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O Documento - Após tiroteio, secretária admite não poder tratar presos junto com pacientes comuns

UPA

Após tiroteio, secretária admite não poder tratar presos junto com pacientes comuns

Por: Da Redação
Secretaria Elizeth Araújo acompanha as vítimas que foram encaminhadas para o Pronto Socorro de Cuiabá
Secretaria Elizeth Araújo acompanha as vítimas que foram encaminhadas para o Pronto Socorro de Cuiabá
Foto de Ednilson Aguiar/O Livre

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS)  lamentou o incidente ocorrido na tarde desta terça-feira (13) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, localizada no bairro Morada do Ouro. A unidade foi invadida por dois homens  armados, que estiveram no local para resgatar um preso levado para passar por atendimento médico. Segundo relatos de funcionários que presenciaram o ocorrido, os homens já entraram na UPA atirando.

Ao todo cinco pessoas foram feridas. As vítimas foram encaminhadas imediatamente para o Hospital e Pronto Socorro Municipal, onde foram atendidos. Entre os feridos há um bebê de 6 meses, atingido por um tiro no tórax e na mão. Seu estado de saúde é grave e ele se encontra no momento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A mãe dele foi atingida de raspão no ombro e aguarda avaliação vascular, mas deve receber alta ainda hoje.

Outra paciente, mulher de 33 anos, também foi atingida no tórax e está em estado grave. Ela também foi transferida para a UTI. A enfermeira da UPA foi atingida na perna, recebeu todos os atendimentos necessários e o seu quadro é estável. O último paciente também foi atingido na coxa e está com o quadro estável.

Elizeth Araújo comunicou que um novo protocolo de atendimento aos presos será definido junto à Secretaria de Justiça do Estado, já que ficou claro, que não há como manter a segurança dos pacientes do SUS e dos e dos servidores, após o tiroteio. “Já vínhamos conversando com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos em relação ao fluxo essencial do reeducando, para criarmos protocolos que assegurem o atendimento a eles como cidadãos, independente do crime que tenham cometido, para que tenham o direto de receber o tratamento de saúde quando for preciso. Mas, por outro lado, temos a obrigação de assegurarmos a segurança para os nossos trabalhadores e para a sociedade, usuários do SUS que vão buscar o atendimento na unidade e que se sentem inseguros em terem ali um reeducando. A situação que aconteceu hoje deixa claro que não dá mais para tratar todo mundo junto, no mesmo espaço. Não temos como criar uma estrutura separada só para atendimento aos reeducandos, por isso precisamos urgentemente fechar os protocolos de segurança que já estamos discutindo e colocá-los em prática para dar segurança aos profissionais e à população. Essa, infelizmente, é uma situação que além de ter atingido fisicamente cinco pessoas, atingiu psicologicamente os nossos servidores da UPA, que ficaram extremamente abalados”, comentou a secretária.

Elizeth Araújo reforçou que a situação ocorrida nesta terça-feira mostra a urgência do governo do estado e, principalmente quem é responsável direto pela assistência à saúde dos reeducandos, além da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Secretaria de Estado de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde, de fechar o protocolo  “Para evitar qualquer situação de constrangimento para o reeducando e de insegurança para a população vamos realizar essa semana reuniões para estabelecer esse local de atendimento com protocolo de segurança. Lembrando que as unidades contam com policial por meio de um convênio firmado entre a Secretaria de Ordem Pública, a Prefeitura, a Secretaria de Justiça e Secretaria de Segurança Pública, através de um projeto criado pelo prefeito Emanuel Pinheiro quando ainda era deputado, chamado de Jornada Voluntária, onde o policial militar, durante o período da sua folga, trabalha de forma remunerada pela SMS. Com isso ele usa todo seu treinamento policial para dar um pouco de segurança para quem atua nas UPAS e no PS. Precisamos ampliar este serviço ainda para os Centros Odontológicos, que funcionam 12 horas e Policlínicas, que funcionam 24 horas”, finalizou.

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