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EDUARDO BOTELHO – Parabéns Várzea Grande

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Escrevo aqui, hoje, para homenagear nossa querida Várzea Grande, que chega aos seus 152 anos de fundação. Minha identificação com Várzea Grande é muito forte. Sou filho de Nossa Senhora do Livramento, município coirmão e que faz parte do Vale do Rio Cuiabá, compondo a área metropolitana da capital.

Várzea Grande é cidade irmã gêmea de Cuiabá, a nossa capital, unida umbilicalmente pelo rio de maior importância de nosso estado. Cidade de um povo especial, trabalhador e hospitaleiro. Uma cidade que traz encantos do passado, presente e com um futuro promissor.

Desde o dia 15 de maio de 1867, quando foi fundado o Acampamento Magalhães, que era na verdade um campo de concentração construído pelo Brigadeiro José Vieira Couto de Magalhães, então presidente da província, fato que fez esta região, se tornou ponto estratégico para o desenvolvimento do estado, principalmente para aqueles que se aventuravam para o norte e oeste de Mato Grosso.

Várzea Grande tem história. Terra de Couto Magalhães seu fundador, de Ubaldo Monteiro, autor do hino do município, de Moacir D’Lannes, criador da primeira policlínica de saúde para o atendimento da população várzea-grandense, e de Major Gonçalo Romão de Figueiredo, primeiro administrador do município.

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Também fazem parte da história deste município Júlio Domingos de Campos, o “Seo Fiote”, que além de prefeito de Várzea Grande por dois mandatos, é o pai de Júlio José de Campos e de Jayme Verissimo de Campos. Ambos chegaram a ser prefeito da cidade, governador do estado e senador da República.

Mas também tenho que falar de Gonçalo Botelho de Campos, Licínio Monteiro da Silva, Gabriel de Mattos Müller, Sarita Baracat de Arruda, Ary Leite de Campos e Branco de Barros, e da atual prefeita, Lucimar Sacre de Campos. Todos figuras importantes não só para o município de Várzea Grande, mas nosso estado e para o Brasil.

Várzea Grande do aeroporto, do Trevo do Lagarto, das avenidas da FEB, Couto Magalhães, Alzira Santana e Filinto Muller, do grande Cristo Rei, das pontes de integração com a capital que fazem com que as pessoas transitem entre chegadas e saídas e fazendo da cidade um ponto de encontro não só dos mato-grossenses como também porta de passagem e de integração de gente de todos os cantos do Brasil e do mundo.

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Parabéns Várzea Grande! Que Deus derrame sobre nossa gente várzea-grandense muitas bênçãos e que permita que venham mais décadas e décadas com prosperidade, progresso e virtuosidade!

Eduardo Botelho é deputado estadual, presidente licenciado da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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JOSÉ DE PAIVA NETTO – A virtude da temperança

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Não haverá Paz duradoura enquanto prevalecerem privilégios injustificáveis, que desonram a condição humana, pela ausência de Solidariedade, que deve iluminar homens e povos. Escreveu Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865): “A paz obtida com a ponta de uma espada não passa de uma simples trégua”. Por isso, nestes milênios de “civilização”, milhões morreram sob a chacina das armas, da fome e da doença. (…)

Jesus sempre pregou e viveu a Fraternidade Ecumênica. Como realmente acreditamos no Divino Chefe, temos de batalhar pelo que apresentou como solução para os tormentos que ainda afligem as nações. A temperança é virtude indispensável nesta peleja. Entretanto, diante dos desafios, não confundamos pacifismo com debilidade de caráter.

Bem a propósito, estas palavras da autora Eleanor L. Doan (1914-2010): “Qualquer pusilânime pode louvar a Cristo, todavia é preciso ânimo forte para segui-Lo”. Não podemos também nos esquecer dos exemplos dos cristãos primitivos, mas, sim, neles buscar a vivência que precisa ser repetida neste mundo, qual seja, a da Paz: “Da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. (…) E assim, perseguidos por todos os meios, passaram a viver em comunidade, não havendo necessitados entre eles, porque todos se socorriam, cada qual com o que possuía” (Atos dos Apóstolos de Jesus, 4:32 a 34).

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José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

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ONOFRE RIBEIRO – Sonhos

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Na semana passada escrevi  neste espaço artigo em que falava da falta de planejamento no governo de Mato Grosso com vistas ao futuro. E disse que o desenvolvimento atual pouco deve às políticas públicas oficiais. Citei viagem do ex-governador Dante de Oliveira aos Estados Unidos, em 2000, onde se reuniu com a diretoria do fabricante de tratores de pneus, John Deere. Defendeu a instalação de uma fábrica em Mato Grosso e ouviu que o planejamento estratégico da empresa antevia para os próximos dez anos até 2010, uma profunda mudança na produção de alimentos no mundo. E via o Brasil, o Centro-Oeste e particularmente Mato Grosso como um grande berço alimentar do mundo.

Bom lembrar que naquele momento a China ainda não era esse gigante atual. Lá se vão 19 anos desde aquele ano de 2000 em Moulines, Illinois, nos EUA.

O CEO da John Deere colocou três questões ao governador Dante de Oliveira pra que uma empresa instalasse uma fábrica em Mato Grosso que ele aliás, conhecia de muitas viagens anteriores ao  nosso Estado. As condições seriam:

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1 – VIAS DE ESCOAMENTO. Para o transporte de insumos e da produção da fábrica de tratores. Na época não havia o suficiente porque uma fábrica nunca vem só. Atrai sucessivas cadeias produtivas agregadas;

2 –  ENERGIA ELÉTRICA. Na época esse não era problema, porque Mato Grosso já exportava energia graças à usina termoelétrica movida a gás, inaugurada recentemente e hoje paralisada. Hoje já seria problema;

3 – RECURSOS HUMANOS. Levando em conta a crescente adoção de tecnologias desde aquela época, era necessária a garantia de recursos humanos qualificados pra ocupar postos de todas as naturezas dentro da fábrica e para atender também aos associados de todas as cadeias produtivas agregadas. Aqui o bicho pegou. Não havia e nem há recursos humanos adequados porque a nossa educação não tem objetividade no mercado de trabalho. O agronegócio desenvolveu-se e qualificou a sua mão-de-obra porque de outra forma não teria gente qualificada.

Passados 19 anos desde aquela conversa o agronegócio evoluiu uma barbaridade. As agroindústrias estão entrando em escala crescente. A expansão produtiva promete saltos enormes no curto prazo.

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O conjunto desses fatores ainda impedem uma afirmativa de pleno desenvolvimento no futuro próximo sem que os setores produtivos improvisem, na falta de planejamento oficial.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. onofreribeiro@onofreribeiro.com.br     www.onofreribeiro.com.br

           

 

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