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O Documento - Suplente de Selma Arruda é acusado de envolvimento em grilagem de terra

FAZENDA EM ROSÁRIO

Suplente de Selma Arruda é acusado de envolvimento em grilagem de terra

Por: Da Redação
Gilberto Eglair Possamai responde à ação que tramita com decisões desfavoráveis no TJMT e no STJ
Gilberto Eglair Possamai responde à ação que tramita com decisões desfavoráveis no TJMT e no STJ

Um litígio de terras no município de Rosário Oeste pode terminar em tragédia. A área, de 2.250 hectares, conhecida como Fazenda Cruz da Serra e Fazenda Paraíso, às margens do rio Cuiabazinho, é alvo de ação na Comarca de Rosário Oeste desde 2014.

O primeiro suplente de senador da juíza Selma Arruda (PSL), o ex-vereador por Sorriso, Gilberto Eglair Possamai, é acusado de tentar, de todas as formas, grilar a área, cuja propriedade encontra-se escriturada, registrada, com georeferenciamento, certidão de origem do Estado/Intermat (título expedido em 7 de janeiro de 1957), CAR, CCIR e ITR.

Possamai alega que a propriedade faz parte de uma área maior, de 13 mil hectares, arrematadas em leilão na Justiça do Trabalho pelo atual ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), na ocasião. A ação está tramitando com decisões desfavoráveis a Posssamai, tanto no Tribunal de Justiça do Estado (TJMT) como no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Possamai alega fatos novos para protocolar pedidos junto à justiça de Rosário Oeste e dessa forma, o processo vai se arrastando sem qualquer decisão. Somente agora, depois de dois anos, o juiz da comarca daquele município mandou fazer uma constatação de limites. O fato é que a área da Fazenda Cruz da Serra não é parte da ação, mas mesmo assim, sofreu embargo judicial porque Possamai, segundo Milton Ribeiro, proprietário da fazenda, “recebeu de Maggi 13 mil hectares, mas quer 23 mil, invadindo, inclusive, terras devolutas do Estado”.

Ribeiro diz ainda que devido a demora em uma decisão judicial, existe a suspeita de influência da ex-juíza e senadora eleita, Selma Arruda, junto ao juiz de Rosário Oeste. “Desde quando começou a campanha eleitoral, apesar do fim do embate das urnas, nenhum pedido foi, sequer, despachado. Enquanto que os pedidos do Possamai são todos atendidos. Por isso, a suspeita existe”, diz Ribeiro. “Não precisa ir longe – acrescenta – basta observar que ele foi o principal financiador da campanha de Selma Arruda”. No entendimento de Milton, “Possamai comprou a vaga de primeiro suplente”.

Ele argumenta que existe denúncia sobre o caso no Ministério Público Estadual (MPE) e na Corregedoria da Polícia Militar. Somente boletins de ocorrência são mais de treze das mais variadas tentativas de intimidação para tirá-lo da área, como arrombamento de cadeado, corte de cercas, funcionários de Possamai entrando com armas de grosso calibre em sua propriedade, perseguição em rodovia estadual, inclusive numa delas, com um grave acidente, entre outros, aponta o produtor rural.

ENTENDA O CASO

Em julho de 2012, os 13 mil hectares da Fazenda São José, então avaliado em R$ 39 milhões, foi a leilão na Justiça do Trabalho para cobrir dívidas do grupo. Na ocasião, foi arrematado por R$ 22,7 milhões pelo então senador Blairo Maggi, mas ele desistiu do lance e sub-rogou o direito de arrematação a Gilberto Eglair Possamai.

Ex-vereador de Sorriso pelo PSDB, Possamai se elegeu em 2004 sem declarar patrimônio e com despesas de campanha que somaram R$ 11 mil. A Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar as condições em que se deram o leilão com a participação do então senador, com base na manifestação de um juiz segundo o qual Possamai poderia ser “interposta pessoa" — ou, em bom português, laranja de Blairo.

O Ministério Público alega fraude no leilão, ou seja, que a fazenda foi vendida bem abaixo do seu valor real. Atualmente, devido o imbróglio, os trabalhadores continuam sem receber seus direitos, enquanto que Possamai, segundo Milton Ribeiro, vem colhendo duas safras anuais, de soja e milho, “arrecadando milhões”. Milton Ribeiro deixa um questionamento: “porque a área do próprio litígio não foi embargada, como ocorreu com áreas que sequer são parte ação? E também porque essa produção não é revertida para pagamento das dívidas trabalhistas?".

 

 

 

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