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O Documento - Frigorífico será reaberto em Mato Grosso com investimentos de R$ 10 milhões

450 EMPREGOS

Frigorífico será reaberto em Mato Grosso com investimentos de R$ 10 milhões

Por: Silvana Bazani
Fonte: Da Redação
O governador em exercício Carlos Fávaro reuniu-se com representantes do grupo Frigol, responsável pela empresa e 4º maior do segmento no país
O governador em exercício Carlos Fávaro reuniu-se com representantes do grupo Frigol, responsável pela empresa e 4º maior do segmento no país
Foto de Maria Anffe

Nos últimos 12 meses foram reativados 9 frigoríficos em Mato Grosso. O último empreendimento do gênero a anunciar a reabertura está localizado no município de Juruena,  a 895 quilômetros de Cuiabá. A unidade industrial deve retomar as atividades de abate no dia 19 de fevereiro, com previsão de investimento de R$ 10 milhões e geração de 450 empregos imediatos, com possibilidade de chegar a 600 empregos diretos. A previsão é que sejam abatidas entre 15 mil a 18 mil cabeças de gado por mês.

O frigorífico foi arrendado pelo grupo Frigol, considerado o 4º maior do segmento no país e pertencente à família Durli. A decisão de reativação da planta frigorífica foi tomada após reunião do presidente do Frigol, Luciano Pascom,com o governador em exercício, Carlos Fávaro, nesta quarta-feira (03).

Mato Grosso é o 4º estado brasileiro a receber investimentos do grupo frigorífico, que já detém unidades em São Paulo (Lençóis Paulista), Pará (São Félix do Xingu e Água Azul do Norte) e Goiás (Cachoeira Alta). “Nós já tínhamos interesse em arrendar, estava em processo de conversação com o (grupo) JBS no ano passado”, revela Pascom. 

Segundo o diretor de operacional do grupo Frigol, Orlando Negrão, já foram contratadas 50 pessoas. O pessoal está em treinamento no Pará. “Nossa meta é que 90% dos trabalhadores da região as vagas”.

O governador em exercício lembrou a crise que o setor pecuarista vivenciou em 2017. Em março do ano passado foi deflagrada pela Polícia Federal a Operação Carne Fraca, visando combater a corrupção no setor frigorífico e fraude de produtos. A investigação afetou a imagem do setor e levou ao questionando da qualidade da carne brasileira pelo mercado mundial. "Isso é inquestionável. Para se ter uma ideia,  a Vigilância Sanitária do nosso país tem  102 anos de atuação", disse Fávaro. Ele citou, ainda, a delação do caso JBS.

Para ajudar o setor a atravessar as crises, como medida emergencial, o governo do Estado alterou, de forma momentânea, a alíquota da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a transferência de gado em pé de Mato Grosso para outros estados. A redução foi de 7% para 2,5% em 2017.

“Todo esse trabalho fez com que 8 plantas frigoríficas fossem reabertas em 2017. Agora a planta frigorífica de Juruena, que estava paralisada há mais de 5 anos, deverá ser reaberta em fevereiro. A nossa vocação é produzir comida, carne e verticalizar. E o governo está disposto a isso”, completou Fávaro.

Além da redução para 2,5% do ICMS para a carne, é possível melhorar os incentivos para a reabertura de frigoríficos atualmente paralisados, avalia o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone.  "Após um período de ‘monopólio', vários frigoríficos ficaram com linhas de produção defasadas e, portanto, necessitam de investimento na modernização do parque de máquinas para reabrir as plantas”.

Para isso, o governo lançou mão do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), por meio do qual as empresas terão até 10 anos para pagar parte do ICMS devido, completa Avalone.

O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires, considerou a importância de ampliar a concorrência de mercado. “É ruim ficar totalmente dependente de um grupo. Empresas que têm tradição e que são pequenas e médias encontram em Mato Grosso um mercado potencial”.  

Em 2017 a companhia faturou 1,5 bilhão. Sua capacidade de exploração é de 80 mil animais por mês. Também é a 2ª maior abatedora de Angus do Brasil.

Funcionamento - Para o funcionamento, a planta frigorífica precisa de licenças ambientais. O governador em exercício encaminhou os empresários para uma reunião com o secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby, para agilizar o processo de licenciamento. O secretário explica que o primeiro passo do empreendedor é retomar o licenciamento ambiental e a outorga do uso da água junto à Sema. “É importante destacar que a secretaria se empenhará para acompanhar o processo, oferecendo a celeridade devida que vai estar aliada à responsabilidade ambiental”.

Participaram da reunião também o superintendente do Ministério da Agricultura, José Guareski, o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, o diretor administrativo do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), Gilberto Gomes da Silva.

 

 

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