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Opinião

A Sublime Existência entre nós

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José de Paiva Neto

No Evangelho narrado por João, capítulo 17, Jesus deixou-nos uma das mais belas e tocantes páginas de Sua Sublime Existência — a Oração ao Pai Celestial, em que mostra toda a força do Seu Amor àqueles que Lhe foram entregues por Deus para cuidar. E, como dedicado Pastor do rebanho humano, ensinou a respeito do Seu Mandamento Novo — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos”. Assegurou que “ninguém tem maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35 e 15:13). E o Cordeiro de Deus imolou-Se pelo mundo. Até em favor dos que se consideravam Seus adversários e O levaram à crucificação. De fato, não há maior altruísmo que esse — oferecer-se em sacrifício pela humanidade, alheia à sua sobrevivência coletiva. Ocorre, no entanto, que ao terceiro dia o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, ressuscitou, esteve quarenta dias com os discípulos, e o anúncio de Seu glorioso retorno à Terra — não mais para ser crucificado — é tão presente na Sua Missão, que os Anjos o confirmam no momento de Sua volta ao Plano Espiritual: “E ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem O encobriu dos seus olhos. E, estando todos com a visão fita no Céu, enquanto Ele subia, eis que dois Anjos vestidos de branco se puseram ao lado deles, e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o Alto? Este Jesus, que dentre vós foi alçado aos Céus, assim voltará como O vistes subir” (Atos dos Apóstolos de Jesus, 1:9 a 11).

Maior ênfase à Ressurreição

No dia 1o de abril de 1983, na Casa D’Itália, em Salvador/BA, ao lançar o Livro Jesus — O Cristo de Deus (1983), proferi um discurso acerca do Divino Amigo da humanidade, visto nos encontrarmos numa Sexta-Feira Santa. Gostaria de apresentar-lhes, por oportuno, estas minhas palavras no ensejo de que todos nos revistamos do infinito Amor do Novo Mandamento do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35). Anunciando nessa data que Jesus vive, fraterna contribuição a todos os que acreditam na existência eterna, a Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo transformou o chamado dia da mentira no Dia da Verdade:

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Na Sua vitória sobre a morte está a mola impulsionadora do Cristianismo, a certeza do triunfo, sobre si mesmos, dos Seus discípulos: Jesus está vivo! A grande Mensagem da Semana Santa na atualidade, quando os povos insistem em invocar a morte, fazendo dela a sua deusa, é que o Divino Chefe nunca esteve realmente morto. O Espírito não se extingue. Razão por que somos imortais. Fomos criados à imagem e semelhança do Altíssimo. E “Deus é Espírito”, consoante revelou o Educador Celeste à samaritana no poço de Jacó (Evangelho, segundo João, 4:24). Jesus Espírito ressurgiu aos olhos humanos. Com esse ato extraordinário, criou na Alma dos Seus seguidores coragem capaz de enfrentar — suplantando-os à custa de suas próprias vidas, se preciso fosse — todos os ódios e perseguições mundanas, sem que sejam também portadores desse comportamento malsão. Por isso sempre destaco, na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo: valentia é aceitar uma incumbência, por mais difícil que pareça, e levá-la, com todo o brio, até o término, sem desanimar, com os olhos fitos no Cristo de Deus.

Como exaltava Alziro Zarur (1914-1979), “se Jesus não tivesse ressuscitado, não haveria Cristianismo”.

Jesus venceu a morte

Conta o Evangelho, conforme Lucas, 9:60, que, certa feita, a um jovem que desejava segui-Lo, contudo antes pretendia sepultar o pai, que morrera, o Excelso Pedagogo, com o fito de testá-lo, aconselhou: “Deixa aos mortos enterrarem seus mortos. Tu, porém, vai e anuncia o Reino dos Céus”.

E nas anotações de Marcos, 12:27: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos”, isto é, de seres eternos. E completou: “Por não crerdes nisso, errais muito”.

O inesquecível recado de Sua Paixão, principalmente para esta época de tempos chegados, é a vitória sobre a morte.

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Na Primeira Carta aos Coríntios, 15:55, encontramos esta contundente indagação do Apóstolo Paulo: “Morte, onde está a tua vitória? Onde, o teu aguilhão?”

Na verdade, os mortos não morrem. Para os que têm “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, repetimos sempre, a morte é um boato. Ao derrotá-la, Jesus pôde demonstrar o que dissera na Boa Nova dos relatos de João, 16:33: “Eu venci o mundo”. E o Mestre quer que, com Ele, igualmente o façamos. Quando as nações conhecerem melhor a realidade da vida espiritual, eterna, vão reformular tudo nos relacionamentos sociais, inclusive no âmbito planetário. Por enquanto, a sociedade permanece firmada quase que unicamente na matéria, que é um manto a esconder do ser humano o verdadeiro sentido de sua existência. Daí os equívocos, por vezes trágicos, não apenas na Religião, mas na Política, na Arte, nos Esportes, na Ciência, na Filosofia, e por aí vai. É comparável à lenda egípcia dos peixes que, vivendo no fundo de um laguinho, não davam crédito às notícias da presença de rios, mares e oceanos imensamente superiores ao seu restrito hábitat, preferindo, temerosos, vagar pela escuridão da mediocridade. É o caso das criaturas terrenas imprevidentes, ameaçando-se a si mesmas com os perigos inenarráveis de uma destruição indescritível, pois o pequeno lago veio a secar, e todos sucumbiram estorricados. Entretanto, como afirmava Teócrito (320-250 a.C.), “enquanto há vida, há esperança”. E a Vida é eterna.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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DIRCEU CARDOSO – Depois da previdência, as privatizações

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“Me aponte uma só estatal eficiente. Não existe”. A fala grave é de Salim Mattar, o responsável pelas privatizações no governo. Depois que a reforma da Previdência, em trâmite no Congresso Nacional estiver concluída, será a vez da transferência das empresas estatais para a iniciativa privada e da retirada do dinheiro público de empresas onde hoje o governo é sócio. A idéia é que, até o final do ano, sejam desmobilizados US$ 20 bilhões, um dinheiro que poderá abater o déficit ou ser investido em reais obrigações de governo, tais como saúde, educação, segurança, etc.

O plano de privatizações do governo Bolsonaro tem como meta reaver R$ 990 bilhões nos quatro anos. Existem no país um total de 440 empresas estatais, sendo 134 controladas pela União e as demais por estados e municípios. Segundo cálculos oficiais, tais empresas, a maioria deficitárias, custam aos cofres púbicos R$ 15 bilhões por ano. Mattar justifica sua avaliação grave sobre as estatais, destacando que mesmo as rentáveis, se precisam de monopólio para ter essa boa condição, estariam melhor se operadas pela iniciativa privada. Seriam os casos dos deficitários Correios e até da superavitária Petrobrás, tida como a jóia da Coroa.

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A existência de empresas estatais só se justifica quando o país necessita de serviços de infraestrutura e não há particulares com capacidade financeira ou disposição para executá-los. A discussão sobre a utilidade dessas empresas é antiga e, lamentavelmente, enveredou pelo caminho ideológico e irresponsável durante todos os anos da Nova República, quando o país foi governado ou controlado pela chamada social-democracia. Em vez de focadas em prestar serviços à sociedade, sua verdadeira dona, tornaram-se cabides de empregos e moeda de troca política. Isso é um dos componentes do déficit dos governos, mas rendeu votos aos que pretenderam se eternizar no poder.

Desburocratização e desestatização constituem grande tese e cabem em qualquer governo. Ambas fazem parte do programa de Bolsonaro. Se consegui-las, o país dará enormes passos rumo ao progresso e à normalidade. Mas é bom lembrar que a cabeça dos congressistas ainda está cheia de clientelismo e troca de vantagens. Foram pelo menos 30 anos mercadejando votos, poder e influência. São vistas todos os dias demonstrações inequívocas de que a vontade de muitos é continuar o nefasto escambo. Oxalá não consigam…

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Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

aspomilpm@terra.com.br                                                                                                     

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Opinião

TONINHO DE SOUZA – Jovem e sonhador

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Esta quarta-feira amanheceu quente, como de costume na minha querida Cuiabá. Como sempre faço assim que acordo, às 05h da manhã, orei e depois olhei pela janela por alguns instantes refletindo sobre como seria o meu dia antes mesmo de sentir o cheiro do café vindo da cozinha. Meus pensamentos se voltaram para uma situação que preocupa o país e não apenas Mato Grosso. Não poderia ter sido diferente. O Dia Internacional do Jovem Trabalhador, comemorado hoje, foi a motivação para a meditação de rotina.

Tive que retornar no tempo para compreender o que ocorre atualmente com parte dos nossos jovens. Quando deixei Planalto da Serra, há cerca de 40 anos, o choque da mudança não foi tão impactante, pois, Cuiabá ainda era pacata, os carros pernoitavam nas frentes das casas e passar o fim da tarde sentado numa cadeira na calçada era quase que obrigação. Outros tempos aqueles. Com apenas 16 anos, mal havia desfeito as malas e eu já iniciava a minha carreira na comunicação como repórter esportivo de rádio.

A afinidade pela política nasceu com o Jornalismo e começou na metade dos anos 1990 quando ocupei o cargo de Secretário de Comunicação da prefeitura de Várzea Grande no mandato do ex-prefeito Nereu Botelho. Já a experiência na Câmara de Cuiabá não começou como vereador, como alguns acreditam. Foi bem antes, quando assumi a Secretaria de Comunicação a convite do até então presidente da Casa, o ex-vereador Luiz Marinho, que posteriormente também se elegeu deputado estadual.

Desde janeiro de 2009 me tornei um dos 25 parlamentares da Câmara Municipal com grande visibilidade. Por conta disso fui aplaudido e também questionado. Ser enquerido não me incomoda. Sempre respeitei oposições e as críticas até ajudam. O triste é receber ofensas, principalmente pelo anonimato das redes sociais. Enfim, como disse Nelson Rodrigues, “toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”. Com base nessa premissa me mantive com o espírito sempre aberto ao diálogo.

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Certamente, esses foram alguns dos requisitos que me mantiveram firme com três mandatos de vereador. Em 2016 fui o mais votado da capital e de todo o estado, com quase 6 mil votos, confirmando a minha escolha. Foi a votação mais expressiva para uma vaga na Câmara Municipal. Em 2018, obtive mais de 17 mil votos para uma vaga na Assembleia Legislativa. Agora, distante daqueles 16 anos de idade me considero vencedor.

Se tivesse que fazer tudo de novo eu o faria. Aqui está o nó que se formou em meus pensamentos. Talvez, pela imersão, o café tenha descido pelando a garganta, mas não atrapalhou seguir além imaginando como será o amanhã. Fiz parte do contingente de jovens não beneficiados pelo cenário de recuperação do emprego formal e de redução da informalidade, característico dos anos 2004 a 2008. Não me importei. Sonhei e busquei o meu lugar, apesar de sentir fortemente as dificuldades que todos os jovens da minha época sentiram com as mudanças econômicas e sociais das décadas de 1980 e 1990. Mas venci, com determinação e persistência.

Penso que para a juventude a exposição contínua à violência de todas as formas, o acesso ao emprego e educação escolar e profissional são alguns dos desafios da atualidade. É lógico que esse cenário não é exclusividade do mais jovens, mas é entre eles que a situação se aprofunda e compromete o presente e o futuro. Há, ainda, as desigualdades que também preocupam. Em 2010, segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo entre jovens negros (3,4%) era duas vezes maior do que entre os brancos (1,4%). A disparidade também era grande entre os alunos de 15 a 17 anos: somente 43,5% dos jovens negros nessa idade frequentavam o Ensino Médio, contra 60,3% dos brancos. Pouco coisa mudou na última década.

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Fiz parte dessa juventude caracterizada por heterogeneidade e desigualdades, mas não desisti. Só consegui colar grau no Ensino Superior em 1991, aos 28 anos. Atualmente, como deputado estadual em exercício na vaga do deputado licenciado Eduardo Botelho (DEM), refiz a minha trajetória antes do último gole de café, já quase frio. Afinal, foram quase dez minutos olhando a xícara e pensando. Já são mais de 30 anos trabalhando como jornalista e não penso em parar tão cedo. A Comunicação Social amadureceu a minha compreensão sobre a vida, a rotina urbana, sobre os desafios de uma Cuiabá que não para de crescer e sobre a sociologia tão miscigenada que moldou a nossa gente.

Enquanto deputado estadual, estou assumindo bandeiras como a segurança pública, agricultura familiar e saúde, principalmente. No entanto, apesar do avanço observado nos últimos anos em relação a juventude, o tema passou a constar na minha agenda parlamentar, especialmente quando considerada a juventude de origem simples, além de fatores de gênero e cor. Vejo a questão do emprego como uma demanda pública de grande envergadura e vou defender essa bandeira, pois o mercado de trabalho só é competitivo para os profissionais qualificados.

Em 2019, aos 52 anos de idade, os sonhos continuam mantendo o desejo de alcançar aquilo que almejo e que pode nos trazer alegria. Penso que um sonhador tem que ser persistente e só se contentar quando ver seus sonhos realizados. A própria Bíblia me ensina: “Há esperança para o teu futuro” (Jeremias 31:17). Deus gosta dos sonhadores. Eu gosto de Deus!

Toninho de Souza é Jornalista, vereador por Cuiabá pelo terceiro mandato consecutivo pelo PSD e deputado estadual em exercício

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