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Economia

“Não sabemos se capitalização vai ficar”, diz relator da Previdência

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Samuel Moreira
Pablo Valadares/Agência Câmara

Relator do texto da Previdência ainda tem dúvidas sobre o sistema de capitalização proposto pelo governo

O relator da reforma da Previdência na comissão especial, Samuel Moreira (PSDB-SP), disse nesta terça-feira que ainda tem dúvidas sobre o  sistema de capitalização proposto pelo governo. A proposta de emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Congresso prevê que cada trabalhador contribua para a própria poupança para garantir as aposentadorias. Hoje, quem está na ativa banca os benefícios dos inativos, no chamado regime de repartição.

Moreira afirmou que ainda tem dúvidas sobre o novo sistema. Depois de uma audiência com economistas e o secretário de Previdência , Leonardo Rolim, o deputado disse que não sabe nem se a previsão de capitalização será mantida no texto. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que se a economia com a reforma ficar abaixo de R$ 1 trilhão, não será possível migrar para a capitalização. Isso porque a migração para o novo sistema prevê um custo de transição, porque menos pessoas contribuiriam para a repartição.

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“Nós nem sabemos se a capitalização vai ficar. Estamos ouvindo muitas opiniões com relação a isso”, disse o parlamentar, após a audiência.

O relator está particularmente preocupado com dois pontos. O primeiro é garantir que o benefício no novo sistema seja de ao menos um salário mínimo. Esta previsão está prevista na PEC da reforma da Previdência, mas Moreira afirmou durante a audiência que é preciso prever mecanismos mais sólidos para que não haja o risco, por exemplo, de que em um momento de dificuldade, o governo não honre essa garantia.

“Esse é um sistema que precisa parar de pé. Não pode ser simplesmente autorizado e ser feito de qualquer jeito. Não podemos criar uma massa falida de pessoas que não têm Previdência”, afirmou.

O outro ponto é em relação à contribuição patronal. Moreira , como outros parlamentares, teme que o novo modelo acabe tributando só os trabalhadores. Isso porque um dos objetivos do governo com o novo sistema é desonerar o empregador das contribuições que hoje incidem sobre a folha para bancar a Previdência. O texto prevê que o trabalhador poderá escolher para qual regime quer contribuir, mas, na prática, essa decisão será do patrão, na avaliação do deputado. Por isso, ele defende que seja criado um sistema para prever uma contribuição patronal mínima.

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“Se você cria um sistema que não tem a contribuição patronal e tem outro que tem a contribuição, que o patrão tem que pagar, obviamente o patrão vai dizer: “eu te contrato, se você for para o sistema em que eu não tenho que pagar”. Se você consegue fazer no mínimo paritário, pode ser que consiga um equilíbrio”, afirma.

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Apesar das ressalvas, o relator afirma que, com ajustes, a capitalização pode ser uma solução para o futuro: “acho que é um sistema que não deve ser descartado agora. Vamos estudar mais um pouco, vamos verificar as possibilidades e, quem sabe, o sistema possa ser garantido nessa PEC e depois, por projeto de lei, possa ser regulamentado. Mas permitir a existência de outro sistema com garantia pode ser que seja viável, pode ser uma solução para o futuro”.

Fonte: IG Economia
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Economia

Número de dívidas em atraso de moradores de MT cai 8,39%

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De acordo com um levantamento realizado mensalmente pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o número de inadimplentes em Mato Grosso caiu -0,86% em abril de 2019, em relação a abril de 2018. O dado ficou abaixo da média da região Centro-Oeste (1,57%) e abaixo da média nacional (2,00%), sendo que na passagem de março para abril, o número de devedores no Estado cresceu 1,67%. Na região Centro-Oeste, na mesma base de comparação, a variação foi de 1,47%.

Atualmente são mais de 1,1 milhões de pessoas inadimplentes em Mato Grosso, esse número representa mais de 45% da população acima de 18 anos.

Segundo a pesquisa ainda, a abertura por faixa etária do devedor mostra que o número com participação mais expressiva, em abril, foi o da faixa de 30 a 39 anos (27,08%).

Evolução do número de dívidas

Em abril de 2019, o número de dívidas em atraso de moradores em MT caiu -8,39%, em relação a abril de 2018. O dado ficou abaixo da média da região Centro-Oeste (-3,66%) e abaixo da média nacional (-1,23%). Na passagem de março para abril, o número de dívidas dos mato-grossenses cresceu 1,58%. Na região Centro-Oeste, nessa mesma base de comparação, a variação foi de 1,13%.

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Já o setor com participação mais expressiva do número de dívidas em abril no estado foi Comércio, com 33,06% do total de dívidas.

Número médio de dívidas por devedores

Em abril de 2019, cada consumidor inadimplente tinha em média 1,933 dívidas em atraso. O número ficou acima da média da região Centro-Oeste (1,908 dívidas por pessoa inadimplente) e acima da média nacional registrada no mês (1,866 dívidas para cada pessoa inadimplente).

Para o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), Fábio Granja, a inadimplência permanece estável em 2019, porém com um esforço por parte dos inadimplentes em tentar quitarem suas dividas. “O número de inadimplentes não tem crescido, mas temos percebido uma queda no número de dívidas, isso demonstra o esforço do mato-grossense em deixar o quadro de inadimplentes. A retomada da economia brasileira precisa ser mais rápida, precisamos gerar empregos e fazer a economia girar, mas para isso reformas como da previdência precisa ser aprovada. Isso poderá gerar mais confiança por parte de investidores e consequentemente para os consumidores.”, afirmou ele.

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Economia

Dólar sobe 0,97% e chega a R$ 4,03, o maior valor desde setembro

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dólares
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Durante a sessão de hoje (16), por volta das 16h, o dólar chegou a R$ 4,04; em 2019, a moeda já acumula alta de 4,16%

Com investidores atentos à guerra comercial entre China e Estados Unidos e preocupados com o cenário político no Brasil, o dólar encerrou o dia em alta de 0,97%, cotado a R$ 4,0352. É o maior patamar de fechamento desde 28 de setembro do ano passado, quando a moeda norte-americana valia R$ 4,0378.

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Durante a sessão desta quinta (16), por volta das 16h, o dólar chegou à máxima de R$ 4,0411. Em 2019, a moeda já acumula alta de 4,16%. O Ibovespa, principal indicador de desempenho da Bolsa de Valores brasileira (B3), também vive um dia difícil e opera em queda desde a abertura do pregão, estagnando na casa dos 90 mil pontos.

O mercado financeiro espera por novidades sobre a reforma da Previdência, considerada fundamental para o reajuste das contas públicas. Os últimos dias, no entanto, marcados por protestos contra o governo e investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), incluindo o filho Flávio, deixaram os investidores céticos quanto à capacidade do governo de dar continuidade à tramitação do projeto.

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Em Dallas, nos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio tem como único objetivo atingi-lo . A decisão da Justiça é baseada em um relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que aponta indícios de que o senador comprou e vendeu imóveis na capital fluminense para lavar dinheiro.

Perspectivas pessimistas


presidente do bc
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 16.05.2019

“A gente acha que a recuperação da atividade econômica foi parcialmente interrompida”, avaliou o presidente do BC

Nesta quarta-feira (15), o Banco Central divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB (Produto Interno Bruto), que teve queda de 0,68% no primeiro trimestre deste ano. Os números oficiais serão anunciados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 30 de maio, mas o IBC-Br reforça o pessimismo em relação ao crescimento econômico.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, atribuiu esse clima pessimista às incertezas sobre a aprovação das reformas  apresentadas pelo governo, em especial a da Previdência. “A gente acha que a recuperação da atividade econômica foi parcialmente interrompida. As eleições acabaram sendo mais polarizadas. Quem tem dinheiro, espera. O investidor esperou, esperou e está esperando o momento [de investir]”, declarou Campos Neto.

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Fonte: IG Economia
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