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O Documento - Para evitar cerco policial, bandidos passam a roubar mais na zona rural

MIGRAÇÃO

Para evitar cerco policial, bandidos passam a roubar mais na zona rural

Por: Reportagem Local

Oitenta e sete por cento dos materiais roubados/furtados em propriedades agrícolas no ano passado são utilizados no campo. Entre os mais visados estão: roçadeiras, motosserra, peças de trator e baterias. Outros 13% são veículos como tratores, caminhões e pá carregadeira.

De acordo com a Coordenadoria de Estatísticas e Análise Criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), no ano passado foram registrados 1.801 furtos em propriedades agrícolas. Em 2015, foram registrados 1.547. Em relação a roubos (mediante violência) foram 214 ocorrências registradas em 2016 e 166 em 2015.

Em relação aos defensivos agrícolas houve 59 furtos em 2016 e 7 roubos. Já em 2015 foram 49 comunicações de furtos e 6 de roubo em todo Estado.

Mesmo com os crimes ocorrendo em menos de 1% do total de propriedades rurais do Estado, há 113 mil imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em Mato Grosso conforme a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), ainda assim a situação é preocupante e um dos mecanismos para combater esse tipo de crime no campo é a atuação conjunta.

A Sesp, juntamente com a Associação de Produtores de Soja (Aprosoja), firmaram parceria para punir quem pratica roubos, furtos e receptação de produtos ilícitos na área rural, especialmente de defensivos agrícolas. 

Dentre as ações a serem desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) estão: rastrear e monitorar as informações, realizar análise criminal nas Regiões integradas de Segurança Pública (Risps), para consolidar os índices de criminalidade nas propriedades rurais e desarticular, por meio de investigações policiais, a atuação de associações e organizações criminosas voltadas às práticas de crimes patrimoniais nas propriedades.

Em contrapartida, a Aprosoja vai designar equipe técnica para discutir permanentemente estratégias e medidas para prevenir a ocorrência de furtos e roubos nas propriedades, criar ferramentas de rastreamento de defensivos e equipamentos e gerar e distribuir selos de identificação de propriedades, entre outras ações.

Roubos e furtos de gado

Num universo de 30,2 milhões de cabeças de gado conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea), 6.828 bovinos foram roubados ou subtraídos de fazendas ano passado. Ao todo foram 5 casos de roubos comunicado a polícia e outros 385 registros de furtos de gado.  

Em janeiro deste ano, um cabeleireiro foi preso em Cuiabá suspeito de ter participado do roubo de 74 cabeças de gado de uma fazenda em Poconé. Os bandidos renderam o caseiro e a família dele e levaram os animais em caminhões.

Em 2016 foram realizadas várias ações de combate ao roubo de gado em Mato Grosso pelas polícias civil e militar. A operação Boi Branco foi desencadeada em novembro do ano passado em Rondonópolis, Pedra Preta e São José do Povo para prender criminosos que roubavam bovinos na região e tinham relação com tráfico de drogas.

Em julho do ano passado, policiais militares recuperaram 20 vacas furtadas de uma propriedade rural de Ribeirãozinho e quatro pessoas foram presas. Os policiais desconfiaram ao avistar um caminhão vazio circulando pela cidade e duas horas depois circulando carregado de gado.

Policiais de Rondonópolis prenderam dono de um açougue em setembro de 2016 por receptar 65 cabeças de gado roubadas de uma propriedade rural no município de Denise. Na ação criminosa, os bandidos renderam a família do caseiro e levaram 90 vacas nelores adultas.

Em agosto de 2016 em Nobres, dois homens envolvidos com roubo de gado foram presos pela Polícia Judiciária Civil um dia depois do crime. Os bandidos haviam roubado 19 cabeças de gado e uma caminhonete Toyota. Depois da comunicação do crime, dois suspeitos foram presos em flagrante. Dezoito cabeças de gado foram recuperadas, bem como o veículo levado pelos bandidos.

 

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    Enquanto não ocorrer um aumento na lei penal que trata da receptação não irão diminuir o roubo e o furto. A receptação deve ter penas superiores a do roubo.