SELECT p.*, IF(LENGTH(fotos)>10,0,(SELECT id FROM w229_post_fotos WHERE post=p.id ORDER BY principal DESC, id LIMIT 1)) AS fotoGal FROM w229_post AS p WHERE p.id=20067 LIMIT 1
O Documento - Delegado da PF diz que parte da propina ia para o PMDB e PP

CARNE FRACA

Delegado da PF diz que parte da propina ia para o PMDB e PP

Por: O GLOBO
Investigação tem indícios de que partidos receberam dinheiro resultado do esquema
Investigação tem indícios de que partidos receberam dinheiro resultado do esquema
Foto de Reprodução

O delegado da Polícia Federal, Maurício Moscardi Grillo, um dos comandantes da Operação Carne Fraca, afirmou que, no âmbito das investigações da Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira pela corporação, constatou-se que partidos políticos estariam envolvidos no recebimento de propina no esquema ilegal estabelecido entre fiscais públicos e as empresas do setor alimentício.
Segundo a Polícia Federal, os agentes públicos usavam seu poder fiscalizatório para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificado sanitários sem qualquer análise efetiva.

Grillo afirmou que os fiscais abusavam de sua autoridade para manipular "o tempo todo para facilitar a atividade dos frigoríficos". O delegado Maurício Moscardi Grillo afirmou que o dinheiro pago em propina aos fiscais federais do Ministério da Agricultura no Paraná teria irrigado o caixa de ao menos dois partidos políticos: PMDB e PP. “Há indícios claros dentro da investigação de que parte do dinheiro da propina era revertido para partidos políticos, como o PP e o PMDB”, afirmou o delegado a PF, Maurício Moscardi Grillo.  “Não dá para caracterizar quanto, mas dá para perceber que algumas pessoas, as mais fortes na corrupção, recebiam um valor alto”, declarou a autoridade, informando que o aumento de patrimônio dos investigados deixava claro o recebimento do dinheiro ilegal.


O PMDB informa que desconhece o teor da investigação, mas não autoriza ninguém a falar em nome do partido.

A PF, no entanto, afirmou que não conseguiu mensurar o tamanho da propina distribuída, mas acredita que o volume era significativo, uma vez que apenas um dos investigados declarou ter R$ 400 mil em espécie em casa. Na busca e apreensão realizada nesta sexta-feira, um dos investigados tinha R$ 65 mil no bolso de um casaco. Outros fiscais tinham R$ 25 mil, R$ 30 mil.

As propinas eram recebidas de diversas formas, segundo o delegado. Ele afirma que a investigação conseguiu obter filmagens que mostra um lobista que costumava entregar a propina dentro de um isopor para uma fiscal da Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná. Através de retornos constatados em ligações telefônicas, ficava claro que continha dinheiro dentro do isopor.

Comentários

Atenção! Seu comentário é de sua inteira responsabilidade.
O site "O Documento" é livre para rejeitar comentários ofensivos, com linguajar de baixo calão, denúncias sem evidências e outros que julgar inapropriados. Mesmo que o seu comentário seja aprovado pela nossa equipe, a responsabilidade sobre ele continua sendo sua.
O IP da sua conexão (54.162.164.86) será armazenado e disponibilizado às possíveis vítimas caso este espaço seja utilizado para atingir a honra ou prejudicar a imagem de alguém.
Enviar
    SELECT id,nome,email,comentario,i_cadastro,positiv,negativ,aprovado FROM w229_post_coment AS t WHERE aprovado>=0 AND post_id=20067 ORDER BY id DESC