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O Documento - MPE quer que 3 deputados virem réus por desvios de quase R$ 10 milhões da ALMT

OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO

MPE quer que 3 deputados virem réus por desvios de quase R$ 10 milhões da ALMT

Por: Da Redação
Gilmar Fabris (PSD), Mauro Savi (DEM) e Romoaldo Junior (PMDB)
Gilmar Fabris (PSD), Mauro Savi (DEM) e Romoaldo Junior (PMDB)

O desembargador Rondon Bassil Dower Filho, encaminhou para o pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJM), relatório do Ministério Público (MPE) que pede que os deputados estaduais Gilmar Fabris (PSD), Mauro Savi (DEM) e Romoaldo Junior (MDB), tornem-se réus por desvios de R$ 9,4 milhões na Assembleia Legislativa. O caso deverá ser julgado no próximo dia 24.

A denuncia sobre o desvio foi investigada pela “Operação Ventríloquo”. Os valores desviados teriam sido utilizados para o pagamento de uma dívida da ALMT com banco Bamerindus (HSBC), feita após a contratação de um seguro junto a instituição na década de 1990. Como os valores não foram quitados, a instituição financeira executou a dívida em 1997. Quemlevou os fatos ao conhecimento da Justiça foi um representante do banco que teria participado do esquema, o advogado Joaquim Fábio Mielli Camargo. 

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), no período compreendido entre os anos de 2013 e 2014 (época do acordo), os parlamentares, em parceria com o ex-deputado José Riva e mais acusados, constituíram organização com objetivo de saquear a “Casa de Leis”.

O que dizem os acusados

O deputado Gilmar Fabris afirmou que a denúncia não descreve, nem genérica nem minuciosamente, a participação de cada um na execução do suposto crime. Romoaldo Junior disse que não consta no processo “narração objetiva, individualizada e precisa dos fatos delituosos”.

Já Mauro Savi respondeu que o Ministério Público não demonstrou “em que momento se formou a organização criminosa da qual ele faria parte, quando seus membros teriam se reunido, como se deu a divisão de tarefas entre seus integrantes, que crimes eles pretendiam cometer e nem mesmo quem seria seu líder”. Todos os nomes pedem a absolvição sumária. 

O esquema

O esquema funcionaria porque o banco, após anos, já não tinha expectativa de receber os R$ 9 milhões na íntegra e designou um representante – no caso o advogado Fábio Mielli Camargo - com total autonomia para negociar o pagamento visando o menor prejuízo possível. 

Mieli teria acertado com Riva, que a ALMT aceitaria pagar a dívida integral de R$ 9 milhões com correção monetária referente ao período, chegando a um valor total de aproximadamente R$ 10 milhões.

Entretanto, para o banco, oficialmente a dívida estaria paga no montante de aproximadamente R$ 5 milhões, sendo os demais 50% do valor total desviados em favor de Riva e de seu grupo. Na prática a ALMT pagaria indevidamente parte da dívida que tinha com o banco e teria desviados recursos equivalentes a 50% do valor da dívida integral.

Comentários

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    30
    Autor:
    O eleitor deseja a prisao para todos os corruptos, simples mortais a ministros do STF envolvidos em atos de corrupção.