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Política Nacional

CRE chama Damares Alves para debater violência contra mulheres nas fronteiras

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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta quinta-feira (16) a realização de uma audiência pública, em data ainda a ser definida, para debater situações de violências e abusos contra mulheres em zonas de fronteira. Uma das convidadas é a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Também estão sendo chamados os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja.

A iniciativa partiu do presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que terá como foco as zonas fronteiriças do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. As secretarias de segurança pública desses estados desenvolvem uma política conjunta, chamada “Projeto Codesul Fronteiras”, que trata do mapeamento e diagnóstico de todo tipo de violência contra as mulheres. O Codesul é o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul, instância administrativa que coordena ações conjuntas dos governos dos quatro estados-membro.

Mulas do tráfico

Entre os problemas já identificados está o uso de meninas como “mulas” do tráfico por homens que fazem parte do crime organizado.

— A proporção de crimes e outros atos violentos praticados contra o gênero feminino tem tomado uma dimensão que impõe um alerta a todas as autoridades. No que tange às regiões fronteiriças na órbita do Codesul, é preciso trazer este grave tema à público. É importante darmos repercussão social internacional a isto — deixou claro Nelsinho Trad, adiantando que, na audiência, será apresentado o projeto-piloto “MS Fronteiras”, que estabelece acordos entre o governo do Mato Grosso do Sul e instituições do Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai para implantar ações de enfrentamento à violência contra as mulheres por meio de empreendedorismo, emprego e qualificação profissional.

Além de Damares Alves e dos governadores, a CRE também quer que participem da audiência nomes indicados pelas embaixadas da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Foram convidados ainda representantes do Codesul e do Parlamento Feminino da Fronteira.

Israel e Irã

Por iniciativa do senador Esperidião Amin (PP-SC), a CRE também decidiu enviar ofício ao Itamaraty, questionando sobre uma reunião secreta que teria ocorrido durante esta semana entre autoridades da embaixada de Israel com representantes do governo brasileiro. Segundo noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo, na reunião, Israel teria pedido a adesão formal do Brasil a uma aliança internacional contra o Irã.

— Israel considera que o Irã está sendo belicoso. Razão pela qual os EUA já enviaram um poderoso porta-aviões para o Golfo Pérsico. Está se criando um novo clima de perturbação que tem causado o aumento do preço do barril de petróleo. Mas que participação o Brasil poderia ter nisso? Só se for parar de vender frango — criticou Amin, que entende que o país “não tem nada a ganhar” caso resolva se alinhar a algum dos lados nesta disputa.

Fonte: Agência Senado
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Política Nacional

“Avisei meus seguranças: o Sistema vai me matar”, escreveu Bolsonaro em grupos de WhatsApp

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A mensagem foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e a autoria confirmada pelo porta-voz da Presidência

Agência Brasil – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nessa sexta-feira (17), em nota lida pelo porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, que a mudança na forma de governar o Brasil não tem agradado a grupos que, no passado, se beneficiaram do ele chama de “relações pouco republicanas”.

“Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada aqueles grupos que, no passado, se beneficiaram das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e recolocarmos o país de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude”, disse Bolsonaro na declaração lida por Rêgo Barros a jornalistas.

A declaração foi uma resposta ao vazamento de uma mensagem do próprio presidente Bolsonaro enviada a grupos de WhatsApp dos quais ele faz parte. Na mensagem, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o presidente compartilha um texto assinado por um “autor desconhecido”, em que o principal argumento é o de que o país é governado “exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público”. Segundo este texto, o Brasil seria uma país “ingovernável” fora de “conchavos”.

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O Palácio do Planalto confirmou que o texto em questão foi realmente distribuído pelo presidente em grupos de WhatsApp. Ao distribuir a mensagem, o presidente classifica o texto como “no mínimo interessante” e ainda escreve: “Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: ‘essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar’. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões”. Em seguida, ele teria pedido para que o material fosse compartilhado.

Ex-prefeito de NY

O porta-voz do governo também informou que o presidente Bolsonaro recebeu, durante a tarde, a ligação do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que governou a maior cidade dos Estados Unidos entre 1994 e 2001. Segundo Rêgo Barros, o ex-prefeito parabenizou o presidente brasileiro e prometeu visitar o país em breve.

“O prefeito Giuliani desculpou-se pela indelicadeza do atual prefeito de Nova York, parabenizou o presidente da República Jair Bolsonaro, pela vitória, e pela condução do governo, e se predispôs a nos visitar em breve”, disse.

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Política Nacional

Previdência: série de reportagens mostra impactos da reforma

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Selo_ReformaPrevidencia2.jpgA Agência Senado encerrou nesta semana uma série de reportagens especiais sobre os impactos da proposta de reforma da Previdência. Até esta quinta-feira (16), as matérias já haviam tido mais de 415 mil visualizações.

Em oito reportagens, a série mostrou os pontos centrais da proposta. Explicou as mudanças previstas nas aposentadorias de trabalhadores urbanos e rurais e de funcionários públicos, nas aposentadorias especiais e por invalidez, na pensão por morte e no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Uma reportagem sobre as dúvidas em relação ao sistema de capitalização, previsto na reforma, encerrou a série. As mudanças na previdência dos militares também foram tema de reportagem.

Enviada pelo governo de Jair Bolsonaro ao Congresso, a proposta (PEC 6/2019) está em análise na Câmara dos Deputados. Uma comissão especial de senadores acompanha a tramitação do texto na Câmara.

Veja as reportagens da série

Congresso volta a encarar desafio de mudar a Previdência
Tempo de contribuição e idade mínima são pilares da reforma da Previdência
Reforma da Previdência cria contribuição mínima para trabalhadores do campo
Previdência dos servidores terá regras mais duras com reforma
BPC é um dos pontos polêmicos da reforma da Previdência
Reforma da Previdência altera regras para aposentadorias especiais
Reforma da Previdência reduz valor de pensão por morte e aposentadoria por invalidez
Capitalização prevista na reforma da Previdência provoca incertezas

Veja o que pode mudar para os militares

Reforma da previdência militar gerará economia de R$ 10 bi em uma década
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Fonte: Agência Senado
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