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Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Riscos da nova geração

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Aproveitemos o Dia Nacional de Combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes (18 de maio) para refletir seriamente sobre o futuro das novas gerações, ameaçadas, desde já, pela prática hedionda de crimes como a exploração sexual. Sem contar o crescimento da violência envolvendo-as, as inomináveis pedofilia e efebofilia, até em ambientes nos quais devem imperar a segurança e o desenvolvimento socioafetivo: o lar e a escola.

Hoje, esses problemas não mais se restringem a meninos e meninas que se encontram tristemente abandonados pela rua. Há crianças que vivem em moradias aos pedaços, nas favelas, embaixo dos viadutos, como vemos na mídia, ou mesmo outras que residem em belos apartamentos e casas que são, no entanto, tão indigentes, tão carentes quanto aquelas que não têm um travesseiro sobre onde reclinar a cabeça.

Urge que todos, cidadãos e os órgãos constituídos, mudem esse quadro.

Não me canso de afirmar que a estabilidade do mundo começa no coração da criança. (…) Protegê-la é acreditar no futuro.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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JOSÉ DE PAIVA NETTO – A virtude da temperança

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Não haverá Paz duradoura enquanto prevalecerem privilégios injustificáveis, que desonram a condição humana, pela ausência de Solidariedade, que deve iluminar homens e povos. Escreveu Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865): “A paz obtida com a ponta de uma espada não passa de uma simples trégua”. Por isso, nestes milênios de “civilização”, milhões morreram sob a chacina das armas, da fome e da doença. (…)

Jesus sempre pregou e viveu a Fraternidade Ecumênica. Como realmente acreditamos no Divino Chefe, temos de batalhar pelo que apresentou como solução para os tormentos que ainda afligem as nações. A temperança é virtude indispensável nesta peleja. Entretanto, diante dos desafios, não confundamos pacifismo com debilidade de caráter.

Bem a propósito, estas palavras da autora Eleanor L. Doan (1914-2010): “Qualquer pusilânime pode louvar a Cristo, todavia é preciso ânimo forte para segui-Lo”. Não podemos também nos esquecer dos exemplos dos cristãos primitivos, mas, sim, neles buscar a vivência que precisa ser repetida neste mundo, qual seja, a da Paz: “Da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. (…) E assim, perseguidos por todos os meios, passaram a viver em comunidade, não havendo necessitados entre eles, porque todos se socorriam, cada qual com o que possuía” (Atos dos Apóstolos de Jesus, 4:32 a 34).

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José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – Sonhos

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Na semana passada escrevi  neste espaço artigo em que falava da falta de planejamento no governo de Mato Grosso com vistas ao futuro. E disse que o desenvolvimento atual pouco deve às políticas públicas oficiais. Citei viagem do ex-governador Dante de Oliveira aos Estados Unidos, em 2000, onde se reuniu com a diretoria do fabricante de tratores de pneus, John Deere. Defendeu a instalação de uma fábrica em Mato Grosso e ouviu que o planejamento estratégico da empresa antevia para os próximos dez anos até 2010, uma profunda mudança na produção de alimentos no mundo. E via o Brasil, o Centro-Oeste e particularmente Mato Grosso como um grande berço alimentar do mundo.

Bom lembrar que naquele momento a China ainda não era esse gigante atual. Lá se vão 19 anos desde aquele ano de 2000 em Moulines, Illinois, nos EUA.

O CEO da John Deere colocou três questões ao governador Dante de Oliveira pra que uma empresa instalasse uma fábrica em Mato Grosso que ele aliás, conhecia de muitas viagens anteriores ao  nosso Estado. As condições seriam:

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1 – VIAS DE ESCOAMENTO. Para o transporte de insumos e da produção da fábrica de tratores. Na época não havia o suficiente porque uma fábrica nunca vem só. Atrai sucessivas cadeias produtivas agregadas;

2 –  ENERGIA ELÉTRICA. Na época esse não era problema, porque Mato Grosso já exportava energia graças à usina termoelétrica movida a gás, inaugurada recentemente e hoje paralisada. Hoje já seria problema;

3 – RECURSOS HUMANOS. Levando em conta a crescente adoção de tecnologias desde aquela época, era necessária a garantia de recursos humanos qualificados pra ocupar postos de todas as naturezas dentro da fábrica e para atender também aos associados de todas as cadeias produtivas agregadas. Aqui o bicho pegou. Não havia e nem há recursos humanos adequados porque a nossa educação não tem objetividade no mercado de trabalho. O agronegócio desenvolveu-se e qualificou a sua mão-de-obra porque de outra forma não teria gente qualificada.

Passados 19 anos desde aquela conversa o agronegócio evoluiu uma barbaridade. As agroindústrias estão entrando em escala crescente. A expansão produtiva promete saltos enormes no curto prazo.

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O conjunto desses fatores ainda impedem uma afirmativa de pleno desenvolvimento no futuro próximo sem que os setores produtivos improvisem, na falta de planejamento oficial.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. onofreribeiro@onofreribeiro.com.br     www.onofreribeiro.com.br

           

 

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