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O Documento - 12 de outubro - Dia das Crianças

LICIO MALHEIROS

12 de outubro - Dia das Crianças

Por: Licio Malheiros

Comemorar o que, no dia das crianças, em um país no qual elas  têm seus direitos constitucionais vilipendiados diuturnamente, tanto pelo poder público, como, pela iniciativa privada, que as veem como figuras decorativas e contemplativas, na visão de alguns acéfalos, que as usam das mais diferentes formas.

Nos lares dos chamados expropriados do capital, elas são usadas, para pedir esmolas nos semáforos, outras se prostituem para levar dinheiro para casa, outras trabalham em carvoarias, outras como flanelinhas e assim sucessivamente. Nesse caso específico, a vilipendiação acontece por ignorância, por falta de conhecimento cognitivo e pelo próprio descaso com que o poder público, trata nossas crianças.

Principalmente, pela falta de políticas públicas de inclusão das mesmas que se encontram em vulnerabilidade social; a elas, são cerceados direitos fundamentais à vida, como: saúde, educação, moradia e por ai vai.  

Na outra ponta, estão as crianças que tiveram melhor sorte e nasceram em lares, dos chamados apropriados do capital, pessoas com melhores condições financeiras, que permitem a eles, oferecer a seus filhos, ensino de qualidade, saúde, educação e por ai vai.

Isso não quer dizer, que eles  estejam livres de quaisquer atos, agressivos ou obscenos; pelo  fato, de  se tratar de pessoas, com melhor poder aquisitivo, permitindo-lhes acesso: aos  teatros, aos   museus, as casas de shows  ou coisa que o valha.  

Prova disso, foi à performance na abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira, no Museu da Arte Moderna (MAM), em São Paulo, momento em que, o artista fluminense Wagner Schwartz se apresentou nu, no centro de um tablado.

Na performance, intitulada La Bête (O Bicho), o peladão emula um dos Bichos de Lygia Clark, as esculturas de alumínio com várias dobradiças que podem ser manipuladas pelo público, obviamente, qualquer um, estaria livre para manipular o peladão, conforme a peça se propunha. Onde está a tão propalada arte, nessa cena repugnante e revoltante, meus senhores; tudo em nome da bestialidade.

Vamos recorrer ao pai dos burros, a definição de Arte “é a técnica ou habilidade, vem do latim “ars” podendo ser compreendida com manifestação estética ou de comunicação criada através de algum tipo de linguagem”.

O absurdo, o despudor  a libertinagem, não param por ai, o peladão, no papel ridículo que “artisticamente” representava; deixa ser tocado por uma menina em sua canela e nos pés e depois  sai engatinhando do espaço, e volta a assistir à performance apelativa.

Pasmem os senhores, essa criança teria sido levada pela mãe, que permitiu que a mesma tocasse em partes do corpo do peladão, infringindo assim, o Art. 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei 8069/90, ECA. Mais que isso, essa exposição desnecessária, acabará criando na cabeça dessa criança uma confusão mental, proveniente da exposição patética da genitália do referido ator, ela, em seu inocente, irá acreditar poder fazer isso, em qualquer  situação.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)

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