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Economia

Avianca Brasil é suspensa de associação global de aéreas por inadimplência

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Avião da Avianca
Divulgação/Avianca Brasil

Avianca Brasil foi suspensa da Iaca, associação global de empresas aéreas, por conta da inadimplência

A Iata, associação internacional das companhias aéreas, suspendeu a Avianca Brasil do chamado BSP (Bank Settlement Plan, em inglês), uma espécie de câmara de liquidação de pagamentos entre companhias aéreas em todo o mundo. Trata-se de mais uma turbulência enfrentada pela empresa, que passa por processo de recuperação judicial desde dezembro de 2018 e tem futuro indefinido.

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Na prática, a medida da associação impede a empresa de vender passagens de outras aéreas para destinos onde não opera. Com isso, é inviabilizada a venda de pacotes aéreos misturando voos da Avianca Brasil e de outras companhias aéreas, sendo estas brasileiras ou estrangeiras.

A suspensão da  Iata exclui, ainda, os voos da Avianca Brasil dos sistemas de venda de passagens aéreas de companhias aéreas parceiras. É o que permite o chamado compartilhamento de voos (ou code sharing, no jargão do setor). Ou seja, as rotas operadas pela Avianca não serão mais exibidas aos passageiros em busca de opções na hora de viajar.

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Em comunicado, a associação justifica a medida após a “não liquidação de valores pendentes” da Avianca Brasil com demais companhias aéreas. O valor dos débitos, contudo, não foi especificado. De acordo com a nota da Iata, o BSP opera em 180 países e territórios. O sistema atende a mais de 370 companhias aéreas participantes. Em 2017, foram processados US$ 236,3 bilhões (aproximadamente R$ 1 trilhão).

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Para um ex-funcionário da Avianca Brasil, ouvido sob sigilo pelo jornal O Globo , trata-se de uma decisão “muito grave” para a companhia aérea, já que a suspensão pela Iata causa muita perda de credibilidade entre as pares e normalmente leva à expulsão também das alianças globais de companhias aéreas criadas para compartilhar passageiros e infraestrutura ao redor do planeta. A Avianca Brasil faz parte de uma delas, a Star Alliance, desde 2010. Na visão desse ex-funcionário, as demais integrantes da Star Alliance, com a americana United, devem forçar a saída da empresa brasileira da aliança.

Fonte: IG Economia
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Economia

Número de dívidas em atraso de moradores de MT cai 8,39%

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De acordo com um levantamento realizado mensalmente pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o número de inadimplentes em Mato Grosso caiu -0,86% em abril de 2019, em relação a abril de 2018. O dado ficou abaixo da média da região Centro-Oeste (1,57%) e abaixo da média nacional (2,00%), sendo que na passagem de março para abril, o número de devedores no Estado cresceu 1,67%. Na região Centro-Oeste, na mesma base de comparação, a variação foi de 1,47%.

Atualmente são mais de 1,1 milhões de pessoas inadimplentes em Mato Grosso, esse número representa mais de 45% da população acima de 18 anos.

Segundo a pesquisa ainda, a abertura por faixa etária do devedor mostra que o número com participação mais expressiva, em abril, foi o da faixa de 30 a 39 anos (27,08%).

Evolução do número de dívidas

Em abril de 2019, o número de dívidas em atraso de moradores em MT caiu -8,39%, em relação a abril de 2018. O dado ficou abaixo da média da região Centro-Oeste (-3,66%) e abaixo da média nacional (-1,23%). Na passagem de março para abril, o número de dívidas dos mato-grossenses cresceu 1,58%. Na região Centro-Oeste, nessa mesma base de comparação, a variação foi de 1,13%.

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Já o setor com participação mais expressiva do número de dívidas em abril no estado foi Comércio, com 33,06% do total de dívidas.

Número médio de dívidas por devedores

Em abril de 2019, cada consumidor inadimplente tinha em média 1,933 dívidas em atraso. O número ficou acima da média da região Centro-Oeste (1,908 dívidas por pessoa inadimplente) e acima da média nacional registrada no mês (1,866 dívidas para cada pessoa inadimplente).

Para o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), Fábio Granja, a inadimplência permanece estável em 2019, porém com um esforço por parte dos inadimplentes em tentar quitarem suas dividas. “O número de inadimplentes não tem crescido, mas temos percebido uma queda no número de dívidas, isso demonstra o esforço do mato-grossense em deixar o quadro de inadimplentes. A retomada da economia brasileira precisa ser mais rápida, precisamos gerar empregos e fazer a economia girar, mas para isso reformas como da previdência precisa ser aprovada. Isso poderá gerar mais confiança por parte de investidores e consequentemente para os consumidores.”, afirmou ele.

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Economia

Dólar sobe 0,97% e chega a R$ 4,03, o maior valor desde setembro

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dólares
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Durante a sessão de hoje (16), por volta das 16h, o dólar chegou a R$ 4,04; em 2019, a moeda já acumula alta de 4,16%

Com investidores atentos à guerra comercial entre China e Estados Unidos e preocupados com o cenário político no Brasil, o dólar encerrou o dia em alta de 0,97%, cotado a R$ 4,0352. É o maior patamar de fechamento desde 28 de setembro do ano passado, quando a moeda norte-americana valia R$ 4,0378.

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Durante a sessão desta quinta (16), por volta das 16h, o dólar chegou à máxima de R$ 4,0411. Em 2019, a moeda já acumula alta de 4,16%. O Ibovespa, principal indicador de desempenho da Bolsa de Valores brasileira (B3), também vive um dia difícil e opera em queda desde a abertura do pregão, estagnando na casa dos 90 mil pontos.

O mercado financeiro espera por novidades sobre a reforma da Previdência, considerada fundamental para o reajuste das contas públicas. Os últimos dias, no entanto, marcados por protestos contra o governo e investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), incluindo o filho Flávio, deixaram os investidores céticos quanto à capacidade do governo de dar continuidade à tramitação do projeto.

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Em Dallas, nos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio tem como único objetivo atingi-lo . A decisão da Justiça é baseada em um relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que aponta indícios de que o senador comprou e vendeu imóveis na capital fluminense para lavar dinheiro.

Perspectivas pessimistas


presidente do bc
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 16.05.2019

“A gente acha que a recuperação da atividade econômica foi parcialmente interrompida”, avaliou o presidente do BC

Nesta quarta-feira (15), o Banco Central divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB (Produto Interno Bruto), que teve queda de 0,68% no primeiro trimestre deste ano. Os números oficiais serão anunciados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 30 de maio, mas o IBC-Br reforça o pessimismo em relação ao crescimento econômico.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, atribuiu esse clima pessimista às incertezas sobre a aprovação das reformas  apresentadas pelo governo, em especial a da Previdência. “A gente acha que a recuperação da atividade econômica foi parcialmente interrompida. As eleições acabaram sendo mais polarizadas. Quem tem dinheiro, espera. O investidor esperou, esperou e está esperando o momento [de investir]”, declarou Campos Neto.

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Fonte: IG Economia
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