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O Documento - Sociedade médica lança campanha contra doenças do pulmão

PREVENÇÃO

Sociedade médica lança campanha contra doenças do pulmão

Por: Da Redação
A campanha alerta a população brasileira sobre os riscos e impactos de doenças crônicas pulmonares sem o devido tratamento e acompanhamento médico
A campanha alerta a população brasileira sobre os riscos e impactos de doenças crônicas pulmonares sem o devido tratamento e acompanhamento médico

Em 2018, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) com o apoio da GSK, desenvolveu a campanha nacional Escute seu Pulmão para alertar população brasileira sobre os riscos e impactos de doenças crônicas pulmonares sem o devido tratamento e acompanhamento médico, além de alertar sobre fatores que propiciam o não controle da doença como as alterações climáticas.Asma e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) são doenças respiratórias que matam diariamente brasileiros em todo território nacional.  No Brasil, a asma mata em torno de 5 pessoas ao dia.5.1 Segundo constata a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas sofram com a asma no Brasil e cerca de 300 milhões de pessoas no mundo todo2. Dentre esses casos, a prevalência de asma grave é de 2 a 5%.22

A asma e a DPOC são exemplos de doenças crônicas frequentes nos consultórios dos pneumologistas. Elas interferem no cotidiano e podem levar a óbito se não tratadas corretamente, explica Dr. Fernando Luiz Cavalcanti Lundgren, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

A DPOC, por sua vez, é uma das principais causas de morbidade crônica e de mortalidade no mundo, e essa situação tende a piorar, sem a devida atenção e conhecimento da doença.4

Escute seu Pulmão

A campanha tem como objetivo central aumentar a educação e a conscientização do público leigo, pacientes, profissionais de saúde e a sociedade civil sobre a importância de buscar tratamento ao primeiro sinal de uma doença pulmonar persistente e conscientizar sobre os impactos negativos na qualidade de vida dos portadores de asma (em seus diversos graus) e DPOC.12

As internações devido a asma custam anualmente cerca de R$ 600 milhões ao SUS.6 A mobilização e educação de pacientes, profissionais de saúde e do governo podem mudar o cenário nacional de diagnóstico e tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A asma e a DPOC são doenças pulmonares crônicas e é preciso garantir o reconhecimento dos sintomas dessas doenças pelos pacientes e seus familiares.

O diagnóstico correto das enfermidades pelos especialistas garante o controle efetivo das doenças pulmonares.

Um dos maiores problemas em torno das doenças respiratórias crônicas está na falta de reconhecimento da doença pelo próprio paciente. Ele não vê a doença como algo crônico e acredita que ela se manifesta apenas durante uma crise, o que não é verdade, ressalta Dr. Lundgren.

Escute seu Pulmão é um projeto educacional que permitirá a população brasileira adquirir conhecimentos sobre as doenças crônicas pulmonares, proporcionando esclarecimento sobre os principais sintomas e tornando-se multiplicadores de informação.

A campanha iniciou no dia 1º de maio, dia mundial da prevenção e combate à asma, e se estenderá por cinco meses, encerrando ao fim de setembro de 2018. Por meio de uma plataforma de informação online, www.sbpt.org.br/escuteseupulmao, a população poderá obter informações e orientações sobre asma e a DPOC, bem como enviar suas principais dúvidas pelo canal exclusivo da campanha.

A população brasileira também poderá acompanhar a campanha pelas mídias sociais (@escuteseupulmao), com diversos conteúdos semanais exclusivos, com dicas e informações relevantes.

 

Asma

A enfermidade é responsável por mais de 100 mil internações ao ano no SUS.2 A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 300 milhões de pessoas no mundo, incluindo crianças, sofram com a asma. Seu sintoma é caracterizado, principalmente, por dificuldade respiratória (falta de ar), tosse seca, chiado ou ruído no peito e ansiedade.3

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas11, que se tornam estreitas e com muco, comprometendo a entrada e a saída do ar dos pulmões. Entre os aspectos ambientais que afetam a doença estão a exposição à poeira, aos ácaros e fungos, às variações climáticas e infecções virais. Para os fatores genéticos, destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite. A obesidade também é um fator que se relaciona com a asma e sua gravidade.13

Asma grave

A asma grave, quando não controlada, apresenta-se com exacerbações (episódios agudos) frequentes, exigindo intensificação do tratamento15 para evitar hospitalizações e limitações das atividades.14

A asma grave, quando comparada com a asma leve ou moderada, provoca 20 vezes mais hospitalizações16 e 5 vezes mais chances de episódios de exarcebação.17  

Entretanto, mesmo a asma grave pode ser bem controlada. O paciente pode ter poucos ou nenhum episódio de crise e incômodo durante o dia e a noite, desde que o tratamento seja adequado e personalizado para seu caso, propiciando uma vida fisicamente produtiva, com boa qualidade de vida.19

DPOC

A DPOC ou doença pulmonar obstrutiva crônica é a manifestação da bronquite crônica e enfisema pulmonar causados pela exposição de longo prazo ao cigarro ou outros gases e fumos tóxicos. A DPOC leva a obstrução ao fluxo de ar que entra e sai dos pulmões e a destruição de tecido pulmonar dificultando a respiração do indivíduo.8

Hoje, a doença atinge ao menos 7 milhões de brasileiros e mais de 210 milhões de pessoas no mundo inteirosendo que essa deverá ser a terceira principal causa de morte no planeta, até 2030, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.10

Ainda muito desconhecida pela população e muitas vezes confundida com a Asma, a DPOC é uma doença grave e fatal. Em geral, os primeiros sintomas começam a aparecer após os 40 anos de idade.9

Diagnóstico da DPOC

A tosse é o sintoma mais frequente; pode ser diária ou intermitente e pode preceder a falta de ar ou aparecer simultaneamente a ela. O aparecimento da tosse no fumante é tão frequente que muitos pacientes não a percebem como sintomas de doença, considerando-a como o pigarro do fumante. A tosse produtiva ocorre em aproximadamente 50% dos fumantes.20

A falta de ar é o principal sintoma. Está associada à incapacidade, redução da qualidade de vida e pior prognóstico. É geralmente progressiva com a evolução da doença. Muitos pacientes só referem a falta de ar numa fase mais avançada da doença, pois atribuem parte da incapacidade física ao envelhecimento e à falta de condicionamento físico.20

Um dos principais problemas da DPOC deve-se ao fato da demora do diagnóstico da doença. Os pacientes demoram em média, 17 anos para serem diagnosticados, comprometendo a qualidade de vida e a função pulmonar. O diagnóstico prévio é essencial para a prevenção da doença, evitando danos severos e irreversíveis.

Uma série de medidas e tratamentos medicamentosos podem manter a DPOC sob controle e, de acordo com as possibilidades e quadro clínico do paciente, devolve parte da função pulmonar. A medida mais importante para se evitar a DPOC é não fumar ou, sendo fumante, deixar de fumar.

 

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