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O Documento - "Temos um ambiente ruim para se empreender. Mais de mil empresas fecharam as portas"

CENÁRIO EM MT

"Temos um ambiente ruim para se empreender. Mais de mil empresas fecharam as portas"

Por: Da Redação
Candidato do DEM ao governo garante que buscará diminuir a burocracia para impedir que novas empresas deixem MT
Candidato do DEM ao governo garante que buscará diminuir a burocracia para impedir que novas empresas deixem MT

O candidato da coligação Pra Mudar Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), em entrevista, fala de suas propostas para administrar o Estado, caso eleito em outubro próximo. No Programa Entrevista Coletiva, da TVAL, feita com os candidatos ao governo, Mendes argumenta que quer colocar a experiência que teve na Prefeitura de Cuiabá à disposição de Mato Grosso. “Saímos da Prefeitura com mais de 80% de aprovação”, resume. O candidato fala, na entrevista, de saúde, educação, reforma tributária, geração de emprego e renda e transporte intermodal. Conforme Mendes, “é possível, sim, fazer a saúde de Mato Grosso funcionar em quatro anos”.

ODOC – Quem é Mauro Mendes?

Sou um cidadão que vivo neste estado há mais de 30 anos. Cheguei aqui com 16 anos, vim de Goiás. Me formei em Engenharia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Construí minha carreira profissional, minha família neste Estado. Fui presidente de centro acadêmico, do diretório central dos estudantes, presidente de sindicato, da Fiemt. Em 2012 me elegi prefeito de Cuiabá. De 2013 a 2016, fui prefeito de Cuiabá. Montamos uma boa equipe, soubemos valorizar o servidor público. E com esse time, graças a Deus, nós conseguimos entregar uma cidade muito melhor do que nós recebemos. Conseguimos entregar serviços públicos que nos orgulha. Atuamos em todas as áreas, na saúde, educação, fizemos parques, grandes programas de asfaltamento nos bairros e saímos da prefeitura com mais de 80% de aprovação. Hoje eu me apresento como candidato a governador de Mato Grosso para colocar essa experiência de quem já fez, mostrou que sabe fazer, que deu resultado para que nós possamos ajudar Mato Grosso nesse momento importante e difícil da sua história e da sua trajetória.

ODOC - Por que o senhor quer ser governador?

MM – Em 2012 eu pedi essa mesma oportunidade ao povo de Cuiabá. E dizia, me dê essa oportunidade e vocês vão ver um homem trabalhador, determinado, que quando se propõe a fazer algo, que trabalha muito, que tem fé. E foi com muito trabalho que conseguimos entregar resultados para nossa Capital. Muita gente reconhece que Cuiabá melhorou. Tem muito problema ainda, mas uma cidade que melhorou sensivelmente nos últimos quatro anos em que estivemos lá na condição de prefeito. É essa experiência. É por isso. Porque temos experiência, já mostramos que sabemos fazer, que demos resultado quando tivemos a oportunidade e tenho certeza que tudo isso vai ser bom para Mato Grosso se tivermos a oportunidade de governar esse Estado.

ODOC - Na sua opinião, qual é o maior desafio para a educação em MT?

MM – A educação em Mato Grosso tem enormes desafios. O primeiro grande desafio, hoje, é melhorar a qualidade da rede pública e a qualidade do ensino, porque Mato Grosso ocupa atualmente a 22ª posição entre os 27 estados brasileiros. Temos aí uma educação que precisa de acontecer muita coisa, fazer muita coisa. Muitas ações para que esta educação possa, realmente, ser um instrumento de promoção, de oportunidades. O ensino aqui têm deficiências muito grandes. São mais de 700 escolas em Mato Grosso, muitas delas, precárias. Muitas construídas a três quatro décadas. Algumas nunca passaram por uma reforma. Esse é um dos principais gargalos para ser enfrentado nos próximos anos. O mais importante é melhorar a qualidade de ensino. Claro que uma escola que tem um ambiente melhor, que seja atrativa, que estimule o aluno a ficar em sala de aula. Esse ambiente conspira para que haja uma melhoria na qualidade do ensino. Melhorar a qualidade da nossa rede é um dos principais desafios.

ODOC - Qual a receita para melhorar os índices do ENEM?

MM – Você tem que investir na valorização dos profissionais. Na qualificação dos professores e profissionais da educação. Isso é básico e fundamental. Tem que investir em tecnologia. O mundo da internet, o mundo tecnológico é a principal ferramenta de trabalho hoje. Nossas escolas não podem estar divorciadas disso. Vamos ter que embarcar nas escolas de Mato Grosso muitas tecnologias para que o ensino se torne mais atrativo, mais aderente a esse mundo. E fizemos isso em Cuiabá. O Ideb, índice que mede o desenvolvimento da educação básica, em Cuiabá, cresceu sensivelmente no período em que estivemos lá. A nossa experiência em Cuiabá, aliada a de Otaviano Pivetta, meu vice, em Lucas do Rio Verde (município que detém os melhores índices de desenvolvimento no Estado), serão importantes para criarmos um modelo novo, de escola atrativa, de ambiente escolar.

Odoc - Logística - transporte Intermodal, o que consta em seu plano de governo?

MM – Um estado igual Mato Grosso, de dimensão enorme e que tem a sua principal matriz econômica na produção de grãos (somos campeão nacional de produção de soja, de milho, de algodão, maior rebanho bovino), com grande capacidade de crescimento. Entretanto, nós estamos aqui no coração da América Latina, nós estamos longe dos portos. Grande parte dessa produção é destinada à exportação. Isso acaba encarecendo e tirando muitas vezes a competitividade de algumas regiões. Investir em logística é investir no crescimento do nosso estado. E quando a economia cresce, gera emprego, gera novos impostos, acaba trazendo ganhos não só para os produtores, mas para toda a sociedade. Temos que apertar o passo na direção desses modais que são mais competitivos, como a hidrovia e a ferrovia. Os trilhos estão mais próximos, já chegaram em Rondonópolis. Temos a Fico que pode ligar a Ferronorte por Goiás, de Campinorte a Água Boa, descendo para Lucas do Rio Verde, ligando tudo com o Porto de Itaqui. Também tem um estudo de uma ferrovia ligando Sorriso, Sinop ao porto de Meritituba. É importante investir na viabilização desses novos modais.

ODOC - Saúde, uma realidade que atinge o País inteiro. Existe uma solução possível em quatro anos?

MM – Existe. Eu acredito, sim, que nós podemos fazer a saúde de Mato Grosso, em quatro anos, funcionar. É muito comum ao longo dos últimos anos, até décadas, existir no Brasil um lobby de bater na saúde, de transformar a saúde num caos. Muito é dito, muito é falado. Eu enquanto prefeito de Cuiabá, fiz a minha parte. Não fiquei só reclamando do caos, da falta de dinheiro. Nos aqui inauguramos o Hospital São Benedito. Um hospital público, com capacidade de fazer até 500 cirurgias por mês. Um hospital que foi inaugurado na nossa Capital depois de 31 anos que não se inaugurava nenhum hospital. Nenhum prefeito, nenhum governador, inaugurou um hospital sequer na Capital em 31 anos. Aliás, até hoje o governo de Mato Grosso não tem, Cuiabá talvez seja a única das capitais que não tem um hospital de alta complexidade custeado e bancado pelo Estado. Porque a alta complexidade é responsabilidade do governo federal e do Estado, e não do município. Como ninguém fazia nada, eu me dispus enquanto prefeito e fizemos um hospital que estava há doze anos fechado. Eu acho que é possível, só conto isso para mostrar que é possível fazer. Começamos o novo Pronto Socorro, inauguramos duas UPAs, deixamos outras duas em construção. Inauguramos o Centro de Armazenagem e Distribuição de Medicamentos, um dos mais modernos do Brasil, ali no Distrito Industrial. Todas as ações que fizemos conspiram para a melhoria do atendimento.

Odoc - Mas qual o maior desafio da saúde?

MM - Mato Grosso tem um grande desafio. Hoje, o maior desafio, é que o Estado não consegue repassar aos municípios o pagamento do que ele deveria fazer de transferência para que o prefeito cuide da saúde. Esse repasse está com cinco e em alguns casos, até oito meses em atraso. Daí o prefeito acaba perdendo o médico porque ele não recebe, ele acaba não conseguindo comprar remédio direito, os problemas se agravam e isso custa um preço mais caro para a saúde. Nós vamos fazer a saúde funcionar. Fazer a saúde funcionar é garantir o médico e o remédio. Nós vamos montar um consórcio dos 141 municípios de Mato Grosso para comprar remédio de forma centralizada na Capital. Hoje um município pequeno tem muita dificuldade em comprar esse remédio e além da dificuldade ele paga mais caro porque ele compra pouquinho. Ele compra do revendedor, que compra do distribuidor, que compra do atravessador, ou seja, fica muito mais caro. E essa idéia do consórcio não é nova não. Já existe em alguns estados brasileiros. Mais de 80% dos problemas que as pessoas têm se resolve com a presença do médico e do remédio. Além disso, vamos trabalhar para concluir o Pronto Socorro que foi uma parceria que eu fiz. Começamos como prefeito o novo Pronto Socorro e vamos terminar, se Deus quiser, como governador.

ODOC - Na questão tributária, o que pode ser feito para garantir mais investimentos para MT?

MM – Temos que tratar o empresário, do pequeno ao grande, com mais respeito. São pessoas que estão gerando emprego, que estão pagando impostos. Que estão fazendo a nossa economia crescer e rodar. Vejo que hoje nós temos um ambiente ruim em Mato Grosso para se empreender. Muita gente está indo embora de Mato Grosso. Mais de mil empresas fecharam as portas nos últimos anos em nosso Estado. Todos os dias a gente encontra pessoas reclamando da burocracia excessiva, da mudança de regras. Nós vamos simplificar, vamos diminuir a burocracia. Vamos facilitar o licenciamento. Existem muitas medidas que dependem do Estado, do governador e da Assembleia Legislativa, e aí eu tenho certeza de que nossos deputados serão sensíveis, que podemos adotar.

ODOC - Mato Grosso é o celeiro do Brasil. O estado é rico em água. Como se regula as atividades para garantir a sustentabilidade?

MM – Existem dados, números, falácia. Há muita controvérsia. Claro que nós temos que criar um ambiente sustentável, com certeza, eu defendo isso, mas Mato Grosso precisa produzir. Somos um estado que a nossa vocação é produzir alimentos. É um estado que salva a balança comercial do País há décadas. Nossa vocação é para isso. Outras vocações estão surgindo, o setor mineral, aponta com grandes perspectivas. Nós temos potencialidades, o turismo também é uma perspectiva, mas está adormecido ainda precisa de muitos investimentos. Essa questão de preservação tem que ser tratada, mas vamos colocar Mato Grosso, nossa gente em primeiro lugar.

ODOC - Em relação ao social, números de 2016 mostram que 44% da população do estado vive em situação de vulnerabilidade. Em cidades pequenas, até 80% da população está no cadastro único, dependendo de programas sociais. Isso tem solução?

MM – Não podemos viver num estado onde existe muita riqueza e essa riqueza não signifique a melhoria de parte significativa da população. Não conheço os números mas nós sabemos que existe muita diferença hoje no Estado. E essas diferenças cabem justamente ao Poder Público equilibrar isso. O Poder Público é o mediador do cidadão. Se existe um desequilíbrio econômico muito grande, isso acaba criando problemas sociais. Aumenta violência, por exemplo, e aí é o jogo do perde e perde. Precisamos fazer um modelo que crie oportunidades, que gere empregos, com melhor remuneração. Só assim haverá crescimento da massa salarial. Olha a China, um grande país, com mais de um bilhão de habitantes, um bilhão e meio e nas duas últimas duas décadas houve uma inclusão de mais de 300 milhões, ou seja, um Brasil e meio, ascendeu, subiu para a classe média. A melhor forma de distribuir renda é gerar emprego. E emprego de qualidade. Por isso que Mato Grosso tem que caminhar, necessariamente, para verticalizar, para industrializar aqui, para ter mais agregação de valor.

ODOC - Como a gente faz para gerar o emprego de mais qualidade?

MM – Não existe milagre nem fórmula mágica para fazer as coisas. Tudo que se quer fazer na vida é trabalho e seriedade. Se colocar isso na frente você começa a dar passos largos para que se possa fazer tudo. Precisa um pouco de massa cinzenta também. Se a cabeça não funciona o corpo padece, é um ditado. Na administração pública, principalmente, o gestor municipal, seja governador, secretários, os caras são totalmente desfocados, despreparados e muitas vezes, desonestos. Então, quando você junta a competência com a desonestidade, é nitroglicerina. Ou seja, infelizmente, isso é o que mais encontramos nesse nosso duro e triste País. Pessoas incompetentes e desonestas administrando a coisa pública no Brasil. Mas mudar isso depende de quem, do nosso eleitor. Enquanto tiver gente disposta a vender o voto por aí, nós vamos ter políticos ruins. E para gerar emprego nós temos que criar um ambiente de negócios em Mato Grosso. Primeiro, não é nem atrair mais indústrias, é não perder as que já temos. Temos que restabelecer a confiança do empresário, do empreendedor, desde o micro. Conheço um monte de gente que já foi embora e tem um monte de gente na fila para ir embora porque já não agüenta mais as burocracias, as mudanças de regras, a alta carga tributária. Esse ambiente hostil não vai levar Mato Grosso a lugar nenhum. Vai sim, a bancarrota, a quebradeira, como já estamos vendo, à beira do abismo. Faltam poucos dias para chegar nele.

ODOC - Como Mauro Mendes vai atuar na questão da faixa de fronteira?

MM – Eu não gosto do joguinho do empurra. Um governador não pode tudo, a fronteira é muito grande. Existe uma porta aberta para a entrada de drogas. Onde tem tráfico de drogas, surgem outros crimes. A violência explode. Temos que combater. Se o Brasil não tiver coragem, competência para fazer isso, esquece. A violência está dominando o Brasil. A população está indignada. Estamos ficando refém dos bandidos.  

ODOC - Qual a proposta do candidato para o saneamento básico?

MM – O saneamento básico tem que ser feito em parceria com os municípios. Isso saiu da responsabilidade do Estado. O que o governo pode fazer é criar um programa para auxiliar essas prefeituras. Primeiro tentar buscar recursos a fundo perdido ou financiamentos junto ao governo federal. Mas Brasília também é uma fábrica de ilusões. Lança-se programas (PAC I e PAC II). Tem programa aí que saiu 10 por cento da verba que era para sair em dois e três anos. Ficamos brincando. Brasília finge que tem dinheiro. Uma fórmula que algumas cidades encontraram e eu acho interessante, são as concessões. Podemos fazer um consórcio para um grande programa neste sentido. Não podemos ficar sonhando. Está faltando dinheiro no estado até para pagar combustível para as viaturas e locação de carros, que dirá para fazer investimentos bilionários em infaestrutura e saneamento básico.

 

 

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