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Grupo interministerial vai elaborar nova Política Nacional de Irrigação

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A ministra Tereza Cristina anunciou nesta segunda-feira (15) em Petrolina (PE), que o país terá uma nova Política Nacional de Irrigação. Segundo ela, foi criado um grupo interministerial formado pelas pastas da Agricultura, Desenvolvimento Regional, Economia e Ciência e Tecnologia para estudar e determinar as melhores técnicas e iniciativas para aprimorar a agricultura irrigada no país.

Em reunião no Sindicato dos Produtores Rurais no município, o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Carneiro Rolim, disse que está trabalhando em integração com o Ministério da Agricultura e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para formular e executar um novo plano de agricultura irrigada no Nordeste. O plano, segundo ele, já está praticamente pronto.

A ministra também manifestou preocupação com a produção de açúcar e álcool na região. Ela disse que só o estado de Alagoas tem seis ou sete usinas de cana-de-açúcar fechadas e parte delas pode voltar a produzir. Por isso, já está conversando com o Banco do Nordeste e vai conversar também no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para tentar reativar a produção tendo como base o modelo do cooperativismo, que considera ideal para a região.

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Tereza Cristina anunciou também que o novo zoneamento da cana-de-açúcar está praticamente pronto. “Está praticamente pronto para eu assinar. Vamos acabar com aquele zoneamento maluco feito no governo do PT, inviabilizando um série de regiões que poderiam estar com seu desenvolvimento muito mais ativo, recebendo a indústria sucroalcooleira”, disse a ministra, lembrando que outros estados, como Mato Grosso do Sul, também estão à espera do novo zoneamento.

Tereza Cristina disse ter ficando encantada com os projetos de cooperativismo que conheceu em suas viagens ao Nordeste. Segundo ela, é preciso encontrar uma forma de concluir as obras dos tabuleiros como o de Parnaíba, no Piauí, que só tem uma parte em funcionamento de forma a aumentar a rentabilidade dos projetos, oferecer mais empregos e desenvolver as regiões onde eles foram construídos.

Em Petrolina, a ministra visitou um centro de pesquisa de melhoramento genético do milho e depois foi até Juazeiro, na Bahia, onde visitou uma agroindústria de frutas. Nesta tarde, ela ainda irá à Estação de Bombeamento Principal e à Fazenda Special Fruit no Distrito de Irrigação de Maniçoba. A Special Fruit produz frutos com baixa utilização de agroquímicos.

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E, no Auditório Maniçoba, acompanhará apresentação da Codevasf sobre irrigação, energia fotovoltaica e inovações. O Banco do Nordeste também vai apresentar dados sobre a concessão de crédito para investimentos em energia fotovoltaica. Ainda hoje ela irá ao Centro de Excelência em Fruticultura, onde se reunirá com produtores do setor, quando haverá assinatura de financiamento entre o BNB e a Miolo para expansão das atividades do grupo na região.

 

Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
imprensa@agricultura.gov.br

Fonte: MAPA GOV
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Brasil pode ter cacau reconhecido como fino ou de aroma pela Organização Internacional do setor

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O Brasil pode ser reconhecido como país produtor e exportador de cacau fino ou de aroma pelo Conselho da Organização Internacional do Cacau (ICCO, sigla em inglês), com sede em Abidjã, na Costa do Marfim. O reconhecimento poderá sair até setembro, de acordo com o técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lotado na Superintendência Regional do Pará e Amazonas (Supam), Fernando Mendes, que participou de reunião no país africano realizada entre os dias 12 e 13 deste mês. 

Para Fernando Mendes, trabalho do Grupo OICACAU, constituído por representantes da Ceplac e da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), contemplou todas as demandas da ICCO sobre a qualidade das amêndoas de cacau exportadas pelo Brasil em recorte temporal até 2017.

O procedimento de reconhecimento internacional dos países está descrito no texto do Acordo Internacional do Cacau, de 2010, e prevê que os conselheiros da ICCO se reúnam a cada dois anos para finalizar análises e julgar os pleitos encaminhados em um dossiê técnico dos exportadores. No caso do Brasil, o dossiê com as informações requeridas foi elaborado pelo Grupo OICACAU do governo brasileiro

Se o resultado for positivo, será a primeira vez que as amêndoas de cacau exportadas pelo Brasil serão reconhecidas internacionalmente como fino ou de aroma pela ICCO, passando a figurar no seleto grupo de países certificados por esse organismo internacional.

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Esse reconhecimento dever agregar valor ao produto comercializado no exterior, observa o diretor da Ceplac, Guilherme Galvão. “O reconhecimento internacional da qualidade das amêndoas de cacau exportadas pelo Brasil representa um nicho de mercado mundial com potencial para alavancar a produção de qualidade. Além da qualidade superior à do cacau comum (commodity), as amêndoas de cacau fino ou de aroma possuem valor superior no mercado”.

Países produtores do tipo de maior qualidade têm tido progressos na produção de cacau fino ou de aroma, visando nichos de alta qualidade e produtos especiais de cacau e de chocolate. Especialistas reconhecem esforços feitos por países produtores a fim de melhorar e promover suas amêndoas de cacau, argumentando haver espaço para melhorias e que essa busca deve ser permanente na cadeia produtiva.

Uma combinação de critérios é usada para avaliar a qualidade do cacau fino ou de aroma. Incluem a origem genética do material de plantio, características morfológicas da planta, químicas reveladas como a coloração e o sabor. Nos procedimentos pós-colheita a qualidade passa a depender do grau de fermentação e de secagem, que influenciam o nível de acidez, a presença ou não de sabores desagradáveis e porcentagem de impurezas.

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Fabricantes de chocolate usam amêndoas de cacau finos ou de aroma em receitas tradicionais, principalmente, para um número limitado de produtos acabados, relativamente caros e de alta qualidade. Só muito recentemente a demanda por cacau fino ou de aroma passou a crescer rapidamente no mercado nacional e internacional.

A maioria dos principais fabricantes de chocolate possuem linhas especiais de chocolate de qualidade premium, que exigem cacau fino ou sabor de origens específicas em suas receitas para o sabor distinto ou cor de seu chocolate.

Os tradicionais países consumidores de cacau da Europa Ocidental (Bélgica, França, Alemanha, Itália, Suíça e Reino Unido), bem como o Japão, são os principais mercados consumidores de cacau fino ou de aroma, enquanto os Estados Unidos usam esse tipo de cacau em menor medida. Alguns países da América Latina também possuem um grande mercado interno para o uso de cacau fino ou de aroma, como é o caso da Argentina.

De acordo com o Agrostat (Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro), o Brasil, em 2017, embarcou 753 toneladas de amêndoas de cacau fino ou de aroma para o Japão, com quase 60% da quantidade, seguido pela França, Holanda (Países Baixos), Argentina, Itália, Bélgica e Áustria.

Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Inez De Podestà
imprensa@agricultura.gov.br

Fonte: MAPA GOV
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PECUÁRIA/CEPEA: Abate não fiscalizado no País corresponde de 3,83% a 14,1% do total

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Cepea, 25 – Estudo realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, estima que o volume de animais abatidos no Brasil sem fiscalização em 2015 corresponde de 3,83% a 14,1% do total abatido.

 

Para chegar a esses resultados, o Cepea considerou duas abordagens, a da demanda por carne bovina e a da oferta de animais “prontos” para o abate. Pelo lado da oferta, a estimativa nacional do total abatido sem qualquer tipo de inspeção foi de 14,1%, em 2015. Nesta abordagem, empregou-se a base de dados do Projeto Campo Futuro (parceria entre o Cepea e a CNA), que representa as principais regiões de pecuária bovina do País.

 

Já na abordagem da demanda, estima-se que o abate não fiscalizado no Brasil em 2015 respondeu de 3,83% a 5,72% do total de cabeças abatidas. As estimativas para este caso foram obtidas a partir de dados secundários do IBGE (Pnad, POF 2008/2009 e Pesquisa Trimestral do Abate de Animais) e dados primários sobre o autoconsumo de carne bovina nas propriedades rurais brasileiras. Os pesquisadores acreditam que as limitações de informações para esta estimativa conferem algum grau de subestimação. Um exemplo é a falta de dados mais atualizados sobre o consumo per capita de carne bovina. Uma restrição à estimativa das proporções para os estados é a falta de informações sobre a magnitude do comércio interestadual de carne bovina.

 

Vale ressaltar que o Cepea teve como foco de levantamento dados de Mato Grosso, Rondônia e Pará.

 

ASPECTOS METODOLÓGICOS – Na abordagem pela demanda, estima-se a quantidade de animais necessária para atender ao volume de carne bovina demandada por estado, seja essa para consumo interno ou para comercialização com outras localidades. Para cada um dos estados em análise, tal volume é definido pelas seguintes variáveis: consumo de carne bovina estadual, comércio interestadual (animais vivos e carne bovina), exportação, importação e autoconsumo. Esta metodologia evidencia a importância do autoconsumo, uma prática legal e comum na zona rural, mas que não entra nas estatísticas oficiais.

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A quantidade estimada pelo lado da demanda é confrontada com os dados oficiais de abate divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cabe ressaltar que os dados oficiais incluem os animais abatidos sob os três sistemas de inspeção – federal (SIF), estadual (SIE) e municipal (SIM). A diferença residual entre a estimativa da quantidade demandada e os dados oficiais é interpretada como o abate não fiscalizado.

 

No caso da abordagem da oferta, estima-se a quantidade de bovinos que estariam aptos para abate em 2015. Esse cálculo é realizado com base nos dados oficiais de rebanho, divulgados pelo IBGE, nas Guias de Trânsito Animal (GTA), emitidas pelos serviços oficiais dos estados e que são informadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e nos índices zootécnicos das fazendas típicas analisadas pelo Cepea, em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

 

Confronta-se, então, a quantidade de animais aptos para o abate com os dados de abates divulgados pelo IBGE, sendo estes, por sua vez, corrigidos conforme a movimentação de animais. Considera-se que a diferença entre as duas variáveis é a quantidade de bovinos abatidos sem qualquer tipo de fiscalização. Cabe ressaltar que um coeficiente de correção é aplicado, pois as estatísticas consideram animais abatidos no estado, sejam eles produzidos no mesmo estado ou trazidos de outras unidades da federação. Logo, utilizando-se o saldo da movimentação animal entre os estados, obtém-se uma estimativa do abate somente de animais produzidos naquele estado. 

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ESTUDO ANTERIOR – Em 2012, o Cepea já havia estimado o percentual de abate não fiscalizado nacional em torno de 7,6% a 8,9%. No entanto, há diferenças metodológicas entre o estudo de 2012 e o atual e, por isso, não devem ser comparados. Pela atual metodologia, segregou-se a demanda de carne para população urbana e rural e refinou-se a metodologia para estimar a oferta de animais, considerando-se regiões distintas dentro dos estados e ampliando o uso das informações das GTAs.

 

Há desafios para avançar, ainda mais, nas estimativas do abate não fiscalizado. Além da evidente necessidade de registro e divulgação de estatísticas de movimentação de carnes entre os estados, há oportunidades de se aprofundar os levantamentos de campo para detalhar o autoconsumo de carne nas áreas rurais.

 

AUTORES DA PESQUISA – Este trabalho foi elaborado com a coordenação dos professores Sílvia Helena G. de Miranda e Sergio De Zen, que contaram com a equipe de pesquisadores formada por: Ana Paula Negri, Caio Monteiro, Giovanni Penazzi, Gabriela Garcia Ribeiro, Graziela Nunes Correr, Marianne Tufani, Maristela de Mello Martins, Natália Salaro Grigol e Regina Mazzini Rodrigues.

 

PATROCINADOR – ONG Amigos da Terra.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas com os autores da pesquisa, por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e cepea@usp.br

Fonte: CEPEA
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