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Economia

Governo quer usar prédios da Esplanada como outdoors por reforma da Previdência

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Esplanada dos Ministérios
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 23.12.18

Prédios da Esplanada dos Ministérios devem ser envelopados com propaganda pró-reforma da Previdência

A Esplanada dos Ministérios deverá se transformar em um grande outdoor para a campanha da reforma da Previdência , principal bandeira do governo JairBolsonaro (PSL). O Palácio do Planalto já encomendou o orçamento para fazer o envelopamento dos 17 edifícios projetados por Oscar Niemayer e localizados no Eixo Monumental, em Brasília.

As fachadas dos prédios de nove andares deverão ser cobertas com publicidade estampadas em lonas, detalhando pontos da chamada “Nova Previdência “, como o governo deseja que a reforma seja tratada. O conjunto de edifícios é tombado pelo Patrimônio Histórico Cultural.

A publicidade nos edifícios e em mobiliário urbano faz parte da estratégia de propaganda que começou a ser desenhada pelo novo secretário especial de Comunicação, Fábio Wajngarten, nomeado para o cargo na última sexta-feira (12). A ação incluirá comerciais em televisão, rádio e mídias digitais. O governo ainda não divulgou qual o valor a ser gasto com a publicidade da reforma da Previdência .

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Ao assumir a comunicação do governo, Wajngarten tomou como principal missão levar às ruas a campanha publicitária da reforma. A estratégia da propaganda sobre a importância das novas regras ainda está em fase embrionária. As peças nem sequer foram aprovadas até a chegada do novo secretário.

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Wajngarten substituiu Floriano Barbosa no comando da Secom. A avaliação interna é de que, nos primeiros 100 dias do governo, a comunicação com a população e a imprensa foi ineficaz.

Ex-sócio da empresa de verificação de audiência Controle da Concorrência, Wajngarten é visto como mais hábil para a função. Barbosa era tido como engessado e sem interlocução com o setor. Ambos gozam da confiança de Carlos Bolsonaro, filho do presidente que, segundo interlocutores, é quem na prática dá as cartas na comunicação do Planalto.

O pacote de alterações nas regras para a aposentadoria no Brasil se encontra atualmente em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Por força da ação de deputados do chamado ‘Centrão’, a reforma da Previdência acabou ficando em segundo plano na sessão realizada nesta segunda-feira e, por isso, integrantes da base aliada do governo já admitem votar o projeto apenas na semana que vem.

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Fonte: IG Economia
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Economia

Governo diz que Nova Previdência vai gerar economia de R$ 350 bi para estados

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 CCJ da Câmara
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Projeto da reforma da Previdência foi aprovado na noite desta terça-feira na CCJ da Câmara

No dia em que partidos do Centrão ameaçam tirar estados da reforma da Previdência , a equipe econômica divulgou um estudo que prevê que a medida traria economia bilionária para os entes. De acordo com as projeções, os governos locais deixariam de gastar R$ 350,6 bilhões nos próximos dez anos se adotarem as mudanças nas regras em análise pelo Congresso. 

A estimativa havia sido antecipada pelo GLOBO no fim de março. Na ocasião, a projeção era de economia de R$ 330 bilhões, um pouco menor que o número divulgado nesta quarta-feira porque o levantamento preliminar ainda não incluía o Distrito Federal.

A reforma da Previdência encaminhada pelo governo ao Congresso prevê que todas as mudanças previstas na proposta sejam válidas imediatamente para estados e municípios. Nesta quarta-feira, após o projeto ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), líderes partidários articulam alterar o texto para que as alterações só afetem a União. Eles argumentam que teriam todo o ônus político de aprovar medidas impopulares junto a servidores.

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De acordo com o estudo, a maior parte do impacto fiscal esperado para estados viria da mudança de regras nas aposentadorias de servidores civis, que gerariam economia de R$ 299,02 bilhões, 85% do total. Os outros R$ 51,64 bilhões poupados seriam resultado das alterações nos regimes dos policiais militares e bombeiros.

Como mostrou a reportagem do GLOBO, a economia é consequência das novas regras de cálculos para os benefícios, nas alíquotas de contribuição e no tempo de atividade dos servidores previstas na proposta de emenda à Constituição ( PEC ) da Previdência, que será agora analisada na Comissão Especial, onde deve ser alterada.

No Rio, a economia esperada é de R$ 32,01 bilhões, pouco menos de 10% do total. Maior economia do país, São Paulo será o estado onde o impacto fiscal será maior, de R$ 59,06 bilhões, sempre em dez anos. O governo estima, para a União, que a reforma da Previdência resultaria em uma economia para os cofres públicos de mais de R$ 1 trilhão, mas analistas já esperam que esse valor não será atingido por causa da esperada desidratação que o texto deve sofrer a partir de agora.

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Em comunicado, o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirma que, com a economia esperada, seria possível que alguns governos locais consigam sanar seus déficits previdenciários. No ano passado, só quatro estados fecharam com saldo previdenciário positivo: Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Os demais registraram déficit que, somado, chegava a R$ 90 bilhões anuais.

Fonte: IG Economia
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Economia

Rio e Fortaleza foram as capitais que mais fecharam vagas de emprego em 2019

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clt
Jana Pêssoa/Setas

O Rio destoa das demais capitais da região Sudeste: São Paulo, por exemplo, criou 21.754 empregos formais neste ano

Rio de Janeiro e Fortaleza foram as capitais que mais fecharam vagas de trabalho formais em 2019. De janeiro a março, o saldo do emprego nessas cidades, que corresponde à diferença entre o número de admissões e desligamentos, foi de -7.028 e -5.192, respectivamente. Os números foram divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) nesta quarta-feira (24).

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O resultado negativo no Rio destoa do desempenho das demais capitais do Sudeste. São Paulo, por exemplo, criou 21.754 empregos com carteira assinada neste ano e lidera o ranking nacional. Belo Horizonte e Vitória, por sua vez, registraram saldo positivo de 6.447 e 441 novos postos de trabalho, nesta ordem, e ocupam a terceira e a décima posição na classificação geral.

Os números de Fortaleza, em contrapartida, condizem com os resultados negativos anotados em todo o Nordeste. Das cinco capitais que mais fecharam vagas formais em 2019, três são da região: a capital cearense, São Luís (-3.231) e Teresina (-2.994). Apenas Salvador, João Pessoa e Natal registraram saldo positivo, tendo criado 1.949, 26 e três vagas formais no período, respectivamente.

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A única região onde todas as capitais mais contrataram do que demitiram foi a Centro-Oeste. Nos três primeiros meses do ano, Brasília , Goiânia, Campo Grande e Cuiabá foram responsáveis por criar, juntas, mais de 8,6 mil postos de trabalho com carteira assinada. É um saldo muito maior do que o registrado em todas as cidades das regiões Norte e Nordeste combinadas (-72.685).

Panorama nacional


brasil de moedas
iStock

No total, 179.543 empregos com carteira assinada foram criados em todo o Brasil nos três primeiros meses de 2019

Em 2019, o saldo do emprego em todo o País ainda está no azul. No total, 179.543 vagas com carteira assinada foram criadas no período, resultado das 4.112.356 contratações menos 3.932.813 desligamentos.  O mês de março, porém, registrou o primeiro resultado negativo em três meses: -43.196.

Em nota divulgada hoje, o Ministério da Economia afirmou os números de março “não alteram a tendência de retomada gradual da economia”, já que o acumulado do ano ainda é positivo. A pasta também aponta que a queda na criação de novos empregos é um reflexo do grande número de contratações registrado em fevereiro (173.139), “acima das expectativas”.

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A diferença entre os dois últimos meses, ainda de acordo com o ministério, aconteceu porque “os setores que normalmente admitiam nesta época do ano [março] anteciparam as contratações para fevereiro, e aqueles que demitiam concentraram as demissões em março”, o que “provocou tendências opostas entre os meses.”

Fonte: IG Economia
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