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Economia

Por decisão do governo, Petrobras corta patrocínio de 13 projetos culturais

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Fernando Frazão/Agência Brasil

A decisão pelos cortes segue a determinação do governo Bolsonaro de reavaliar os contratos de patrocínio da Petrobras

A Petrobras cortou o patrocínio de 13 projetos culturais que apoiava historicamente. A lista inclui o Festival do Rio de cinema, o Anima Mundi e o Clube do Choro de Brasília. A decisão foi antecipada pela Rádio CBN a partir de um documento enviado pela empresa aos deputados federais Áurea Carolina e Ivan Valente, do PSOL, ao qual  O Globo  também teve acesso.

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A decisão segue a determinação do governo Bolsonaro de reavaliar os contratos de patrocínio da Petrobras , segundo informa a Secretaria de Governo da Presidência da República no documento. Em fevereiro, o presidente publicou no Twitter que, embora reconheça “o valor da cultura e necessidade de incentivá-la”, acredita que esse financiamento “não deve estar a cargo de uma petrolífera estatal”.

No último dia 11, Diego Pila, gerente de patrocínios da Petrobras, disse em audiência pública sobre patrocínios estatais na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados que a diretoria da empresa teve uma redução no orçamento. “Tinhamos um orçamento aprovado para 2019 de R$ 180 milhões. Ele foi cortado em cerca de 30%, caiu para R$ 128 milhões. Isso reduziu muito nossa possibilidade de investimento para este ano”, comentou Pila.

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O representante da estatal ainda acrescentou que a Petrobras tem um orçamento destinado a cumprir com suas obrigações contratuais e “algum espaço para novos projetos”. “Nos próximos dias, devemos divulgar o resultado do nosso edital de projetos de música, vamos colocar R$ 10 milhões em 19 projetos dessa área nos próximos dois anos”, garantiu.

Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras não respondeu até a publicação desta reportagem. Segundo o documento, o corte faz parte da revisão dos programas de patrocínio da estatal, que terão foco maior em “ciência, tecnologia e educação, principalmente infantil”. A empresa tanbém informou que esse novo posicionamento de marca ainda está em fase de estudo.

Na área da música, o corte também afeta o tradicional Prêmio da Música Brasileira , que no ano passado recebeu R$2,4 milhões da empresa, e o Clube do Choro de Brasília. No cinema, a lista inclui a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Festival de Cinema de Vitória, o CineArte e a Sessão Vitrine. Já no teatro foram cortados o Festival Porto Alegre em Cena e o Festival de Curitiba.

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Um dos diretores da Casa do Choro, no Rio de Janeiro, Paulo Aragão informou que o instituto foi comunicado na semana passada do corte da Petrobras , mas assegurou que a casa seguirá funcionando. “Claro que a retirada do patrocínio nos impacta, então é possível que seja uma série [de shows] menor. Mas não deixaremos de fazer”, afirmou.

Fonte: IG Economia
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Economia

Dólar encosta em R$ 4 e fecha no maior valor em sete meses

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Num dia de tensões no mercado financeiro, a moeda norte-americana encostou em R$ 4 e fechou no maior valor em sete meses. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (24) vendido a R$ 3,986, com alta de R$ 0,064 (+1,63%).

Essa foi a maior cotação de fechamento desde 1º de outubro do ano passado (R$ 4,018). A divisa também registrou a maior alta diária desde 27 de março, quando tinha subido 2,27%.

A turbulência também foi sentida no mercado de ações. O Ibovespa, principal índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia em queda de 0,92%, aos 95.045 pontos. O indicador interrompeu uma série de três altas seguidas.

O dólar subiu e a bolsa caiu no dia seguinte à aprovação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara . Agora, a proposta vai para a Comissão Especial , onde a retirada de pontos pode reduzir a economia prevista de R$ 1,1 trilhão em dez anos. Hoje, foi divulgado que 43,1 mil postos formais de trabalho foram fechados em março, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).  

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O cenário externo também influenciou as negociações. O dólar subiu em todo o planeta em meio a preocupações com o Brexit, processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC
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Economia

Governo diz que Nova Previdência vai gerar economia de R$ 350 bi para estados

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 CCJ da Câmara
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Projeto da reforma da Previdência foi aprovado na noite desta terça-feira na CCJ da Câmara

No dia em que partidos do Centrão ameaçam tirar estados da reforma da Previdência , a equipe econômica divulgou um estudo que prevê que a medida traria economia bilionária para os entes. De acordo com as projeções, os governos locais deixariam de gastar R$ 350,6 bilhões nos próximos dez anos se adotarem as mudanças nas regras em análise pelo Congresso. 

A estimativa havia sido antecipada pelo GLOBO no fim de março. Na ocasião, a projeção era de economia de R$ 330 bilhões, um pouco menor que o número divulgado nesta quarta-feira porque o levantamento preliminar ainda não incluía o Distrito Federal.

A reforma da Previdência encaminhada pelo governo ao Congresso prevê que todas as mudanças previstas na proposta sejam válidas imediatamente para estados e municípios. Nesta quarta-feira, após o projeto ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), líderes partidários articulam alterar o texto para que as alterações só afetem a União. Eles argumentam que teriam todo o ônus político de aprovar medidas impopulares junto a servidores.

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De acordo com o estudo, a maior parte do impacto fiscal esperado para estados viria da mudança de regras nas aposentadorias de servidores civis, que gerariam economia de R$ 299,02 bilhões, 85% do total. Os outros R$ 51,64 bilhões poupados seriam resultado das alterações nos regimes dos policiais militares e bombeiros.

Como mostrou a reportagem do GLOBO, a economia é consequência das novas regras de cálculos para os benefícios, nas alíquotas de contribuição e no tempo de atividade dos servidores previstas na proposta de emenda à Constituição ( PEC ) da Previdência, que será agora analisada na Comissão Especial, onde deve ser alterada.

No Rio, a economia esperada é de R$ 32,01 bilhões, pouco menos de 10% do total. Maior economia do país, São Paulo será o estado onde o impacto fiscal será maior, de R$ 59,06 bilhões, sempre em dez anos. O governo estima, para a União, que a reforma da Previdência resultaria em uma economia para os cofres públicos de mais de R$ 1 trilhão, mas analistas já esperam que esse valor não será atingido por causa da esperada desidratação que o texto deve sofrer a partir de agora.

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Em comunicado, o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirma que, com a economia esperada, seria possível que alguns governos locais consigam sanar seus déficits previdenciários. No ano passado, só quatro estados fecharam com saldo previdenciário positivo: Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Os demais registraram déficit que, somado, chegava a R$ 90 bilhões anuais.

Fonte: IG Economia
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