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Deputado sai em defesa do ministro Moro e ataca Jaime: “acusação absurda e revanchismo”

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Silvio Fávero emitiu nota onde pede que senador seja mais claro sobre seu descontentamento contra o ministro da Justiça

O deputado Silvio Fávero, líder do PSL na Assembleia Legislativa, saiu em defesa do ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, que na manhã de terça-feira (14), foi alvo de criticas do senador Jaime Campos (DEM). Durante inauguração de uma UPA no bairro Cristo Rei, em Várzea Grane, o democrata afirmou que o ex-juiz federal “virou pó”, após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmar que cumprirá um acordo e vai indicá-lo para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Por meio de nota encaminhada à imprensa, Fávero classificou a fala de Jaime como “absurda” e que não há nada de ilegal no fato do presidente almejar indicar o ministro para ocupar um cargo no STF. “Vamos pontuar de forma didática uma resposta a essa acusação absurda do senador de Várzea Grande contra o Presidente da República e ao Ministro da Justiça. Não há nada de ilegal quanto à afirmação do Presidente em desejar ver Sérgio Moro como Ministro do STF. A possível escolha do honrado ministro Moro para uma vaga no STF é de livre indicação do Presidente Bolsonaro”, diz trecho da nota.

Fávero ainda cobrou que o senador seja mais claro sobre quais os motivos ele acredita que Moro não deve ser indicado ao STF e que ele está transformando o fato em um “mero palanque”.

É importante que o senador Jayme exponha, com mais clareza, seu descontentamento contra o Ministro Moro, que aponte os deméritos ou algo que desabone a imagem do homem da Lava Jato!. Se o Jayme acredita que o Ministro do Governo Bolsonaro não seja um homem honrado, jurista técnico e honesto, então que coloque seu ponto de vista e apresente isso a toda população; ao invés de fazer ilações irresponsáveis e transformando o fato em um mero palanque de revanchismo e frustração política, estritamente pessoal”.

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Na nota, o parlamentar ainda lembra que Jaime votou para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) fosse transferido do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia.

Há poucos dias o senador Jayme votou contra a permanência do COAF junto ao Ministério da Justiça de Sérgio Moro. A população precisa saber que este órgão é aquele que investiga movimentações financeiras suspeitas, movimentações criminosas, desvios de dinheiro público, bem como lavagem de dinheiro e evasão de divisas”.

Fávero também destacou que Sérgio Moro se “tornou um herói nacional por sua coragem, capacidade técnica e honra” pelo trabalho quando esteve à frente como juiz da Operação Lava Jato.

Confira a nota na íntegra

“Em respeito aos mato-grossenses, em especial aos eleitores do presidente Jair Bolsonaro, decidimos emitir uma nota em resposta às últimas declarações do Senador Jayme Campos:

Jayme acusou Jair Bolsonaro e Sérgio Moro de práticas, segundo o senador, “não republicanas” quanto a possível nomeação do ex-juiz e atual Ministro da Justiça para Ministro do STF na vaga que deverá ser aberta com a aposentadoria de Celso de Mello.

Pois bem, vamos pontuar de forma didática uma resposta a essa acusação absurda do senador de Várzea Grande contra o Presidente da República e ao Ministro da Justiça.

Não há nada de ilegal quanto à afirmação do Presidente em desejar ver Sérgio Moro como Ministro do STF. A possível escolha do honrado ministro Moro para uma vaga no STF é de livre indicação do Presidente Bolsonaro; e deverá ser chancelada pelo SENADO FEDERAL, considerando a capacidade técnica e histórico digno do Sérgio Moro.

Jayme Campos, qual a acusação quanto à capacidade técnica e reputação ilibada em relação ao ex-Juiz Sérgio Moro? É importante que o senador Jayme exponha, com mais clareza, seu descontentamento contra o Ministro Moro, que aponte os deméritos ou algo que desabone a imagem do homem da Lava Jato!

Se o Jayme acredita que o Ministro do Governo Bolsonaro não seja um homem honrado, jurista técnico e honesto, então que coloque seu ponto de vista e apresente isso a toda população; ao invés de fazer ilações irresponsáveis e transformando o fato em um mero palanque de revanchismo e frustração política, estritamente pessoal.

Há poucos dias o senador Jayme votou contra a permanência do COAF junto ao Ministério da Justiça de Sérgio Moro. A população precisa saber que este órgão é aquele que investiga movimentações financeiras suspeitas, movimentações criminosas, desvios de dinheiro público, bem como lavagem de dinheiro e evasão de divisas*. Jayme surpreendeu quando respondeu a população que repudiou, em sua maioria, o seu voto contra o Sérgio Moro; o Senador Jayme, em sua resposta, disse que não se importa com a opinião, segundo o próprio senador, de “meia dúzia de gente sem ter o que fazer”, como se os críticos fossem pessoas desocupadas e ignorantes.

Façamos qualquer consulta pública, e não há a menor dúvida de que Sérgio Moro se tornou um herói nacional por sua coragem, capacidade técnica e honra.

No dia 16 de outubro de 2018, durante a campanha eleitoral, o então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro declarou, em entrevista ao SBT, que a intenção seria indicar um nome com o mesmo perfil do Juiz Sérgio Moro para o STF. E, na ocasião a população chancelou tal sugestão do Bolsonaro, elegendo-o como presidente do Brasil. Então, o Sérgio Moro não será simplesmente uma escolha do Presidente Bolsonaro; Moro já foi escolhido Ministro do STF pela própria população em outubro de 2018. Portanto, não há surpresa nenhuma nessa fala de Bolsonaro, ressalvado o fato do Senador desconhecer tal declaração de Bolsonaro.

Aonde estava o histórico Senador Jayme Campos quando o ex-presidente Lula (atualmente preso por crimes de corrupção) indicou Dias Toffolli para o STF, que era advogado do PT e amigo pessoal de Lula; aonde estava o senador Jayme quando Dilma indicou Roberto Barroso ao STF, um homem declaradamente contra os valores da família, a favor da legalização de drogas e do aborto?”.

Silvio Fávero – Deputado estadual e Líder do PSL na ALMT

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Com Jaime não disposto a apoiar Fávaro, DEM deve lançar candidato ao Senado, em eventual cassação de Selma

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O ex-senador Júlio Campos confirma que legenda não tem interesse em apoiar o ex-vice-governador

O fato de o senador Jaime Campos (DEM), se sentir traído na reta final da campanha eleitoral de 2018 pelo ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que ficou em terceiro na disputa ao Senado, ameaçando o democrata que ficou em segundo, atrás da senadora Selma Arruda (PSL), deve levar o DEM a lançar candidatura em uma eventual eleição suplementar no Estado caso a senadora seja cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Jaime Campos passou o recibo de que não vai apoiar Fávaro no caso de uma nova eleição para o Senado. O senador, embora o governador Mauro Mendes (DEM) tenha declarado apoio a Fávaro, no caso de nova eleição, mandou recado para assessores diretos do Paiaguás, de que não tem qualquer empolgação com uma nova candidatura do ex-vice-governador

Agora, o ex-governador Júlio Campos, irmão de Jaime, que é uma das maiores lideranças do DEM mato-grossense, afirma que caso a senadora Selma Arruda seja mesmo cassada, a legenda deve mesmo lançar candidatura. Embora admita que este assunto só será tratado no caso da cassação da senadora, Júlio diz que a probabilidade maior é de que o DEM tenha candidato.

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“Tem uma sinalização da direção nacional neste sentido”, diz o senador, argumentando que o DEM pensa num segundo senador para parceria com Jaime Campos e para aumentar a bancada nacional, atualmente formada por seis senadores democratas.

A postura do líder estadual do DEM, de candidatura ao Senado para disputar com Fávaro, que já afirmou ser candidato no caso de cassação da senadora, confirma o recado do senador Jaime Campos para a turma do Paiaguás. E Júlio Campos já afirmou que é soldado do partido e que já teve seu nome cogitado por várias lideranças estaduais para disputar o Senado em cano de eleição suplementar.

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Proposta de aumento no repasse do Fex para MT deve beneficiar municípios, que poderão receber R$ 650 milhões

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Informação foi repassada pelo presidente CNM, Glademir Aroldi

Uma compensação mais justa das perdas que os estados e municípios têm com a Lei Kandir foi uma das tônicas que marcou a presença do presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, em Cuiabá.

Em reunião na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com a presença do governador Mauro Mendes (DEM) e da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Janaína Riva (MDB), deputados e prefeitos, as pautas comuns dos municipalistas originou muitas discussões.

O presidente da CNM falou da perspectiva de novas fontes de recursos para os municípios e anunciou que está em negociação o repasse de cerca de R$ 16 bilhões para o ano que vem referente à restituição das perdas com a Lei Kandir. “Esse valor representa cerca de 40% da compensação proposta pelo Projeto de Lei Complementar 511/2018, que prevê a restituição em R$ 39 bilhões”.

Sobre o Fex, atualmente Mato Grosso recebe em torno de R$ 500 milhões e a estimativa é que passará a receber cerca de R$ 2,6 bilhões, sendo aproximadamente R$ 1,96 bilhão para o governo de Mato Grosso e cerca de R$ 650 milhões para os municípios, de acordo com proposta apresentada pelo ministro Paulo Guedes, informou Aroldi ao portal O Documento.

Entre as novas fontes de recursos, o presidente da Confederação destacou que uma das alternativas é o bônus de assinatura do pré-sal, que deve somar R$ 106 bilhões aos cofres do governo. A expectativa a se sustenta com a afirmação do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que 20% desses recursos serão repassados a Estados e Municípios. “Os Municípios devem receber R$ 6 bilhões, com previsão de repasse até o início do ano que vem”, adiantou.

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