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Mato Grosso

Seduc investe na qualificação de professores da educação escolar indígena

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Mato Grosso conta hoje com uma política sólida no atendimento escolar indígena. É o primeiro Estado no país a oferecer formação superior para professores indígenas em projetos específicos. O corpo docente da educação escolar indígena na rede estadual dispõe de 460 professores com curso superior e 120 em formação. 

“A Secretaria de Estado de Educação possui um projeto de formação inicial superior. Ele existe por meio de um convênio com a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat)”, destaca o coordenador de Educação Escolar Indígena da Seduc, Sebastião Ferreira.

Ele acrescenta que são cursos que vão além da formação pedagógica. Tem característica politico-social cujo foco é oportunizar o acesso à formação, ao desenvolvimento crítico e o exercício da autonomia, uma vez que a formação pretende valorizar a identidade, a cultura, religião e as etnias.

A legislação atual aponta que a educação escolar indígena deve ter sistema, carreira e gestão própria. “Ao atender as propostas de legislação específica, a Seduc inicia ações que visam e conseguem impactar positivamente no cotidiano dos povos indígenas de Mato Grosso”, frisa Sebastião.

A Seduc investe na qualidade do ensino, dando oportunidade para a formação também em nível médio. Em 20 anos, foram oferecidos vários cursos com quase 1.000 novos professores qualificados. Entre as formações ofertadas, está o Projeto Magistério Intercultural com 410 novos professores de diversas etnias e em formação mais 270 indígenas.

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A Seduc oferece ainda dois cursos profissionalizantes – técnico em agropecuária e técnico em meio ambiente.

Escolas indígenas

A educação escolar indígena da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) tem hoje mais de 1.000 professores que atuam em cerca de 300 salas de aula, entre salas da própria escola e salas anexas, que funcionam nos três turnos.

São 70 escolas estaduais indígenas que atendem as 43 etnias existentes em todo o Estado. São mais de 12 mil estudantes, no ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos (EJA).

A lista de escolas índígenas contempla unidades escolares como a EEI Maraiwatsede, em Bom Jesus do Araguaia (a 983 quilômetros a nordeste de Cuiabá), da etnia Xavante, que oferta 24 turmas, incluindo salas anexas com 317 alunos matriculados.

A EEI Myhyinymykyta Skiripi, da etnia Rikbaktsa que funciona com 39 turmas e 616 alunos, é considerada uma das maiores. A Escola, localizada em Brasnorte (a 579 quilômetros a noroeste da Capital) tem uma sala anexa que também atende alunos da etnia enawené nawé. Atendendo as duas etnias diferentes, cada uma estuda a sua história e cultura.

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Pioneiro

Na educação escolar indígena, Mato Grosso vai além. É o primeiro Estado do país a criar, em 1995, o Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena (CEEEI). Com isso, garantiu a execução de política específica para os povos indígenas. É um conselho consultivo, deliberativo e de assessoramento técnico que representa as 43 etnias de todo o Estado.

O Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso tem 35 integrantes, sendo 25 que representam as 43 etnias de todo o Estado, além de outros 10 da sociedade civil, representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundação Nacional do Indio (Funai) entre outros.

O presidente do Conselho, Filadelfo de Oliveira Neto, da etnia Umuntina, explica que a lei 11.645/08, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “história e cultura afro-brasileira e indígena”, recebe uma grande atenção dos conselheiros, pois são muitas as consultas sobre o tema.

Com cerca de 50 mil indígenas distribuídos em 43 etnias, Mato Grosso é o segundo Estado em diversidade, perdendo para o Amazonas que tem 74 povos. Mato Grosso do Sul, no entanto, tem população de cerca de 70 mil índios, mas só com sete etnias.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

1ª feira de produtos artesanais e agrícolas de Mimoso será realizada no Memorial Rondon

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Evento marca a retomada do espaço, onde está instalada uma exposição em homenagem ao marechal Cândido Rondon, figura ilustre de MT que nasceu no distrito

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) está promovendo a 1ª Feira de Exposição e Venda de Artesanato e Produtos da Agricultura Familiar de Mimoso. O evento será na sábado (25) e domingo (26) a partir das 8h e marca a retomada das atividades do Memorial Rondon (a 123 km de Cuiabá).

Quem for ao local terá acesso a expositores de Santo Antônio de Leverger e dos distritos vinculados ao município. Eles levarão produtos agrícolas, guloseimas e itens da culinária local para comercializar. Também haverá um espaço para os artesanatos e utensílios fabricados à mão.

Conforme o secretário-adjunto de Turismo, Jefferson Preza Moreno, o objetivo do projeto é fazer com que a comunidade utilize o espaço, tanto para comercilização, como para eventos tradicionais e ações de interesse local. “Estamos atuando graças aos parceiros, que estão sempre colaborando, seja com transporte dos expositores, seja com a mobilização, oferta de serviços e mobilização”.

O fortalecimento das parcerias está dentro do projeto de retomada do Memorial, que foi reaberto oficialmente no aniversário de Marechal Rondon, 5 de maio. Desde então, governo e lideranças locais trabalham para confeccionar um calendário de atrações e atividades. A ideia é ofertar atrativo aos turistas  e desenvolver a economia local.

Existe também, lembra o secretário-adjunto, o foco educacional do prédio que não foi deixado de lado. A secretaria-adjunta de Turismo, que é ligada a Sedec, está em busca de parcerias com a Unemat e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para conseguir um professor para o local. O profissional ficará responsável por receber excurssões escolares e elaborar atividades de cunho didático.

Outra parceria importante é com a Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer, responsável pela exposição em homenagem a Rondon, que está acessivel ao público e fará parte do acervo permamente do local.

São apoiadores no evento: Prefeitura de Santo Antônio de Leverger, Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger, Associação de Moradores de Mimoso, Associação de Amigos da Sala de Memória Rondon e Familiares, Escola Estadual Santa Claudina, Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer, Empaer e Correios.

 

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Mato Grosso

Secitec oferece apoio ao trabalho desenvolvido pelo Instituto dos Cegos

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Durante visita do secretário Nilton Borgato, a direção da instituição mostrou a necessidade de parcerias e doações para a manutenção do espaço

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Nilton Borgato, visitou na segunda-feira (20), a sede do Instituto dos Cegos de Mato Grosso (Icemat) para conhecer o trabalho que é desenvolvido na instituição, ocasião em que recebeu as demandas de ajuda.

Para o presidente do Instituto dos Cegos, Udeilson Cézar de Arruda, essas visitas são fundamentais porque promovem conhecimento sobre a importância do trabalho que desenvolvem. “A Seciteci é uma grande parceira nossa, pois disponibilizou dois laboratórios de informática para melhorar a inclusão das pessoas com deficiências”.

Udeilson explica que hoje o instituto conta com 315 alunos matriculados e 2 mil associados. “A maioria dos alunos é deficiente total de visão, mas também há alunos com baixa visão (que possuem entre 5%, 10%, 20% ou cegos de um olho). Também existem alunos com deficiências múltiplas, que são os cadeirantes com problemas visuais, entre outros”.

Nilton Borgato parabenizou todos os funcionários do local pela missão e sensibilidade de trabalhar em prol da inclusão social. “O Instituto dos Cegos desempenha um trabalho de referência em todo Mato Grosso e precisamos contribuir com a manutenção da instituição”, afirmou.

Vivem no Brasil, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE, mais de 6,5 milhões de deficientes visuais. A deficiência visual abrange várias condições oftalmológicas, entre elas a cegueira, que atinge pouco mais de meio milhão de brasileiros.

Em um relato emocionado, Juarez da Silva disse que está realizado e grato pelo atendimento recebido no Instituto. “Eu cheguei aqui com o meu coração partido em 200 pedaços e, agora, eu me sinto como se estivesse no paraíso. Aqui dentro nós não somos cegos, somos gente porque lá fora muitas pessoas não nos respeitam. Eu fui muito bem recebido e sou muito bem tratado. Além disso, fiz muitas amizades, todo mundo se dá bem”.

O secretário avalia que a inclusão é uma meta importante a alcançar, seja como cidadãos ou como gestor público, pois precisa se tornar realidade. “Dar acesso a uma vida de melhor, com qualidade no meio familiar, escolar, no lazer e assegurar condições de pleno exercício da cidadania para todos, sem discriminação, sem segregação e exclusões”.

História

O Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que sobrevive com a ajuda da comunidade, tendo sido fundado em 1978. O órgão oferece em tempo integral cursos de alfabetização Braile, ensino do soroban, atividades do convívio diário, locomoção, informática, aulas de reforço para alunos da rede pública de ensino, educação física adaptada com aulas de goalball, futebol 5 e atletismo.

Para mais informações ligar no (65) 3646-1400, falar com Udeilson.

 

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