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Sucessão 2020: partido se movem discretamente, mas nomes serão os mesmos

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JORGE MACIEL

As movimentações dos partidos, a pouco mais de um ano das convenções que definirão os candidatos à sucessão municipal, em Cuiabá, ainda não estão expostas, mas acontecem com grande calor e velocidade nos bastidores.

Nenhum partido, entretanto, oferece novidades no quadro que se avizinha. O maior deles a desenhar candidaturas, o MDB teria o atual prefeito, Emanuel Pinheiro, que tem afastado a possibilidade de concorrer à reeleição; a deputada Janaína Riva, que anda com desenvoltura entre o eleitorado cuiabano; e o ex-deputado Valtenir Pereira – que se assanhou em 2016 e terminou desistindo, e que, no ano passado, terminou destronado da Câmara Federal pelo resultado das urnas.

As três eventuais candidaturas emedebistas – a decisão de Emanuel Pinheiro não é pétrea – precisam de suporte de outras siglas, como do PTB, por exemplo, como fez com Niuam Ribeiro Sobrinho, que já embarcou no PSD, sigla pela qual pode até sair candidato. Ou na cabeça de chapa ou até repetir a composição de 2016, com o MDB ou outro partido com boa musculatura.

Ligado ao governador Mauro Mendes, do DEM, o ex-deputado federal Fábio Garcia (DEM), que acompanhou Mendes na sua saída do PSB para o atual partido, figura como principal nome do partido à sucessão de Emanuel Pinheiro. É uma incógnita, já que Garcia abdicou da campanha passada após concluir que correria o risco de não se eleger e apostava numa colocação no staff de Mauro Mendes, no governo, o que não veio.

Outra candidatura considerada forte é a do petista Lúdio Cabral, que, em 2012, disputou a Capital com Mauro Mendes e terminou batendo na trave, perdendo por uma diferença mínima. Reoxigenado e com um mandato de deputado estadual conquistado nas eleições de 2018, Cabral parece ser um candidato com muito vigor – considerando colocar o eterno candidato Mauro Lara (o Procurador Mauro, PSOL) numa composição da chapa majoritária o ano que vem. O procurador, ao que dizem, pode optar por sair só, como já fez por duas vezes.

O Procurador Mauro tem conversado com DC e pode ser uma opção para 2020. Na esteira de candidaturas, Vitório Galli (PSL) e Eliseu Nascimento (DC). No atual cenário, a menos que surja um nome oriundo do empresariado, é pouco provável que alguma coisa mude. As candidaturas são dos mesmos, sem nenhuma surpresa ou candidatos que não estejam já dentro das previsões. Os tucanos estão combalidos. Resta apenas, e se restar, o nome do ex-prefeito Wilson santos, que, para se imaginar o pior, a cada eleição perde hormônios, tendo, nas duas últimas campanhas salvo por força de legendas. Tentou voltar ao Alencastro em 2026, mas o eleitor disse não.

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PF faz operação em MT e recolhe documentos da Sema para apurar esquema de servidores com madeireiros

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Agentes levaram documentos durante operação deflagrada na manhã desta quinta-feira

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca e apreensão de documentos na Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) na manhã desta quinta-feira (25), no âmbito da “Operação Arquimedes”, que investiga a corrupção entre servidores de órgão ambiental estadual, entre eles, a Sema-MT, engenheiros ambientais, detentores de planos de manejo e proprietários de empresas madeireiras.

Além de Mao Grosso, a operação acontece no Acre, Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Roraima e Rondônia. No total, são cumpridos 23 mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária e 109 de busca e apreensão. A operação também resultou no bloqueio de R$ 50 milhões de empresas investigadas.

Em 2017, a Polícia Federal deflagrou a primeira etapa da operação, que durou 30 dias e apreendeu mais de 444 contêineres no porto de Manaus, contendo aproximadamente 8.000 m³ de madeira em tora com documentação irregular, que pertenciam a mais de 60 empresas de madeira. A carga tinha como destino o mercado doméstico e internacional, sendo 140 contêineres destinados à exportação para países da Europa, Ásia e América do Norte.

Os investigados responderão pelos crimes de falsidade ideológica no sistema DOF, falsidade documental nos processos de concessão e fiscalização de PMFS (Plano de Manejo Florestal Sustentável), extração e comércio ilegal de madeira, lavagem de bens, direitos e valores, corrupção ativa e passiva e de constituição de organização criminosa.

A sema se pronunciou por meio de nota. Confira:

Nota da Sema

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente confirma que recebeu agentes da Policia Federal na manhã desta quinta-feira (25) para busca e apreensão de documentos no âmbito da operação Arquimedes. A Sema está colaborando com a operação e todas as demandas foram prontamente atendidas para que os investigadores possam apurar as suspeitas de inserção de créditos florestais fictícios nos sistemas de comercialização e transporte de produtos florestais. 

Para fortalecer o trabalho de investigação e repressão das ilegalidades, agentes da Polícia Federal designados pela superintendência do órgão em Mato Grosso irão participar, no próximo mês, de um curso de capacitação para compreender melhor o funcionamento dos sistemas da Sema envolvidos na aprovação de projetos florestais e autorizações de exploração florestal ou desmatamento (Simlam, Simcar e Sisflora). O objetivo é assegurar que o órgão de investigação tenha acesso às informações com mais rapidez e precisão. 

A Sema reitera que acredita na parceria com os órgãos de investigação e controle, tanto interno quanto externos, aliada ao controle social,  para assegurar a legalidade nos serviços prestados pela Secretaria para que tenhamos um meio ambiente harmônico e equilibrado para esta e futuras gerações.”

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Economia do governo de MT com a Nova Previdência poderá chegar a R$ 11 bilhões em 10 anos

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Cálculo é da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia com base no que deixará de ser gasto com aposentadorias, pensões e benefícios de servidores e militares em MT

A projeção da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia prevê uma economia de R$ 11,03 bilhões para Mato Grosso nos próximos 10 anos com a Nova Previdência. Deste total, R$ 10,22 bilhões correspondem ao que o estado deixará de gastar com pagamentos de aposentadorias, pensões e demais benefícios dos servidores estaduais e R$ 810 milhões com policiais militares e bombeiros.

A economia é consequência das alterações nas novas regras de cálculo para os benefícios, nas alíquotas de contribuição e no tempo de atividade dos servidores previstas na proposta de emenda à Constituição que tramita na Câmara dos Deputados.

Pelo texto, as mudanças valerão tanto para os funcionários da União quanto para os dos estados. O mesmo ocorrerá com as carreiras militares estaduais, que, de acordo com projeto de lei apresentado pelo governo, deverão seguir as regras das Forças Armadas.

Economia 

Em todo o Centro-Oeste, a estimativa é de que essa economia possa chegar a R$ 50,47 bilhões em 10 anos. Se levados em conta os valores que deixarão de ser gastos em todas as unidades federativas do Brasil, em uma década os governos terão deixado de gastar R$ 350,66 bilhões.

Para o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, a aprovação da Nova Previdência vai contribuir para equilibrar as contas dos estados.

“O modelo em que estamos ruiu. Estados e municípios têm dificuldades de prover necessidades básicas da população, de educação, de segurança, de infraestrutura. O orçamento é gasto com o pagamento de salários, aposentadorias e benefícios”, afirmou.

Déficit

O secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, acrescenta que o valor que os governos estaduais deixarão de gastar a partir da Nova Previdência poderá, em alguns casos, sanar seus déficits previdenciários.

De acordo com dados do final de 2018, apenas quatro estados fecharam o com saldo previdenciário positivo: Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Os demais possuíam um déficit que, somado, chegava a R$ 90 bilhões anuais. “Mais da metade do que o Brasil arrecada vai para a Previdência, e isso só cresce. São imposições demográficas, despesas obrigatórias, e o Brasil acaba não investindo”, observa Bianco.

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