municipal de Cuiabá, que deverá ocorrer com chapa única.

O PSD é a sigla com o segundo maior número de prefeitos atualmente no estado. São 26 prefeitos, 21 vice-prefeitos e 268 vereadores. O partido trabalha para ampliar o número de administradores municipais e manter as cidades onde os prefeitos já não podem mais concorrer a reeleição.

Para isso, pretende lançar o máximo de candidaturas próprias, incluindo a capital, Cuiabá, e cidades polos, como Várzea Grande, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Barra do Garças, Alta Floresta e Rondonópolis, além de reeleger os 16 prefeitos que estão nesta condição.

“É uma determinação da direção nacional, ter candidaturas próprias em todas as capitais e nas cidades com mais de 100 mil habitantes”, explica o secretário geral do PSD, Stephano Carmo. “Nós buscamos deixar a marca do PSD de gestão. Nossos prefeitos são extremamente bem avaliados. Em uma pesquisa divulgada recentemente, dos 10 prefeitos com melhor avaliação em Mato Grosso, seis são do PSD”, diz.

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Segundo o presidente estadual do Partido, Carlos Fávaro, outra prioridade do partido é estimular e trabalhar candidaturas femininas, tanto para prefeitas, quanto vice-prefeitas e para as Câmaras Municipais. “Já estamos trabalhando quadros para as eleições municipais. Junto com os prefeitos, traçamos as ações para o próximo pleito, que vem com um diferencial, que é o fim das coligações para proporcional”.

Fávaro ressalta ainda que PSD está cumprindo uma agenda estratégia montada por todos os membro, no intuito de deixar a sigla organizada para as eleições. “Em março realizamos um encontro onde definimos o planejamento estratégico para 2019 e 2020. O PSD tem compromisso com uma atuação que prioriza a educação, qualificando e transformando a vida das pessoas, além da saúde de qualidade a todos os cidadãos. Além desses temas, temos discutido com nossos membros assuntos estratégicos para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso e dos municípios mato-grossenses, como logística, agronegócio, entre outros assuntos”, explica Fávaro.

A direção estadual da sigla aponta que a composição dos diretórios municipais trará mais autonomia, liberdade e segurança jurídica aos filiados a legenda, para que possam trabalhar melhor a condução do processo eleitoral no próximo ano, a escolha dos candidatos, “considerando a tendência de cada município, os melhores nomes, qual cidade terá candidatura própria ou terá composição”, diz o secretário geral.

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Stephano lembra que o PSD faz parte da base que elegeu o governador Mauro Mendes em 2018 e que isto também deve ser considerado para as composições para o pleito municipal. “Importante os partidos e seus membros estarem alinhados com o sentimento das ruas e os anseios da população. O PSD, através do presidente Fávaro, tem buscado diariamente esse alinhamento”.

As próximas eleições municipais trazem duas novidades, uma é o uso do Fundo Partidária, que começou nas eleições gerais de 2018. Com o fundo, os diretórios regionais terão mais condições e recursos de ajudarem os diretórios municipais.

Outra novidade, que será um desafio aos partidos, é o fim das coligações nas candidaturas a vereador. As coligações poderão ser feitas apenas para majoritária, isto é, apenas para candidatura a prefeito. Para as Câmaras, cada legenda terá que concorrer sozinha. Com isto, a tendência é que partidos pequenos irão desaparecer.

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