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O Documento - Às armas

EDUARDO PÓVOAS

Às armas

Por: Eduardo Póvoas

A moda do momento é a posse de armas. Das cores das vestimentas às posses de armas uma atrás da outra o governo Bolsonaro cria, para alguns segmentos da sociedade, polemica que para a maioria da nossa população, nem chega a fazer cócegas, pois o que vem acontecendo nos primeiros dias deste governo traduz a vontade de uma grande parcela da sociedade.

Escrevi tempos atrás sobre segurança pública e claro, como não sou da área, mas também não sou idiota, levei uns cacetes principalmente de gente ligada ao setor. 

Dizia eu que há décadas se discute como se combater essa enorme violência que assola nosso país e que ninguém, veja bem, eu escrevi ninguém, até hoje achou uma solução que tornasse útil e que viesse a diminui-la. Se você conhece alguém ou algum grupo que tenha se debruçado em uma mesa por dias, meses ou anos e dali tenha saído alguma solução para a violência que vivemos, mostre-me pois desconheço.

Nem o Exército no Rio de Janeiro conseguiu.

Escrevi que várias coisas contribuem para essa violência, sendo que na minha ótica, a principal são as comissões de direitos humanos esparramadas brasil afora. O policial sai a serviço com seu revolver de um lado e de outro um buquê de flores. Às vezes ele não sabe o que oferecer ao bandido, se uma “balinha” ou se flores. Aqueles que pensam mais um pouco, sempre oferecem flores, pois sabem que se oferecer “balinha”, vai perder o emprego e vai em cana! A verdade é essa e não adianta maquiar fatos.

O governo passado presenteou o povo brasileiro com o “auxilio reclusão”, aquele que você mata um pai de família, vai preso e de “japa” recebe mil e trezentos reais por mês enquanto aqui fora o trabalhador “rala” para receber um salário mínimo infame de novecentos e cinquenta reais para sustentar sua família. Isso precisa acabar!

Bolsonaro atende com a liberação do posse de arma aqueles que já tiveram problemas com a bandidagem e não tinham sequer um estilingue para dar uma pelotada no bandido.

Você já teve? Aqui no Brasil temos um jargão que diz que pimenta só dói no olho dos outros.

Vá morar em um sitio ou uma fazenda onde o morador mais perto de você fica a 5 quilômetros, sem nenhuma arma para se defender. Escrever, pegar um microfone e ser intransigente com a posse da arma é fácil, mas se for macho, more nessa situação pra ver o que ´e bom pra tosse.

Querem tratar bandido à pão de ló, e quando vem um com mão de ferro em cima deles, defensores de todo tipo saem da hibernação para protestar.

E não adianta postar comentários contra aqui em baixo. Não se exponha. Se você não quiser, não compre e nunca tenha uma arma. O decreto não te obriga a tê-la. Compre presentes finos e se o ladrão entrar dê à ele como forma de cortesia.

EDUARDO PÓVOAS-PÓS GRADUADO PELA UFRJ.

 

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